<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369</id><updated>2012-01-31T23:00:45.389Z</updated><category term='objectos-tratados-como-objectos'/><category term='this-is-me-being-serious'/><category term='thou-shalt-not-write-about-thy-own-blog'/><category term='tales-from-the-south-hemisphere'/><category term='coisas-particularmente-irritantes'/><category term='hello-world'/><category term='all-you-need-is-it'/><category term='não-se-aponta-que-é-feio'/><category term='tales-from-wunderland'/><category term='com-a-linguagem-nao-se-brinca-ze-rafael'/><category term='literatura-e-da-boa'/><category term='now-its-personal'/><title type='text'>J.log</title><subtitle type='html'>A little bit of everything e um pouco de tudo</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>44</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-4162525458945713712</id><published>2011-12-14T23:46:00.000Z</published><updated>2012-01-31T23:00:45.398Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='com-a-linguagem-nao-se-brinca-ze-rafael'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tales-from-wunderland'/><title type='text'>"Tchau" e a constante cosmológica</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para aqueles que ainda não sabem, embarquei numa nova viagem. E devo gostar mesmo muito do Inverno, porque depois de ter estendido o meu Inverno passado indo para o Brasil precisamente quando este começava por lá, desta vez resolvi passar o Inverno num clima ainda mais frio. O clima dos alegados "donos" da Europa, o alemão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade de Frankfurt é até bastante agradável, mas a língua alemã é neste momento a principal barreira para mim, que vim para cá sem saber uma palavra da língua. Não porque não me consiga fazer entender se quiser, porque quase toda a gente fala inglês (e não se importam de o falar, ao contrário do que tenho ouvido em alguns mitos urbanos), mas porque eu tenho sempre a mania de querer fazer-me passar por nativo. Como tal, aproveito cada palavrinha de alemão que apanho para a poder utilizar na próxima oportunidade. O problema é que depois de eu dizer &lt;i&gt;Ein Milchkaffee bitte&lt;/i&gt; eles respondem com uma data de coisas que eu não consigo entender, e lá tenho eu de pedir para falarem inglês. Enfim, teimosia minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que é que isto tem a ver com a constante cosmológica? Bem, primeiro tenho de explicar o que isso é. Não querendo entrar em muitos detalhes, mas entrando em alguns, porque não quero que os meus leitores morram burros, a constante cosmológica foi um artefacto criado por Einstein para a sua teoria da relatividade geral, para que esta fosse consistente com um universo estático. No entanto, depois que Edwin Hubble (o que deu o nome ao telescópio) descobriu que o universo estava em permanente expansão, Einstein verificou que não precisava da constante, dizendo mesmo que tinha sido o maior erro da sua carreira. Apesar de tudo, anos mais tarde outros cientistas vieram repescar a constante que afinal sempre era precisa&amp;nbsp;porque o universo expande-se ainda mais depressa do que o previsto. Já chega de ciência por agora, o importante a reter é a definição de constante cosmológica como algo que se criou como certo, mas depois descobriu-se que estava errado, mas depois descobriu-se que afinal estava mesmo certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem isto a propósito dos meus primeiros dias na cidade, depois de conhecer os meus novos colegas de trabalho e de me habituar a um ambiente de trabalho anglófono (com o qual não tenho grandes problemas), ao fim da tarde um deles foi-se embora, despediu-se de todos com um &lt;i&gt;Goodbye&lt;/i&gt;, e eu atiro-lhe com um &lt;i&gt;Tchau!&lt;/i&gt;&amp;nbsp;à portuguesa. Mesmo depois de estar o dia todo a falar inglês, aquilo saiu-me assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi de repente que tinha dito algo que ninguém percebia ali, e de imediato tentei explicar-me, aproveitando a presença de um colega italiano para dizer que o&amp;nbsp;&lt;i&gt;Tchau&lt;/i&gt;&amp;nbsp;português era equivalente ao &lt;i&gt;Ciao&lt;/i&gt;&amp;nbsp;italiano, embora só o usássemos na despedida. Eles perceberam, e eu fiquei satisfeito por ter corrigido o erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual não é o meu espanto quando, no dia seguinte, ouço dois alemães a despedir-se&amp;nbsp;um do outro com&amp;nbsp;&lt;i&gt;Tchau&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois vejo os meus colegas alemães a fazer a mesma coisa. Depois de indagar o que se passava, fiquei a saber que, além do mais formal &lt;i&gt;Auf Wiedersehen&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e do mais popular &lt;i&gt;Tschüß&lt;/i&gt;, os alemães também usam &lt;i&gt;Tschau&lt;/i&gt;&amp;nbsp;como forma de despedida. Portanto o &lt;i&gt;Tchau&lt;/i&gt;&amp;nbsp;que eu tinha dito à portuguesa afinal também estava correcto como palavra alemã! E por isso o &lt;i&gt;Tchau&lt;/i&gt;&amp;nbsp;é a minha constante cosmológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bónus: apesar de ter aprendido rapidamente termos como &lt;i&gt;Danke&lt;/i&gt;,&amp;nbsp;&lt;i&gt;Bitte&lt;/i&gt;, e o mais recente &lt;i&gt;Kaputt&lt;/i&gt;&amp;nbsp;(por exemplo, "o meu cartão não funciona" - &lt;i&gt;meine Karte ist kaputt&lt;/i&gt;), andei um pouco traumatizado nos primeiros tempos por não saber dizer "desculpe"&amp;nbsp;em alemão. Só para conseguir pronunciar &lt;i&gt;Entschuldigen Sie&lt;/i&gt;&amp;nbsp;demorei mais de uma semana. Até que um dia uma senhora esbarra comigo no eléctrico e diz &lt;i&gt;Pardon&lt;/i&gt;, à francesa, que afinal é uma palavra que os alemães também utilizam. Enfim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small; text-align: left;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;a href="http://jotalog2.blogspot.com/2012/01/tschau-and-cosmological-constant.html" style="font-size: small; text-align: left;"&gt;english version&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small; text-align: left;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-4162525458945713712?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/4162525458945713712/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=4162525458945713712&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/4162525458945713712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/4162525458945713712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2011/12/tchau-e-constante-cosmologica.html' title='&quot;Tchau&quot; e a constante cosmológica'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-3152705136094319986</id><published>2011-10-27T12:57:00.000+01:00</published><updated>2011-11-03T11:57:51.119Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='now-its-personal'/><title type='text'>Organizas???</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também funciona com "Fazes tu?", "Ficas tu com isso?", "Tratas tu disso?" E no momento em que ouves qualquer uma destas simples perguntas, &lt;b&gt;sabes imediatamente que estás tramado&lt;/b&gt;. Começas a pensar em tudo o que disseste até então, e perguntas-te vezes sem conta para que é que foste abrir a boca e como é que foste capaz de cair nesta esparrela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há um lema que persiste em algumas das boas e prósperas empresas de software. Penso que soará melhor dito em inglês: "if you have an idea, you own that idea". &lt;b&gt;Se tu tens uma ideia, és o dono dessa ideia&lt;/b&gt;. Ser o dono da ideia significa, por um lado, assumir toda e qualquer responsabilidade pela implementação da ideia. Na verdade, não há pessoa mais indicada para o fazer que o autor, o idealizador da ideia, por isso é lógico que assim seja. Mas por outro lado, atribuir a posse de uma ideia ao seu autor significa também que é ele que colherá os frutos se a ideia for bem sucedida, o que também é justo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As referidas empresas fazem isso para poder distinguir as ideias sérias e construtivas das ideias vãs e "atiradas para o ar". E assim que um colaborador dessa empresa percebe isso, ele sabe que &lt;b&gt;tem que ter muito cuidado com as ideias que tem&lt;/b&gt;. Não basta dizer simplesmente "tem que se fazer isto", "o que se devia fazer era aquilo" e esperar que outra pessoa o faça, porque a qualquer altura pode ser-se chamado a concretizar a ideia que teve. Se a ideia for sólida, implementá-la-á de bom grado; se for vã e sem sustentação, será forçado a admitir publicamente que afinal, não era uma ideia assim tão boa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas nem sempre nos apercebemos que vamos cair na esparrela. Às vezes estamos a falar só por falar, e &lt;b&gt;só &amp;nbsp;nos apercebemos que tivemos uma ideia quando levamos com o "Fazes tu?" em cima&lt;/b&gt;. Foi o que aconteceu comigo, numa inocente conversa online com uma antiga colega de curso. Começou com os habituais cumprimentos, "Tudo bem?", "Já não te vejo há muito tempo", "Pois, o último jantar de curso já foi há dois anos", "Ah e tal, temos que reunir o pessoal". O curioso da expressão "temos que reunir o pessoal" é que, apesar de parecer,&amp;nbsp;&lt;b&gt;não é ainda bem uma ideia&lt;/b&gt;, é uma expressão suficientemente vaga para que ninguém pense em concretizá-la. Diria mesmo que faz parte do cumprimento.&amp;nbsp;É como dizer "tens de vir cá jantar &lt;i&gt;um dia destes&lt;/i&gt;", na verdade toda a gente sabe que isso não quer dizer nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu, prestes a cair que nem um patinho, respondo com "Devíamos fazer um jantar de Natal em Novembro... Dezembro está sempre atolado com outros jantares...". &lt;b&gt;E tumba! ela atira-me com um "Organizas???" para cima&lt;/b&gt;. Veio com tanta força que até me atirou ao chão. E enquanto me levanto estou a pensar: "Mas... o que é que aconteceu aqui? Ela, de repente, atribuiu-me a responsabilidade sobre uma ideia!! Pois claro, estava mesmo a pedi-las... quem me mandou falar em jantares de Natal? Mas... foi ela que disse no início que tínhamos de reunir o pessoal!!!"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É claro que, agora que fui desafiado, não vou dar parte de fraco. Não vou arriscar a que me digam mais tarde que só digo as coisas por dizer. A ideia até é uma boa ideia, é sólida, por isso vai para a frente. &lt;b&gt;O Jantar de Natal do curso está marcado&lt;/b&gt;. A data é &lt;b&gt;Sábado, 26 de Novembro&lt;/b&gt;, sensivelmente daqui a um mês, o local está pensado mas ainda não combinado, e este artigo do meu blog serve de convite para os participantes. Portanto, se são do curso de Engenharia Química, da Universidade de Coimbra, da classe de 1993 - ou é classe de 1998? Isto conta-se pelo primeiro ano ou pelo último? Bem, não interessa:&amp;nbsp;&lt;b&gt;se tiveram que me aturar como colega de curso, estão convidados!&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os convidados receberão mais informações à medida que as coisas se forem planeando. Tanto quanto me lembro é a primeira vez que organizo um evento desta envergadura, mas como disse &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Otto_von_Guericke"&gt;Otto von Guericke&lt;/a&gt; quando descobriu o vácuo, "não há-de ser nada".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(P.S.: e agora aqui para nós que ninguém nos ouve: e agora o que é que eu faço? falo com o restaurante? mando emails com os convites? tenho que saber a ementa? e os preços? como é que eu sei o número certo de pessoas? alguém me dá uma mãozinha?)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-3152705136094319986?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/3152705136094319986/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=3152705136094319986&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/3152705136094319986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/3152705136094319986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2011/10/organizas.html' title='Organizas???'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-5633344682706929317</id><published>2011-10-12T00:09:00.000+01:00</published><updated>2011-10-19T00:14:10.260+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='não-se-aponta-que-é-feio'/><title type='text'>Nem ao menos disseste olá?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/KDbN9TZqFcg&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/KDbN9TZqFcg&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que é que é suposto fazermos ao certo quando vemos alguém que conhecemos na rua ou no supermercado, mas a pessoa em questão não nos vê? Dizemos-lhe olá? Ou não lhe dizemos olá? É sem dúvida mais fácil quando simplesmente esbarramos um no outro, ou então vemo-nos ao longe mas ao mesmo tempo. Nessa altura dizemos olá naturalmente, trocamos beijos e abraços, pomos a conversa em dia. Mas quando vemos uma pessoa que não repara em nós, hesitamos. Vamos lá ter com ela e mostramos-lhe que também estamos aqui? Fingimos que não a vemos e tentamos sair sem sermos vistos? A meu ver existem quatro maneiras de resolver este problema, e vou falar sobre elas a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;1. O Olhar Fixo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O Olhar Fixo funciona bem quando está sentado em algum lugar, ou simplesmente não estando em movimento. Não funciona bem em andamento, a não ser que ande na mesma direcção da outra pessoa. Além disso é necessário que esteja pelo menos no seu campo de visão. O método é simples: olhar fixamente para a pessoa que se conhece até ela reparar em si. Pode levar algum tempo para que isso aconteça, e entretanto irá observá-la a olhar em todas as direcções possíveis, todos os ângulos possíveis excepto aquele que aponta directamente para si. E vão haver algumas vezes em que ela não repara em si&lt;b&gt; mesmo estando a olhar directamente na sua direcção&lt;/b&gt;. Mas, quando (e se) isso finalmente acontece, poderá então dizer olá de longe, ou então fazer a Ida Até Lá. O Olhar Fixo pode ser um pouco difícil se não estiver concentrado: se usar O Olhar Fixo só de vez em quando arrisca o aparecimento do &lt;b&gt;Duplo Olhar Fixo&lt;/b&gt;, em que cada pessoa, à vez, tenta chamar a atenção da outra, mas desvia o olhar no preciso momento em que a outra começa a olhar para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;2. A Chamada&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A Chamada é a forma mais perigosa das quatro, uma que pode embaraçá-lo irremediavelmente se não a usar correctamente. É melhor se usada perto da outra pessoa e quando O Olhar Fixo não funciona ou não está a funcionar. Na Chamada deve chamar a pessoa pelo seu nome ou de outra forma qualquer. Eu sugiro&amp;nbsp;&lt;b&gt;vivamente&lt;/b&gt; que chame a pessoa pelo nome, porque o uso de termos como "Pssssst" ou "Olááááá!" ou "Hei, tu aí!" fará com que &lt;b&gt;toda a gente&lt;/b&gt; se vire e olhe para si, &lt;b&gt;excepto a pessoa que está a chamar&lt;/b&gt;. E depois, se a pessoa estiver muito longe de si ou houver muito barulho, acabará por chamá-la vezes sem conta, sem qualquer sucesso que não o de alertar toda a gente à sua volta; nesses casos, o melhor é tentar a Ida Até Lá ou a Fuga De Mansinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;3. A Ida Até Lá&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A Ida Até Lá é para ser usada quando tudo o resto falha. É 100% eficaz, mas pode ser um bocadinho complicada porque é necessário ir até onde a pessoa está e chamar-lhe a atenção, ou tocando-lhe ou fazendo A Chamada. Nem sempre é possível ir para junto da outra pessoa, talvez não possa deixar as suas coisas sem ninguém para olhar por elas, ou não possa deixar o seu grupo de amigos. Há poucos dias encontrei um colega meu numa escada rolante, comigo a ir para baixo e ele a ir para cima; se fizesse a Ida Até Lá naquele sítio, seria o caos! Mas se tem oportunidade de ir até junto da pessoa, óptimo! Irá com certeza, definitivamente fazer com que ela repare em si. Mas primeiro deve perguntar-se a si próprio, &lt;b&gt;será que ela merece&lt;/b&gt; uma Ida Até Lá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;4. A Fuga De Mansinho&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sim, você pode fazer essa escolha. Pode escolher ignorar e ir-se embora. Mas A Fuga De Mansinho não é apenas sobre ir-se embora. É que agora que decidiu que não se vai mostrar à outra pessoa, vai ter de se assegurar que a outra pessoa não o vê. Mais importante ainda, &lt;b&gt;tem que se assegurar que ela não repare que você reparou nela! &lt;/b&gt;Porque se ela o fizer, vai notar também que está a tentar evitá-la. É por isso que é uma Fuga De Mansinho e não uma ida embora.&amp;nbsp;&lt;span style="background-color: transparent;"&gt;Se conseguir fugir em segurança, A Fuga De Mansinho dar-lhe-á automaticamente uma breve consciência pesada e a incapacidade de contar aos outros quem viu nesse dia, porque se isso chega aos ouvidos da pessoa em questão, ela vai-lhe perguntar porque é que nem ao menos disse olá. Mas não se preocupe, vai correr tudo bem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderá usar qualquer uma destas quatro formas dependendo da situação, mas eu acredito que uma pessoa pode ser definida pela forma que usa mais frequentemente. Diga lá então,&amp;nbsp;&lt;b&gt;que tipo de pessoa é&lt;/b&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;a href="http://jotalog2.blogspot.com/2011/10/you-didnt-say-hello.html" style="font-size: small;"&gt;versão inglesa&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-5633344682706929317?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/5633344682706929317/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=5633344682706929317&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/5633344682706929317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/5633344682706929317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2011/10/nem-ao-menos-disseste-ola.html' title='Nem ao menos disseste olá?'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-5143264177296211462</id><published>2011-09-26T20:32:00.002+01:00</published><updated>2011-09-26T22:35:55.712+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='com-a-linguagem-nao-se-brinca-ze-rafael'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='all-you-need-is-it'/><title type='text'>Fazem fazem fazem... mas não os vejo a fazer nada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O verbo fazer é um dos mais importantes na vida humana.&lt;/b&gt; Aquilo que nos define como indivíduos é o que fazemos: perguntar "o que é que tu fazes?" a uma pessoa com o objectivo de a conhecer é tão natural como beber água. Se alguém pura e simplesmente não faz nada, então é olhada com um misto de pena e decepção (o olhar do "coitadinho") pelo resto da sociedade, ou pelo menos pela parte da sociedade que se preocupa com isso. O stress, essa doença tão moderna, tem origem no simplesmente no facto de se querer (ou ser obrigado a) fazer mais do que é possível. Em suma, andamos todos a fazer alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, talvez devido a essa obsessão com o fazer, acabamos por dizer que &lt;b&gt;fazemos coisas que nunca deviam ser feitas&lt;/b&gt;. E aqui, tenho que dizê-lo, desculpem se ferir susceptibilidades mas isto é mesmo assim, &lt;b&gt;a culpa é dos franceses&lt;/b&gt;. Boa parte da culpa. Um bocadinho da culpa. Se há duas coisas que os franceses gostam de fazer é de jogar instrumentos musicais (jogar piano, jogar guitarra, jogar saxofone...) e de &lt;b&gt;fazer coisas como atenção e cuidado&lt;/b&gt;. Depois claro que os nossos emigrantes trazem os termos para cá, mas a culpa não é deles, se os franceses quisessem "avoir attention" em vez de "faire attention", os emigrantes também não vinham fazer atenção para cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que &lt;b&gt;fazer significa fabricar, construir&lt;/b&gt;. E, mais importante que tudo, fazer significa que somos nós que o fazemos, não é outro qualquer. E &lt;b&gt;ter é possuir, é chamar seu&lt;/b&gt; a uma determinada coisa. Se eu tenho algo não implica necessariamente que o fiz, posso tê-lo recebido de outra pessoa ou entidade. Ora, &lt;b&gt;o cuidado não se fabrica. Ou se tem ou não se tem&lt;/b&gt;. Quem tem cuidado age de acordo com o cuidado que tem. Não perde tempo a fazer cuidado antes de agir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo ponto em questão: &lt;b&gt;fazer doenças&lt;/b&gt;. Aparentemente alguns de nós acham-se narcisistas o suficiente para pensar que são eles próprios que fazem gripes, congestões, pé de atleta, pneumonias, depressões, sei lá, SIDA e mais não sei quê. Depois chegam ao pé de nós e dizem &lt;b&gt;"não andes à chuva que ainda fazes uma constipação!"&lt;/b&gt; Esquecem-se que as constipações são feitas por uns bonequinhos pequeninos chamados &lt;b&gt;vírus&lt;/b&gt;, são eles que&lt;b&gt; fazem a doença e depois oferecem-nos&lt;/b&gt; a dita cuja, passando nós a tê-la. É muito feio tomar crédito de algo que não fomos nós que fizemos, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos leva aonde eu queria chegar no fundo, ao terceiro e mais importante ponto da história: &lt;b&gt;fazer amor&lt;/b&gt;. Ou, como eu gosto especialmente de dizer, &lt;b&gt;fazer o amor&lt;/b&gt;. Meus amigos, aparentemente o amor faz-se. Fabrica-se. Constrói-se. E perguntam vocês &lt;b&gt;como é que se faz o amor? Tem-se sexo.&lt;/b&gt; Ora bem, em Portugal argumenta-se que o sexo também se faz, mas tomo aqui a posição dos nossos amigos anglófonos, com a sua dicotomia &lt;i&gt;make love / have sex&lt;/i&gt;. Por isso é que nos filmes americanos eles demoram tanto tempo para dizer "&lt;i&gt;I love you&lt;/i&gt;". Porque é assim: primeiro apaixonam-se, mas é só paixão, não há amor ainda. Depois passam uns tempos a fazer amor, fazem, fazem, fazem até terem os dois uma grande pilha de amor para dar e vender. E só depois é que realmente dizem que amam o outro. O problema é que quando um deles diz o temível "&lt;i&gt;I love you&lt;/i&gt;" e o outro acha que ainda não o ama o suficiente. É porque o primeiro fez mais amor que o segundo. Provavelmente sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas continuo a não conseguir entender porque é que o amor se faz e o sexo se tem. Bem, podemos argumentar que &lt;b&gt;sexo já o temos mesmo, cada um de nós tem um&lt;/b&gt;, a questão é que efectivamente fazemos alguma coisa com eles. Segundo a mesma lógica, se quiséssemos dar a mão podíamos dizer "vamos ter mão" e &lt;b&gt;se quiséssemos beijar-nos podíamos dizer "vamos ter boca"&lt;/b&gt;. Esta fica sem perceber, quem souber a resposta que responda. Outra pergunta que tem que ser feita é: &lt;b&gt;porque é que duas pessoas que se amam fazem amor&lt;/b&gt;. Para quê? Já não fizeram amor suficiente para se amar um ao outro? E depois o que é que fazem ao amor em excesso? É que depois andam por aí impregnados de amor a dar beijos e a fazer avanços em público, e a certa altura ninguém pode estar ao pé deles de tão melados que estão. &lt;b&gt;Fazem amor a mais, e depois não têm onde o meter.&lt;/b&gt; Olhem, a melhor solução é varrer para debaixo do tapete, que é como quem diz escondê-lo dentro do útero da mulher, mas depois não se admirem que o tapete venha a ter um alto tal que já não se consegue disfarçar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-5143264177296211462?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/5143264177296211462/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=5143264177296211462&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/5143264177296211462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/5143264177296211462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2011/09/fazem-fazem-fazem-mas-nao-os-vejo-fazer.html' title='Fazem fazem fazem... mas não os vejo a fazer nada'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-1511118114819686574</id><published>2011-09-16T00:15:00.000+01:00</published><updated>2011-09-16T16:22:52.408+01:00</updated><title type='text'>E por falar em telenovelas...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ah Etelvina, tu tens visto os &lt;i&gt;Perdidos de Amor&lt;/i&gt;?&lt;br /&gt;- Ah Zulmira, tenho visto pois! Tu já viste o que aquela Diana anda a fazer à pobre da Patrícia? Agora vai seduzir o António de propósito para ele acabar com ela!&lt;br /&gt;- Ah, essa Diana, é que ela é mesmo má!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aham! Desculpem, também estava aqui entretido a ouvir a conversa. Portanto, telenovelas. Confesso que não sou a pessoa mais indicada para falar de telenovelas, porque não as vejo há anos, provavelmente há décadas. A última novela que vi deve ter sido, deixa cá ver, &lt;i&gt;O Rei do Gado&lt;/i&gt; ou assim. Simplesmente deixei de ter paciência para elas. Gosto de ver séries porque dão só uma vez por semana, agora tentar seguir algo que dá todos os dias e muitas vezes a horas indecentes já não é para mim. Mas é precisamente porque já não vejo novelas que começo a achar um interesse especial nas &lt;b&gt;pessoas que falam de novelas&lt;/b&gt;. É a forma apaixonada como as descrevem, como as comentam, como tentam convencer quem está de fora que é a melhor novela que já viram em toda a sua vida. Não é que o consigam, porque para quem está de fora, uma novela continua a parecer uma coisa bizarra.&amp;nbsp;Então mas digam lá, os &lt;i&gt;Perdidos de Amor &lt;/i&gt;é sobre quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha, é assim, são duas irmãs,&amp;nbsp;a Patrícia e&amp;nbsp;a Diana, a Patrícia é boazinha e a Diana é má, que por sua vez estão casadas com dois irmãos, a Patrícia com o António e a Diana com o Francisco. Só que a Diana gosta é do António e quer roubá-lo à irmã. E o Francisco...&lt;br /&gt;- O Francisco é um panhonhas!&lt;br /&gt;- É um panhonhas ele, não liga nenhuma à mulher, ela anda com os homens que quer e ele não vê nada! Mas olha que ela faz um papelão, hã? E quando ela se atirou para cima do carro só para perder o bebé?&lt;br /&gt;- Faz um papelão, ela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui está a primeira figura típica de quem fala de novelas, que é a figura do &lt;b&gt;papelão&lt;/b&gt;. Normalmente o "papelão" seria para quem é muito bom actor, mas nas novelas quem é que faz sempre o papelão? É a pessoa que faz de má. Aliás, não é bem assim, &lt;b&gt;é a mulher que faz de má&lt;/b&gt;. Primeiro, porque os homens não têm jeito para novelas, ninguém lhes liga nenhuma, não se metem em intrigas e maledicências tão bem como o fazem as mulheres. E depois, porque a má da fita é a que faz sempre as cenas mais interessantes, é a personagem menos parecida com as pessoas que vemos no dia-a-dia. A boazinha da fita, que tem de se fazer de sonsa a maior parte das vezes para que a novela dure 150 episódios, não é mais do que uma pessoa comum como todos nós, é a coisa mais fácil de se fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda figura típica é a da &lt;b&gt;personagem cómica&lt;/b&gt;, que frequentemente usa um&lt;i&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;bordão&lt;/i&gt;&amp;nbsp;que na novela é repetido vezes suficientes até ter piada. Mas quando se tenta descrever essa personagem a quem nunca viu a novela, é outra história. Quer dizer, toda a gente que via &lt;i&gt;Roque Santeiro&lt;/i&gt; ria-se a bandeiras despregadas sempre que Sinhôzinho Malta abanava as pulseiras e dizia "Estou certo ou estou errado?". Mas experimentem contar isso ao vosso filho de dez anos e garanto-vos que, se ele se rir, é porque está a gozar convosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, essa história da personagem cómica faz-me lembrar o Asdrúbal dos &lt;i&gt;Laços dos Anjos&lt;/i&gt;. Tu não vês os &lt;i&gt;Laços dos Anjos&lt;/i&gt;, Zulmira?&lt;br /&gt;- Ah Etelvina, essa não vejo, não.&lt;br /&gt;- Olha, aquilo é um fartote de rir. Ele faz aquela cara assim meio de parvo que ele tem, e começa a dizer "Não caias em desgraça! Não caias em desgraça!"&lt;br /&gt;- Pois, não sei, essa não costumo ver...&lt;br /&gt;- Ah, mas a expressão que ele faz! Parece que mete a boca mesmo colada ao nariz, e depois "Não caias em desgraça!" Ah! Ah! Ah! Já me estou a rir só de pensar nisso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois temos as &lt;b&gt;telenovelas brasileiras&lt;/b&gt;. No tempo em que eu via novelas só havia novelas brasileiras em Portugal. Tudo bem, havia uma portuguesa de vez em quando, mas mesmo assim quando havia era uma entre três ou quatro brasileiras. Agora as telenovelas portuguesas proliferaram e as brasileiras é que são uma minoria. As novelas brasileiras distinguem-se das portuguesas em 3 pontos, &lt;b&gt;1 - têm um tema diferente e mais específico&lt;/b&gt;, usualmente envolvendo uma minoria étnica ou de imigrantes (os indianos, os italianos, os ciganos, os japoneses, etc. etc.), &lt;b&gt;2 - esbanjam criatividade nos nomes das personagens&lt;/b&gt;, fazendo com que o telespectador assíduo passe a dizer coisas como "a Cleusa finalmente vai casar com o Sinval", e &lt;b&gt;3 - dão à novela um título típico&lt;/b&gt;, por vezes com &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Portugu%C3%AAs_brasileiro#Tupinismos"&gt;termos derivados do&amp;nbsp;Tupi&lt;/a&gt; à mistura que nós portugueses simplesmente aceitamos que nunca vamos entender. O que é mesmo interessante é ver as pessoas falar saudosamente do tempo em que as novelas brasileiras eram rainhas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois, Etelvina, a essa hora eu vejo a &lt;i&gt;Suruticuti&lt;/i&gt;. As novelas portuguesas também são boas...&lt;br /&gt;- São diferentes.&lt;br /&gt;- Pois, são diferentes, mas a mim ninguém me tira as brasileiras. Eles gritam mais, falam alto e bom som, não estão cá com meias medidas. Parece que têm mais vida! Estes daqui são sempre a mesma coisa, meios calados, sempre com as mesmas histórias.&lt;br /&gt;- Ah Zulmira, tu viste como é que ficou a história da Juliaci com o Dorival?&lt;br /&gt;- Vi pois! Então ela ia para o beijar pela primeira vez, mas nisto aparece o Jefferson e o Nicholas todos esbaforidos a dizer que a Dafne tinha tido um acidente, que era tudo mentira, ela tinha fingido tudo só para ficar com o Dorival. Depois o Dorival foi a correr ter com a Dafne ao hospital, já lá estava o Agnello, e ela pediu para ficar com ele de maneiras que ele não voltou a ver a Juliaci. Mas agora ela disse à Lucineide para mandar um recado pelo Jarbas para eles se encontrarem outra vez. E ficou assim para hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... o que me leva à terceira figura típica das novelas, &lt;b&gt;a criada e o mordomo&lt;/b&gt; (sempre com os respectivos nomes típicos, obviamente). A sério, quem é que ainda tem criada e mordomo hoje em dia? Eu não conheço ninguém que tenha. Ainda por cima aparecem sempre vestidos a rigor, como mordomo e criada franceses, o último dos quais servirá na realidade mais para fantasias sexuais do que propriamente para limpar a casa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, e uma vez que há em média uma dúzia de novelas a passar todos os dias na televisão pública, o que as pessoas que falam de novelas gostam mais de dizer é que &lt;b&gt;vêem poucas novelas&lt;/b&gt;. Então, não querem perguntar à Etelvina e à Zulmira quantas novelas vêem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ó rapaz, tu pensas que eu faço vida de ver novelas ou quê? Só vejo três, vejo os &lt;i&gt;Perdidos de Amor&lt;/i&gt;, vejo os &lt;i&gt;Laços dos Anjos&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e vejo a &lt;i&gt;Selvagem Indomada &lt;/i&gt;à hora de almoço. E só espreito o &lt;i&gt;Suruticuti&lt;/i&gt;&amp;nbsp;de vez em quando.&lt;br /&gt;- Ah, eu vejo os &lt;i&gt;Perdidos de Amor&lt;/i&gt;, o&lt;i&gt; Suruticuti&lt;/i&gt; e a&lt;i&gt; Selvagem Indomada&lt;/i&gt; que também é muito bonita, e vejo o&lt;i&gt; Amor de Paixão&lt;/i&gt; à tarde. Então, que remédio, é o que está a dar...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-1511118114819686574?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/1511118114819686574/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=1511118114819686574&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/1511118114819686574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/1511118114819686574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2011/09/e-por-falar-em-telenovelas.html' title='E por falar em telenovelas...'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-7375275546566448114</id><published>2011-08-23T00:34:00.005+01:00</published><updated>2011-08-23T00:45:18.112+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='com-a-linguagem-nao-se-brinca-ze-rafael'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tales-from-the-south-hemisphere'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas-particularmente-irritantes'/><title type='text'>Pois claro que estás!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acham que isto é uma maneira parva de atender o telefone?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/m8oXBCoCopg" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Na verdade, se estivessem cá os Castigadores da Parvoíce, &lt;b&gt;metade de Portugal era dizimada&lt;/b&gt;. Eu incluído. Tudo isto por causa dessa mania irritante de, &lt;b&gt;ao atender o telefone, perguntarmos ao outro se estamos&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Se não perceberam já lá vamos. Um pouco de história, primeiro. A expressão mais correcta, em termos convencionais, a usar para atender o telefone é efectivamente &lt;b&gt;"Alô"&lt;/b&gt;. Vem do inglês "Hello", antigamente "Hallo", foi o próprio Thomas Edison que a sugeriu como saudação ao atender o telefone, e &lt;b&gt;quer dizer, literalmente, "Olá"&lt;/b&gt;. Dizer "Olá" é uma óptima forma de atender o telefone, não acham? Para os mais distraídos, não é a Thomas Edison que se atribui a invenção do telefone, é a Alexander Graham Bell, só que este sugeriu que se dissesse "Ahoy hoy!" Felizmente, nessa altura, os Castigadores da Parvoíce estavam lá.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Grande parte dos brasileiros dizem "alô". Alguns, dependendo do sotaque, acabam por dizer "alôe". E se for a Vera a ligar, dizem "alôe Vera". (ok, foi a piada possível, foi seca como o deserto do Sahara mas tinha que ser). E se a memória não me engana, houve um tempo em que também os portugueses atendiam o telefone com "alô". Eu tenho uma vaga ideia de o ter feito nos meus tempos de miúdo.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;E depois &lt;b&gt;Portugal inteiro começou a mudar&lt;/b&gt;, primeiro de "Alô" para &lt;b&gt;"Está lá?"&lt;/b&gt; ou &lt;b&gt;"Está?"&lt;/b&gt;, e depois de "Está lá?" para &lt;b&gt;"Estou sim?"&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;"Estou?"&lt;/b&gt; e finalmente &lt;b&gt;"Tou?"&lt;/b&gt;. Neste momento, "Tou?" é provavelmente a forma de atender o telefone mais usada em Portugal.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Eu fui acompanhando todas as mudanças e, confesso, sempre as aceitei com naturalidade, nunca pensei em questioná-las, sempre as achei uma forma válida de atender o telefone como todas as outras. Afinal, se toda a gente diz, não deve estar mal de todo, não é? Até que uma amiga brasileira me viu a atender o telefone e disse &lt;b&gt;"Que é essa merda de estou? Isso quer dizer o quê? Não sabe dizer alô?"&lt;/b&gt;&amp;nbsp;E nessa altura tive uma epifania. Nessa altura percebi tudo. "Ééé pááá, esta maneira de atender o telefone é muita parva..."&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;É que já o "Está lá?" era parvo o suficiente. Quer dizer, &lt;b&gt;se a pessoa&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;atende o telefone&lt;/b&gt;&lt;b&gt;, é claro que está lá!&lt;/b&gt; Onde é que havia de estar? Se estivesse cá, não era preciso telefonar! A minha teoria é que o "Estou, sim" era uma resposta ao "Está lá?", que no fundo era uma pergunta na categoria das &lt;a href="http://jotalog.blogspot.com/2011/02/posso-fazer-uma-pergunta-posso.html"&gt;perguntas que têm sempre a mesma resposta&lt;/a&gt;. A certa altura as pessoas começaram a dizer "Estou sim" logo ao atenderem o telefone, antes que tivessem de ouvir o "Está lá?" do outro lado que já começava a ser irritante. Digamos que era uma resposta preventiva. Por isso &lt;b&gt;o "Estou sim", ou o "Estou", ditos em tom de afirmação, até fazem sentido.&lt;/b&gt; Como quem atende o telefone e diz "Estou aqui, fala comigo". De qualquer forma, não deixa de ser um pleonasmo, já que se eu vou atender o telefone é porque estou! Onde é que havia de estar?&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Mas o meu problema com o "Estou" não é bem esse, é a entoação que é dada à palavra, que acaba por converter uma afirmação numa pergunta. Olhem bem para vocês da próxima vez que atenderem o telefone e digam-me se &lt;b&gt;estão a dizer que estão ou a perguntar se estão.&lt;/b&gt; "Estou?", "Tou?" e "Estou sim?", ditos em tons de pergunta, há que dar a mão à palmatória, são &lt;b&gt;parvos&lt;/b&gt;&amp;nbsp;até dizer chega.&amp;nbsp;Imagino-me a telefonar a alguém e responderem-me com "Estou?". &lt;b&gt;Estão a perguntar-me a mim se estão? Como é que querem que eu saiba?&lt;/b&gt; Eles não sabem se estão? Ainda pior é perguntarem se "estão sim". "Estou sim?" "Não, estás talvez."&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Será que há assim tantos portugueses com crise de identidade? Que não sabem onde estão, se estão ou se não estão, se estão sim ou se estão não? Pelo andar da carruagem, pela evolução que passou do "Está lá" para o "Estou, sim", não há-de tardar muito até que comecemos a atender o telefone a gritar &lt;b&gt;"Pois claro que estás!"&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Portanto, neste ponto tenho que admitir que os brasileiros levaram a sua avante. Mas os brasileiros não se ficam a rir, não. Que é que é isso de dizer &lt;b&gt;"Pronto!"&lt;/b&gt; a atender o telefone? Pronto para quê, para sair? Do tipo, já se vestiram e puseram a maquilhagem? Eles calavam-se mas é caladinhos, se soubessem que em Portugal Pronto também é o nome de um produto para limpar o pó. Ah pois é!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-7375275546566448114?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/7375275546566448114/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=7375275546566448114&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/7375275546566448114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/7375275546566448114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2011/08/pois-claro-que-estas.html' title='Pois claro que estás!'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/m8oXBCoCopg/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-4767221784030025974</id><published>2011-08-09T01:27:00.009+01:00</published><updated>2011-08-21T22:10:57.131+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tales-from-the-south-hemisphere'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='não-se-aponta-que-é-feio'/><title type='text'>A Crônica do Beijinho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Calma, calma, suas mentes perversas e sedentas de tudo o que tenha minimamente a ver com sexo. Esta não é uma crônica do beijo, do beijo fogoso, quente, apaixonado. É uma crônica do beijinho, do beijinho de amigo, do beijinho de cumprimento. Porque é que é crônica? Não sei, podia ser a História do Beijinho, ou o Dilema do Beijinho. Crônica não é bem história mas soa melhor, e além disso Crônica rima com a Turma da Mônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repararam que ainda escrevo com sotaque brasileiro? Pois é, minha gente. Já voltei do Brasil faz dois meses, mas há uma coisa que não consegui tirar da ideia quando lá estive, que não consigo tirar da ideia desde que voltei: afinal, &lt;b&gt;no Brasil devo cumprimentar as mulheres com um beijinho ou com dois?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal é fácil. Todo mundo se cumprimenta com dois beijinhos, exceto as tias de Lisboa (e arredores), para quem um beijinho só é que é fino, e dois é "pessidonice" (é brega, pronto). Na Rússia e na Suíca são três; em França são quatro (aí, beijoqueiros!). Em Nova Iorque dão apenas um beijinho, embora mesmo assim&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=sLnuBQDcbD4"&gt;algumas pessoas não gostem muito&lt;/a&gt;. Na Suécia não tem beijinho nenhum, eles dão uma espécie de "meio abraço".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E no Brasil? Nunca entendi. Umas vezes dei um, outras vezes dei dois.&lt;/b&gt; Fiquei pensando se seria comum darem dois beijinhos de vez em quando, ou se me davam dois beijinhos a mim porque eu era português. Também não dá pra entender muito bem porque o gesto de dar beijinho de cumprimento é quase automático. É uma questão de milésimos de segundos, se de repente você se inclina para me dar um beijinho na outra face, eu vou perceber e vou instintivamente fazer o mesmo. Mesmo que minha intenção inicial fosse de me afastar depois do primeiro beijinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a mim, um beijo só é coisa que não faz sentido. &lt;b&gt;O ser humano tem duas faces, porque é que só uma pode levar beijinho?&lt;/b&gt; Porque é que uma face tem que ficar rindo e outra chorando? Tem que dar beijinho nas duas, pô! É o princípio da igualdade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até no mundo virtual os portugueses se cumprimentam de forma diferente dos brasileiros. Português se despede de seus amigos virtuais mandando beijinhos (&lt;i&gt;bâijinhush&lt;/i&gt;). Pequeninos, mais muitos. &lt;b&gt;A não ser quando envia "beijinhos grandes". Aí se ferrou.&lt;/b&gt; Que é que é um beijinho grande? Afinal é grande, ou é pequeno? Será o mesmo que um beijão pequeno? Ou é o contrário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasileiro, pelo contrário, é mais maduro, mais adulto. Não tem essa coisa de beijinho não, &lt;b&gt;brasileiro manda beijo&amp;nbsp;&lt;/b&gt;(&lt;i&gt;bêjo&lt;/i&gt;)&lt;b&gt;&amp;nbsp;mesmo&lt;/b&gt;. E não manda beijos, manda Um Beijo, só um, que brasileiro não é brega não. Beijos no Brasil são poucos mas poderosos, um só dá pra sustentar você até o dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto é isso aí, meus irmãos do Brasil. Me ajudem a resolver essa dúvida. Vocês dão um beijinho ou dois? Olhem que a outra face também merece!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Apideite:&lt;/b&gt;&amp;nbsp;com a ajuda de alguns amigos brasileiros lá consegui descobri quantos beijinhos se dão no Brasil. E a resposta é: depende do estado! No estado de São Paulo é um, no do Rio de Janeiro são dois, e no fabuloso estado de Minas Gerais dão três beijinhos, três! Êta estado beijoqueiro!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Nota: Apideite não é uma palavra a sério. Não, nem no Brasil)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-4767221784030025974?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/4767221784030025974/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=4767221784030025974&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/4767221784030025974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/4767221784030025974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2011/08/cronica-do-beijinho.html' title='A Crônica do Beijinho'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-731522671927399555</id><published>2011-08-02T01:54:00.002+01:00</published><updated>2011-08-02T01:55:19.482+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='não-se-aponta-que-é-feio'/><title type='text'>Etiqueta e boas maneiras</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diria Paula Bobone (e se calhar até disse mesmo) que &lt;b&gt;a boa educação é o que nos distingue dos animais selvagens&lt;/b&gt;. E com toda a razão. A boa educação nunca fez mal a ninguém. Veja-se, a título de exemplo, os famosos duelos entre nobres do século XVII: "&lt;b&gt;Com sua licença, desafio-o para um duelo até à morte!&lt;/b&gt;". Assim sim, dava gosto ver assassinar pessoas. Assassino sim, mas com educação. Esquecem-se os apologistas da boa educação que devia preocupar-se&amp;nbsp;mais com ela quem educa e não quem é educado, mas isso é história para outro artigo. Para já, queremos dizer que temos etiqueta e boas maneiras, e por isso não somos nenhuns trogloditas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas agora que começamos a entrar no verdadeiro século XXI (porque os primeiros dez anos foram apenas para nos ambientarmos), os antigos manuais de boas maneiras começam a ficar obsoletos. Convenhamos que frases como&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;em&gt;"Nunca permita que manteiga, sopa ou qualquer outra comida permaneça nos seus bigodes"&lt;/em&gt; já não se usam porque hoje em dia ninguém tem bigode. E como hoje em dia há até altos responsáveis do governo português que se escusam a usar gravata, penso que é uma boa oportunidade para revolucionar o conceito de boa educação e prepará-la para este século.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;Deixo-vos por isso alguns conselhos práticos de boas maneiras. Com o tempo, este artigo irá sendo acrescentado de forma a se tornar um manual completo de etiqueta para o século XXI. Aqui vão algumas sugestões:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;1 - Quando alguém se apresentar a si dizendo o seu nome, responda "Muito prazer".&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Esta resposta, além de educada, dá-lhe, mesmo que por alguns segundos, o perverso prazer de já saber o nome dessa pessoa sem que ela saiba o seu. Os interlocutores mais atrevidos, depois de um visível embaraço, perguntar-lhe-ão de imediato o seu nome, pergunta à qual terá de responder honestamente. Os mais tímidos, porém, optarão pelo silêncio e ficarão o resto da noite à coca a ver se alguém o chama pelo nome.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;2 - Tente espirrar uma segunda vez depois da outra pessoa dizer "santinho"&lt;/b&gt;. Este é um teste à boa educação do seu interlocutor. Se ele for realmente bem educado, dirá "santinho" também da segunda vez. Se conseguir ter múltiplos espirros, então torna-se um jogo de forças, a ver quem desiste primeiro. Se o seu interlocutor não disser "santinho" uma vez por cada espirro seu, não precisa de lhe dizer "obrigado".&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;3 - Ao receber alguém em sua casa, peça desculpa pela desarrumação apenas se a casa estiver IMPECÁVEL.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;As suas visitas ficarão impressionadíssimas e andarão o resto da noite a inspeccionar a casa para tentar perceber ao certo qual será a parte da mesma que está desarrumada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;4 - À mesa, diga "Bom apetite" apenas quando todos os outros já começaram a comer.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Isto provocará um enorme peso na consciência dos seus comensais, que finalmente se lembrarão que se atiraram à comida que nem uns alarves e não esperaram por ninguém para o fazer. Com alguma sorte, um deles engasgar-se-á com a comida e um outro otário que não conhece a manobra de Heimlich irá bater-lhe com toda a força nas costas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;5 - Avise os outros que vai começar a comer com as mãos. &lt;/b&gt;Esta regra é simples. Sejam costeletas de porco ou bacalhau com natas, comer com as mãos é sempre permitido desde que se avise antecipadamente. Pode dizê-lo de várias maneiras, desde a simples e directa &lt;i&gt;"É só para avisar que vou comer isto com as mãos"&lt;/i&gt;, passando pela subtil &lt;i&gt;"Pessoal, isto é frango, tem que se comer com as mãos, não é?"&lt;/i&gt; e até à rija e máscula &lt;i&gt;"É pá, eu como sempre isto com as mãos. É à portuguesa!"&lt;/i&gt;. Outra nota importante: não é de bom tom aproveitar-se de outra pessoa o ter anunciado primeiro para começar a comer com as mãos também: todos os que pretendem comer com as mãos devem dizê-lo bem alto para toda a mesa ouvir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;6 - Empanturre sempre as suas visitas e diga-lhes que é para não "fazerem cerimónia".&lt;/b&gt;&amp;nbsp;A ironia desta singela frase é que é precisamente para fazer cerimónia que as suas visitas vão acabar por comer mais do que pretendiam. Lembre-se que deve sempre pôr-lhes mais comida no prato e mais vinho no copo sem elas pedirem (e até, se possível, sem elas verem), e principalmente, não os deixe voltar a colocar a comida na travessa, porque &lt;i&gt;"parece mal"&lt;/i&gt;. Ao terminar a refeição, faça desaparecer todos os pedaços de carne da travessa menos um, e obrigue a visita a comê-lo,&lt;i&gt; "para não se estragar"&lt;/i&gt;. Como cereja no topo do bolo (que aliás também convém que a visita coma), diga-lhe no final para &lt;i&gt;"não ir lá para fora dizer que foi daqui cheia de fome"&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-731522671927399555?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/731522671927399555/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=731522671927399555&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/731522671927399555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/731522671927399555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2011/08/etiqueta-e-boas-maneiras.html' title='Etiqueta e boas maneiras'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-1348619246881546926</id><published>2011-05-14T04:02:00.001+01:00</published><updated>2011-05-14T04:03:11.630+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='com-a-linguagem-nao-se-brinca-ze-rafael'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tales-from-the-south-hemisphere'/><title type='text'>A bicha de meia e outras histórias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falar com sotaque brasileiro é quase como falar estrangeiro.&amp;nbsp;Primeiro porque não posso deixar de notar que falo de forma diferente daquela a que eu estou habituado.&amp;nbsp;Segundo porque, como o bom emigrante português que se preze, dentro de casa se fala português de Portugal. Terceiro porque frequentemente dou por mim interrompendo uma conversa em português do Brasil para falar com meu colega português em português de Portugal, só porque "é mais fácil" falar assim. A única diferença entre o português do Brasil e uma língua estrangeira é que os brasileiros entendem português!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ué, então porquê falar com sotaque do Brasil? Essencialmente por duas razões: para não dar nas vistas falando com um sotaque estranho, e para facilitar a comunicação com os nativos, afinal os brasileiros não cresceram vendo novelas portuguesas, né?&amp;nbsp;Mas não é tão fácil assim como parece. Por melhor que seja o meu sotaque brasileiro, nunca é perfeito, e acabo sempre metendo os pés pelas mãos. Aliás, acabei de fazê-lo novamente, porque brasileiro não diz meter, diz colocar. Tem algumas expressões de cá que não dá para descobrir à primeira, e tem ainda mais expressões de Portugal que não se usam por aqui, e quando as digo lanço logo um sinal de alerta sobre mim que diz "este cara não é daqui!!"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo isto para introduzir a minha história inventada de hoje: ia eu no supermercado, para comprar mamão, mandioquinha, umas carambolas, alguns caquis, duas bistecas, um pouco de contra-filé e um bolo de fubá, quando me lembrei de parar no caixa automático para sacar dinheiro. Então eu chego no caixa, e o que é que eu encontro bem na minha frente? Uma bicha de meia! E eu disse "nossa, gente, o que é que é isso?" e fui-me embora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falando de expressões de cá que não são de lá e vice-versa, uma das primeiras coisas que me perguntaram aqui no Brasil foi se em Portugal bicha queria dizer fila. Acho que já estava contando que me fizessem essa pergunta, só não pensei que fosse tão rápido. Tive que lhe dizer que sim, bicha também queria dizer fila, mas já ninguém em Portugal diz bicha ultimamente. Dizem fila, tal como no Brasil. E a culpa é de quem? Dos brasileiros, que um belo dia se lembraram de inventar que bicha queria dizer gay (como se já não existisse viado, boiola, baitola, xibungo para dizer a mesma coisa). Tendo o termo passado para Portugal através das novelas brasileiras, de repente já não se podia dizer "põe-te na bicha" sem ser recebido com risinhos e gozação. E então os portugueses deixaram de dizer bicha, e passaram a dizer fila, que aliás sempre existiu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por outro lado, acho um piadão quando aqui dizem "meia" em vez de "seis". Oito cinco meia sete, dois meia sete oito. Quem não se lembra do "dois três quatro cinco meia sete oito, está na hora de molhar o biscoito" de Gabriel o Pensador? Cheguei a perguntar a uma brasileira se não ficava confundida quando perguntava as horas para alguém e lhe diziam que eram onze e meia. Como assim, onze e meia? Onze e meia é onze e trinta ou é onze e seis? Então e se fosse meia e meia? Para cortar o meu barato, ela me disse que não se usa "meia" em vez de "seis" para dizer as horas, só se for em números de telefone, ou para soletrar um número comprido para alguém. E porquê se diz meia? Porque seis se confunde com três, que os brasileiros dizem "trêis" (os portugueses dizem "trés", por isso aí não há confusão). Então se há confusão, porque não substituir o três em vez do seis? Bem, você é chato, não? Porque seis sempre é meia dúzia, e três é... bem, três não é nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto, para quem tinha dúvidas sobre minha historinha, aquilo que eu vi no caixa automático do supermercado não era um homossexual vestindo collants. Era simplesmente uma fila de seis pessoas. Claro que eu não ia ficar esperando por todos eles e perdendo o meu tempo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas como bicha é português e meia é brasileiro, e como bicha já não se usa e meia só se usa para números de telefone, é claro que a história só podia ser inventada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-1348619246881546926?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/1348619246881546926/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=1348619246881546926&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/1348619246881546926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/1348619246881546926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2011/05/bicha-de-meia-e-outras-historias.html' title='A bicha de meia e outras histórias'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-8767943108997816540</id><published>2011-04-23T01:29:00.005+01:00</published><updated>2011-04-24T01:37:56.247+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas-particularmente-irritantes'/><title type='text'>O mistério da ressurreição de Cristo ou como na Galileia não sabiam fazer contas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só porque é Páscoa e todas as Páscoas me lembro disto, e porque já começa a ser um pouquinho irritante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo porque&amp;nbsp;há dois mil anos que&amp;nbsp;dizem que Jesus, o Cristo (Cristo que não é nome próprio, quer dizer O Crismado, ou O Untado), ressuscitou no terceiro dia depois de morrer. E porque há dois mil anos se celebra a morte de Cristo a uma sexta-feira e sua ressurreição a um domingo. Hein?!!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De sexta a sábado é um dia, de sábado a domingo é mais um dia. Um dia mais um dia são dois dias. Onde está o terceiro dia? Afinal Jesus ressuscitou numa segunda-feira? (coitado...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou contando mal, dizem vocês. Sexta-feira é o primeiro dia, sábado é o segundo dia, e domingo é o terceiro dia. Espera, mas no dia em que ele morre já passou um dia desde que ele morreu? Até fazia sentido se ele tivesse morrido logo na meia-noite de sexta, e ressuscitado às 23:59:59 de domingo. Aí fazia três dias completos. Mas a hora oficial da morte (segundo vi por aí) é às três da tarde. Portanto o primeiro dia já começou e ele ainda não tinha nem morrido?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Meus apóstolos, esta é nossa última ceia, e está quase chegando a meia-noite. Saibam que morrerei na cruz amanhã e ressuscitarei no terceiro dia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Terceiro dia a contar desde a sua morte, Senhor?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não, Judas! Cala a boca! Terceiro dia a partir de... agora!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Que bom, Senhor, assim calha no domingo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Cala a boca Judas!!! Quem chamou este cara para ser apóstolo? Puxa vida, que cara mais chato!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;OK. Pensando bem, quando eu entro para a escola vou diretamente para o primeiro ano, quando entro para o terceiro ano só completei dois anos... é possível que Jesus tenha morrido só durante dois dias e mesmo assim ressuscitado no terceiro...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas! De todos os documentos possíveis é a própria Bíblia que me vem dar razão. Não vou transcrever a passagem completa mas deve ser de Mateus x, versículo y. Diz que Jesus disse a não-sei-quem que sua morte demoraria três dias e três noites, e depois então ressuscitaria. Ahá! Três noites! De sexta a domingo não são três noites, são duas noites! Tenho razão ou não tenho, porra!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto, ou na Galileia diziam que um mais um é igual a três, ou o verdadeiro mistério da ressureição de Cristo é saber como ele sumiu com um dia inteirinho de sua morte.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-8767943108997816540?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/8767943108997816540/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=8767943108997816540&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/8767943108997816540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/8767943108997816540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2011/04/o-misterio-da-ressurreicao-de-cristo-ou.html' title='O mistério da ressurreição de Cristo ou como na Galileia não sabiam fazer contas'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-941439639839995845</id><published>2011-04-09T05:30:00.000+01:00</published><updated>2011-04-09T05:30:47.347+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tales-from-the-south-hemisphere'/><title type='text'>Graças a Deus, né?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois de repente, sem mais quê nem para quê, fui parar ao outro hemisfério da Terra. Estando já há duas semanas no Brasil, algumas coisas já começam a parecer familiares, mas outras continuam a surpreender-me. Coisas curiosas que dão matéria para mais uma carrada de artigos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje vou começar por uma das primeiras impressões que tive aqui, mas antes quero avisar-vos que o texto a seguir terá de ser escrito em português do Brasil (ainda que macarrónico). É que, já que vou "gozar" com eles, convém que me sinta parte do grupo, assim parece menos ofensivo para os meus camaradas brasileiros. É uma técnica que foi usada pela primeira vez por &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=mV7m6IIN_tI"&gt;Tim Whatley&lt;/a&gt;, o dentista do Seinfeld que se converteu ao judaísmo para poder contar piadas sobre judeus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí. Ainda que já esteja no Brasil faz duas semanas, ainda não tive oportunidade de conhecer muita gente. No entanto, logo que cheguei encontrei uma entidade familiar. Encontrei Deus. Não, não fiquei religioso de repente, simplesmente vim parar num sítio que tem tanta igreja por quilómetro quadrado que não dá para sair na rua sem dar de caras com Ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dizem que Deus está em toda a parte, mas eu acho que não é verdade. Com toda a gente que chama e grita por Ele aqui em São Paulo, acho que Ele não tem tempo para ir a mais lado nenhum. É verdade, minha gente, Deus está todo concentrado aqui. Sempre que Ele tenta dar uma perninha lá para o hemisfério norte, tem mais alguém que chama gritando por ele aqui e Ele já não pode ir. No início Ele até ficava estressado por não poder chegar a todo o lado, mas penso que agora já se acostumou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui em São Paulo sim, Deus está em toda a parte. No caminho de casa contei 16, sim, dezesseis igrejas todas na mesma rua, algumas delas seguidas, parede com parede. Algumas são bem pequenininhas, outras, como a Igreja Universal do Reino de Deus, têm pavilhões enormes e centenas de pessoas entrando e saindo. Tem a Igreja Evangélica Comunidade Aliança em Cristo, a Igreja Metodista Wesleyana e a Igreja Mundial do Poder de Deus, essa última convenientemente fazendo lembrar a mais poderosa Igreja Universal. Tem até um centro automotivo (oficina de automóveis?) chamado "Deus é Fiel"!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui no Brasil não precisa ir à Igreja para ouvir a Palavra do Senhor. Eles cantam e falam tão alto que nós ouvimos aqui, do outro lado da rua e duas casas acima. As igrejas de Portugal, por comparação, são uma pasmaceira. Lá no hemisfério norte, na Igreja Matriz de Lavos, a Eucaristia seria celebrada assim:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;E Jesus tomou o pão, partiu-o e deu-o aos seus discípulos dizendo: "Tomai e comei todos: isto é o meu corpo entregue por vós"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui, na Igreja Evangélica Pentecostal "Deus Vai Agir", é mais provável que ela seja celebrada assim:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;E AÍ ESTÁ JESUS! JESUS É GRANDE! VEJAM SÓ O QUE JESUS FAZ! ELE TOMA O PÃO, ELE PARTE O PÃO, OLHA O MILAGRE AQUI, ELE PARTE O PÃO E DÁ O PÃO A SEUS DISCÍPULOS. JESUS FAZ O MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES! ELE PARTE O PÃO E O MULTIPLICA, SOBRA PARA TODOS OS SEUS DISCÍPULOS! É MILAGRE, MINHA GENTE! E DEPOIS JESUS DIZ, VEJAM O QUE DIZ JESUS NOSSO SENHOR, ELE DIZ "TOMAI E COMEI TODOS: ISTO É MEU CORPO ENTREGUE POR VÓS"!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez não seja bem assim que eles dizem, mas é assim que eu ouço daqui de fora. Pelo menos, apesar de toda a violência, acho que estou bem protegido. Deus não vai sair daqui tão cedo. Graças a Deus, né?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-K7S23WO7NQM/TZ_fpRgpKQI/AAAAAAAABTk/572PTRpxpQE/s1600/2011-04-05+08.26.32-small.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-K7S23WO7NQM/TZ_fpRgpKQI/AAAAAAAABTk/572PTRpxpQE/s400/2011-04-05+08.26.32-small.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-941439639839995845?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/941439639839995845/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=941439639839995845&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/941439639839995845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/941439639839995845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2011/04/gracas-deus-ne.html' title='Graças a Deus, né?'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-K7S23WO7NQM/TZ_fpRgpKQI/AAAAAAAABTk/572PTRpxpQE/s72-c/2011-04-05+08.26.32-small.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-7441280496595670397</id><published>2011-02-15T00:56:00.004Z</published><updated>2011-08-02T01:57:36.802+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='com-a-linguagem-nao-se-brinca-ze-rafael'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas-particularmente-irritantes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='não-se-aponta-que-é-feio'/><title type='text'>Posso fazer uma pergunta? Posso?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra coisa que é particularmente irritante é quando alguém chega ao pé de nós e diz "&lt;b&gt;Posso fazer-lhe uma pergunta?&lt;/b&gt;". Aliás, há várias correntes deste tipo de pergunta: "&lt;b&gt;Pode fazer-me um favor?&lt;/b&gt;", "&lt;b&gt;Pode tirar-me uma dúvida?&lt;/b&gt;", "&lt;b&gt;Posso colocar-lhe uma questão?&lt;/b&gt;", "&lt;b&gt;Pode dar-me uma informação?&lt;/b&gt;"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há que esclarecer que há também duas versões desta questão, uma menos irritante e outra mais irritante. A menos irritante é quando dizem "Posso fazer-lhe uma pergunta?" e fazem a pergunta logo a seguir, portanto a primeira é assim uma espécie de introdução para a segunda. Mas irrita mais quando dizem "Posso fazer-lhe uma pergunta?" e &lt;b&gt;ficam à espera que eu responda&lt;/b&gt;&amp;nbsp;para me fazerem a pergunta!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obviamente que tudo se passa no campo da boa educação e não é suposto irritar só por ser educado. Mas &lt;b&gt;quando ouvimos isto vezes sem conta&lt;/b&gt;, e dito pelas mesmas pessoas, &lt;b&gt;começa a irritar um bocadinho&lt;/b&gt;. Eu pessoalmente sou uma pessoa mais prática, se me fazem uma pergunta eu gosto de responder o mais rapidamente possível, mas para isso &lt;b&gt;tenho que saber o que me estão a perguntar&lt;/b&gt;!&amp;nbsp;Para dar um exemplo, um dia uma mulher abordou-me na rua e fez-me esta pergunta:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Olhe, faz-me um favor? O senhor é capaz de dar-me uma informação? O senhor sabe-me dizer onde fica o grpgdfglt?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(naturalmente, eu, que tenho um &lt;a href="http://jotalog.blogspot.com/2010/07/nao-percebi.html"&gt;problema de audição selectiva&lt;/a&gt;, acabei por não perceber o fim da frase, que era o mais importante e lá tive de pedir à senhora para repetir. Felizmente, não repetiu tudo desde o início).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Notem que em nenhuma das perguntas que fez ela perguntou o que queria realmente saber. As respostas podiam ter sido simplesmente "Faço", "Sou" e "Sei", e a mulher ficava na mesma. E a questão é precisamente essa: quando alguém pergunta "Posso fazer-lhe uma pergunta?", &lt;b&gt;o que é que suposto respondermos?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu diria que em quase 100% dos casos &lt;b&gt;temos que responder que sim&lt;/b&gt;. Alguma vez responderíamos "não"? &lt;b&gt;Se por acaso respondêssemos "não"&lt;/b&gt; acontecia uma de três coisas:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;Diziam "&lt;b&gt;Ah ah ah, brincalhão&lt;/b&gt;" e faziam a pergunta na mesma;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Perguntavam "&lt;b&gt;tem a certeza?&lt;/b&gt;", diziam "&lt;b&gt;olhe que preciso mesmo de saber&lt;/b&gt;", e insistiam, insistiam até eu finalmente dizer que sim;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Diziam "&lt;b&gt;Pronto, está bem... &lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-small;"&gt;idiota...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;" e iam-se embora amuados e a pensar que eu era um antipático e mal-educado.&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div&gt;Se eles sabem que eu tenho de responder que sim, &lt;b&gt;porque é que perguntam se podem perguntar?&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Porque é que não perguntam logo aquilo que precisam de saber? &lt;b&gt;Têm medo de mim&lt;/b&gt;, que lhes rosne que não quero responder a pergunta nenhuma ou que lhes diga que estão a fazer perguntas idiotas? Mas claro que só vou saber se a pergunta é idiota depois de a fazerem. Acham que estou muito ocupado e &lt;b&gt;não me querem desconcentrar?&lt;/b&gt; Helloooo! É tarde demais, com o "Posso fazer-lhe uma pergunta?" já fiquei completamente desconcentrado!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na verdade há uma razão para este tipo de perguntas que me assusta mais do que me irrita. Às vezes perguntam-me se me podem perguntar porque &lt;b&gt;a pergunta propriamente dita é muito elaborada&lt;/b&gt;. Quando eu sei que é um "Posso fazer-lhe uma pergunta?" deste tipo, até tremo dos pés à cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Posso fazer-lhe uma pergunta?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Podes, diz lá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ora bom. Em 1987, eu e duas ucranianas estávamos numas termas e blah... blah... blah... depois blah... blah... portanto achas que devemos vender as 7 caixas ou vender só 5?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim. &lt;b&gt;De tanto responder "Sim"&lt;/b&gt;, "Podes", "Força", "Diz lá", "Ya...", &lt;b&gt;começo a pensar em respostas parvas para dar&lt;/b&gt;. Respostas como:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Podes, mas é só uma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vá lá, está bem, desta vez passa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É pá, vou ter de pensar no teu caso...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Porquê?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não sei, pergunta à Gertrudes que ela deve saber.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não sei se podes, vou ter de confirmar com o meu supervisor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Poder podes, eu é que não sei se te vou responder...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Podias, mas já fizeste, agora olha...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto, o que eu quero dizer com isto é o seguinte: não percam tempo a perguntar se podem perguntar! &lt;b&gt;Perguntem logo!&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em tempos inventei o pedido de licença mais educado e mais complicado de sempre. Era assim: "&lt;b&gt;Olhe desculpe, não se importa, por obséquio, de me fazer o favor de me dar licença para eu passar?&lt;/b&gt;".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Podiam dizer isto. Ou então podem dizer "&lt;b&gt;Com licença&lt;/b&gt;". É a mesma coisa, e &lt;b&gt;evita prolegómenos&lt;/b&gt; como este:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/SANyZx68d4A" title="YouTube video player" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bónus. "Com licença"? "Com licença" quer dizer que se tem uma licença, não é? Então porque é que é equivalente a "Dá-me licença"? Se é "dá-me licença" está a pedir licença porque não a tem, mas se é "com licença" é porque já&amp;nbsp;tem a licença... Também dá direito a respostas parvas, como "Onde é que está a licença?", "Deixe cá ver" e "Para ligeiros ou pesados?".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-7441280496595670397?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/7441280496595670397/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=7441280496595670397&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/7441280496595670397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/7441280496595670397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2011/02/posso-fazer-uma-pergunta-posso.html' title='Posso fazer uma pergunta? Posso?'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/SANyZx68d4A/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-7793359695918513767</id><published>2011-01-25T00:22:00.001Z</published><updated>2012-01-18T23:07:37.325Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas-particularmente-irritantes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='objectos-tratados-como-objectos'/><title type='text'>Nós somos os microondas que fazem "plim"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Normalmente gosto muito dos avanços na tecnologia, mas devo dizer que às vezes ela atrapalha mais do que ajuda. &lt;b&gt;Na era do digital, as pessoas querem à força enfiar o digital em tudo o que podem&lt;/b&gt;. Devem achar mais moderno, mais vanguardista. Não se apercebem, no entanto, que é também menos prático.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dos exemplos é a substituição dos botões de rodar por botões de premir. No meu microondas, que é &lt;i&gt;old-school&lt;/i&gt;, tenho dois botões de rodar, um para seleccionar a potência e outro para seleccionar o tempo. O botão do tempo vai rodando para trás à medida que este se esgota, para eu ter uma ideia do que tempo que falta. Simples.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos microondas de agora &lt;b&gt;os dois botões de rodar foram substituídos por cerca de dezasseis botões de premir&lt;/b&gt; e um display electrónico. Peguem num microondas desses e ponham-no a trabalhar, não importa o tempo. Vá, ponham lá! Ah, têm de perceber primeiro qual é o botão de ligar, de entre os dezasseis botões que o microondas têm. Deve ser o botão com uma bola e um risco ao alto... ah, não, afinal é o que tem um triângulo invertido. Ah, e agora diz que não funciona porque esqueceram-se de digitar o tempo. Simples? Não me parece. &lt;b&gt;Alguns destes microondas até têm um botão para abrir a porta! A sério?!!&lt;/b&gt; Uma simples pega na referida porta não era suficiente?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o exemplo de que quero mesmo falar é o som que os microondas fazem. &lt;b&gt;O microondas clássico tem uma pequena campainha que faz "plim"&lt;/b&gt; (ou "ding" em inglês - é engraçado como até as onomatopeias têm que ser traduzidas) quando o tempo acaba. E é assim que deve ser: &lt;b&gt;"tchaaaaaaaaaaaaannnnnnnnn... plim!"&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas os novos microondas da era digital acabaram com essa coisa retrógada que era a campainha e &lt;b&gt;substituíram-na por, ideia das ideias! um besouro digital&lt;/b&gt;. Resultado: &lt;b&gt;"tchaaaaaaaaaaaaannnnnnnnn... pi pi pi!"&lt;/b&gt;. Pi pi pi?!! Mas o que é isto?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem ofensa aos homossexuais, mas "pi pi pi" parece-me um bocado amaricado... E não faz sentido nenhum. &lt;b&gt;Um microondas que se preze tem que fazer "plim"&lt;/b&gt;, é o "plim" que define a sua identidade. As &lt;span id="goog_276743892"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=tYf-a9LmGrs"&gt;histórias que se contam&lt;/a&gt;&lt;span id="goog_276743893"&gt;&lt;/span&gt; de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Ug8hSqkFUXY"&gt;coisas terríveis&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Jr6tMinjE2M"&gt;até macabras&lt;/a&gt; acabam sempre com um "plim". "Pi pi pi" é o que faz qualquer aparelho electrónico hoje em dia, porque é que não podemos distinguir o microondas ao menos por isso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas os fabulosos engenheiros do microondas digital foram ainda mais longe e adicionaram &lt;b&gt;um "pi pi pi" ininterrupto, que NÃO SE CALA enquanto não for lá alguém abrir a porta&lt;/b&gt;. E isto é verdadeiramente irritante. O que é que tinham na cabeça? É assim tão urgente que se tenha de ir abrir a porta do microondas, quando este está parado? &lt;b&gt;Será assim tão grave que alguém se esqueça da comida quente?&lt;/b&gt; A meu ver deviam apitar insistentemente em caso de avaria, ou de sobreaquecimento da comida, não quando o processo terminou e já está tudo bem!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um microondas que deixa de fazer "plim" para passar a fazer "pi pi pi" é como Os Cavaleiros Que Dizem "Ni" de repente deixarem de dizer "Ni" e passarem a dizer "Ekke Ekke Ekke Ptang Zoo Boing"! Não é a mesma coisa, pois não?&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" class="youtube-player" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/crX4E-dul4Y" title="YouTube video player" type="text/html" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(&lt;a href="http://jotalog2.blogspot.com/2012/01/we-are-microwaves-that-say-ding.html"&gt;english version&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-7793359695918513767?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/7793359695918513767/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=7793359695918513767&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/7793359695918513767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/7793359695918513767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2011/01/nos-somos-os-microondas-que-fazem-plim.html' title='Nós somos os microondas que fazem &quot;plim&quot;'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/crX4E-dul4Y/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-794712898020434107</id><published>2010-12-30T17:10:00.002Z</published><updated>2011-09-03T11:51:27.371+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura-e-da-boa'/><title type='text'>O Nelson das Pipocas e o Hugo das Farturas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;(estamos na quadra do Natal e por isso vou fazer uma pausa nas minhas indignações. Em vez disso hoje vou relatar-vos uma história da vida real. Podia ser uma história de Natal... mas não é.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em tempos tive como vizinho no prédio um homem que tinha uma daquelas caravanas de farturas, pipocas, churros e cenas do género. A caravana dizia "Pipocas Nelson", por isso, e com alguma justiça, suponho, sempre o apelidei de Nelson das Pipocas. Havia também uma mulher, que também morava no prédio e também aparecia na caravana, mas nunca soube o nome dela, por isso, para efeitos desta história, vamos chamar-lhe, sei lá, Idalina, por exemplo.&amp;nbsp;Nunca falei com eles além do habitual bom dia / boa tarde ao cruzarmo-nos no elevador, até porque eles não iam às reuniões do condomínio, que eram praticamente as únicas alturas onde eu dizia mais que bom dia / boa tarde aos meus vizinhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A caravana era presença regular nas festas de Cantanhede (ainda é), por isso, quando o assunto vinha à conversa, era até com algum orgulho que eu dizia que era vizinho do Nelson das Pipocas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até que um dia... tudo ficou virado do avesso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma bela manhã um agente da polícia abordou-me à entrada do prédio. Perguntou-me:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Diga-me uma coisa. Você conhece aqui no prédio um Hugo que vende farturas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu achei estranha a pergunta, mas respondi, confiante:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Hugo? Não... Conheço é um Nelson que vende pipocas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem olhou para mim com cara de poucos amigos, pronto para me dar um sermão por estar a gozar com a autoridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Como?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sim, há aqui um Nelson que vende pipocas. Mora no segundo direito. Agora Hugo, não conheço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E com isto o homem mandou-me embora e foi tocar na campainha do segundo direito. E eu lá fui, mas fiquei a matutar naquilo. É pá... Hugo que vende farturas? Quem é o Hugo que vende farturas? Será que me enganei?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante uns tempos não soube mais nada. Mas as teorias fervilhavam na minha mente. Provavelmente Hugo e Nelson viviam os dois na mesma casa, com Idalina. O Hugo tratava da parte das farturas, e o Nelson da parte das pipocas. Será que faziam um ménage-a-trois com Idalina? Parecia-me estranho visto que nunca tinha visto ninguém no prédio que correspondesse ao Hugo das Farturas, mas eu morava no quarto andar e dali não dava para saber o que se passava no segundo. Ou então, o homem que eu conhecia era o Hugo das Farturas, e o Nelson das Pipocas, que não morava lá, tinha-lhe vendido a caravana, permitindo a Hugo e Idalina continuarem o negócio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas a minha teoria preferida é que não só Hugo tinha tomado a caravana de Nelson, mas tinha tomado também Idalina e o apartamento. O Nelson das Pipocas seria um homem acabado, que não teria resistido ao evoluir dos tempos e das mentalidades, e cujo império que a muito custo e ao fim de muitos anos tinha conseguido construir, um império à base de pipocas, tinha sido usurpado por jovens oportunistas e sem escrúpulos como esse Hugo. Nesse tempo haviam histórias (com ou sem fundamento, não sei) de discussões no segundo direito. Eu imaginava que essas discussões eram alguma coisa deste género:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Idalina! O que estás a fazer agarrada a esse homem?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Nelson, já não quero nada contigo! Eu amo o Hugo e vou-me casar com ele!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O quê? Mas ainda ontem me dizias que me amavas e ao meu império de pipocas!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Meu Deus, Nelson! Ainda vives na idade da pedra? Pipocas, Nelson? Quem é que quer saber de pipocas? Farturas é o que está a dar! O Hugo é um homem com visão! Vamos fazer daquela caravana a melhor caravana de farturas do mundo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não! Tudo menos a minha caravana!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Esqueces-te que eu tenho direito a metade dela? E vais vender-nos a outra metade se não queres que eu e o Hugo te façamos a vida negra! Ai, farturas... o que eu não dava agora por uma fartura!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Idalina...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim... os meses foram passando, e eventualmente Nelson/Hugo e Idalina saíram do apartamento. Continuava a vê-los na barraca de farturas, mas nunca mais soube nada deles. Até que um dia cheguei à caixa do correio e estava lá uma carta, no sítio onde normalmente colocam as cartas com endereços errados para serem devolvidas. Peguei na carta para ver para quem era.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A carta era para o segundo direito. E era dirigida a um "Hugo Nelson".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E então fez-se luz na minha cabeça. De repente, tudo fazia sentido! Não pude esperar para contar a novidade à minha esposa. O elevador estava ocupado, por isso subi as escadas de dois em dois degraus até ao quarto andar. Abri a porta e gritei, ofegante:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mulher! Anda cá depressa! Consegui! Consegui descobrir o mistério!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O que é que foi, homem? O que é que se passa?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O Nelson das Pipocas e o Hugo das Farturas... são uma e a mesma pessoa!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-794712898020434107?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/794712898020434107/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=794712898020434107&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/794712898020434107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/794712898020434107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2010/12/o-nelson-das-pipocas-e-o-hugo-das.html' title='O Nelson das Pipocas e o Hugo das Farturas'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-6557884456041715255</id><published>2010-12-03T22:24:00.004Z</published><updated>2010-12-04T00:20:16.840Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas-particularmente-irritantes'/><title type='text'>Quem quer ser capa da TV Guia? (Parte 2... onde é que eu já li isto?)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Vejam &lt;a href="http://jotalog.blogspot.com/2010/10/quem-quer-ser-capa-da-tv-guia-parte-1.html"&gt;aqui &lt;/a&gt;a primeira parte deste artigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por dentro a TV Guia é uma revista cor-de-rosa igual às outras: apanham-se as celebridades em flagrante na praia, descobre-se quem é que namora ou que deixou de namorar, regista-se quem foi despedido, ou se zangou com alguém, ou está a morrer, porque tudo isso vende. Tem as crónicas de &lt;b&gt;pessoas respeitadíssimas&lt;/b&gt;&amp;nbsp;como Carlos Castro e Carlos Dias da Silva, que se entretêm a dizer mal dos vestidos das celebridades ou a comentar com língua viperina o último "escândalo".&amp;nbsp;Os &lt;b&gt;amigos do casal&lt;/b&gt;, aqueles personagens que se dispõem a contar os pormenores mais sórdidos da uma nova relação, e que muitas celebridades já vieram dizer que se realmente tivessem amigos destes não precisavam de inimigos, são uma constante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, a TV Guia tem alguns pormenores interessantes. Primeiro pormenor: &lt;b&gt;o Tony Carreira tem que aparecer na revista todas as semanas.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;E quando digo todas quero dizer mesmo todas. Não há uma só edição da revista em que não apareça uma história dele ou de algum elemento da família, e se houver, estou certo que o cantor ou o seu clube de fãs não deverá hesitar em processar a TV Guia. Com a Alexandra Lencastre é quase, quase a mesma coisa, mas neste ponto o Tony Carreira é especial. Cerca de &lt;b&gt;80% das edições de revista têm duas páginas dedicadas ao cantor&lt;/b&gt;, e há sempre matéria para escrever, nem que se vão buscar histórias de há 5 anos antes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O segundo pormenor são as secções &lt;b&gt;"Isto é Verdade?"&lt;/b&gt;&amp;nbsp;e &lt;b&gt;"Onde já li isto"&lt;/b&gt;, onde a TV Guia se entretém a &lt;b&gt;cascar forte e feio na concorrência&lt;/b&gt;. Na primeira a TV Guia analisa as notícias da concorrência e dispõe-se a confirmar ou a refutar essas notícias, embora naturalmente refute mais do que confirme. Mas a segunda é a minha preferida, a verdadeira pérola da revista. Na rubrica "Onde já li isto" a TV Guia confronta as datas de saída das notícias na sua própria revista e nas revistas da concorrência, deixando bem claro que a TV Guia foi a primeira a lançar a notícia, e que as outras, de certa forma,&amp;nbsp;&lt;b&gt;copiaram a notícia&lt;/b&gt;&amp;nbsp;que tinha sido dada por ela, tudo isto com um tom de gozo e de desdém impressionantes:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TPaIr2YurjI/AAAAAAAABPA/_MbpVNSPJ7Q/s1600/ondeliisto1.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TPaIr2YurjI/AAAAAAAABPA/_MbpVNSPJ7Q/s400/ondeliisto1.png" width="500" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O tom de sarcasmo, de ataque pessoal com que estas críticas à concorrência são feitas é tão sincero, tão libertador que eu imagino os empregados da TV Guia a&amp;nbsp;revezarem-se para serem eles a escrever a rubrica em cada semana, com gritos de "&lt;b&gt;Escolhe-me a mim! Esta semana sou eu! Já há uma data de semanas que não sou escolhido! Eu também quero escrever a rubrica!&lt;/b&gt;", e por fim a pular de alegria e excitação quando finalmente são escolhidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TPaI_3G8kOI/AAAAAAAABPI/cKSqQwBE1yg/s1600/ondeliisto3.png" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="223" src="http://2.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TPaI_3G8kOI/AAAAAAAABPI/cKSqQwBE1yg/s400/ondeliisto3.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;Apesar de tudo, há qualquer coisa que me faz desconfiar. Primeiro, a TV Guia nunca avisa quando são os outros a dar a notícia primeiro que eles. Será que eles são os primeiros &lt;b&gt;de todas as vezes?&lt;/b&gt;&amp;nbsp;E o que dizer do tempo que leva desde que a notícia é dada na TV Guia até que é dada noutra revista, que por vezes é de um, dois, três meses? Será que as outras revistas cometem mesmo o erro crasso de dar uma notícia três meses depois de esta surgir? Eu tenho outra teoria. Eu acho que a TV Guia &lt;b&gt;inventa as notícias primeiro&lt;/b&gt;, e depois confirma se é mesmo verdade. &lt;b&gt;Às vezes acerta&lt;/b&gt;. A coisa funciona mais ou menos assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TPaKpC6ZSFI/AAAAAAAABPU/sfI49fAZ9L0/s1600/tvguia-flux.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://2.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TPaKpC6ZSFI/AAAAAAAABPU/sfI49fAZ9L0/s640/tvguia-flux.gif" width="538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TPaI2NVflMI/AAAAAAAABPE/WXLTA4T3Yrs/s1600/ondeliisto2.png" imageanchor="1" style="clear: right; display: inline !important; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="191" src="http://4.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TPaI2NVflMI/AAAAAAAABPE/WXLTA4T3Yrs/s400/ondeliisto2.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;Por vezes acontece ao contrário e as histórias até são verdadeiras e não são inventadas (OK, a maior parte del... metade d... algumas delas.). E nestas situações a TV Guia joga a sua carta de dentro da manga, que é simplesmente usar o facto de a TV Guia sair à Segunda e a Maria sair à Quarta (ou qualquer coisa do género, eu não compro as revistas, como é que querem que eu saiba?) para poder dizer que a segunda copiou pela primeira! Mais incrível ainda, chegam a acusar o DN de plágio por apresentar as notícias &lt;b&gt;no mesmo dia da revista&lt;/b&gt;! &lt;i&gt;Really&lt;/i&gt;????? Para quando um Onde Já Li Isto de um jornal que coloca as notícias no dia anterior ao da TV Guia, para o acusar de copiar, através de poderes psíquicos, as notícias no momento em que elas estão a ser escritas?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Por fim, o conteúdo. Vamos lá ver, a acusação de plágio seria grave e pertinente se a TV Guia tivesse sido a primeira a reportar um escândalo de pedofilia, ou uma mudança de mãos do comando de uma das principais televisões, ou simplesmente o &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TPaJJT96bkI/AAAAAAAABPM/yTl1D0gKE-w/s1600/ondeliisto4.png" imageanchor="1" style="clear: left; display: inline !important; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="221" src="http://2.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TPaJJT96bkI/AAAAAAAABPM/yTl1D0gKE-w/s400/ondeliisto4.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;próximo projecto de um actor. Mas o que nos aparece é: "&lt;b&gt;Ai, nós fomos as primeiras a dizer que a Joana e o Eduardo se iam casar na novela das sete, perdão, da uma da manhã! A Maria só se lembrou disso dois meses depois!"&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Sim, e? Mesmo para as pessoas que vêem a novela, não é um bocado chato ter revistas a andar por aí a contar o final da história? E mesmo para quem gosta de saber o final, pelo menos a Maria tem &lt;i&gt;timing&lt;/i&gt;, coloca a previsão uma &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TPaJRwqoAvI/AAAAAAAABPQ/9hoL94qp6mk/s1600/ondeliisto5.png" imageanchor="1" style="clear: left; display: inline !important; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="195" src="http://2.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TPaJRwqoAvI/AAAAAAAABPQ/9hoL94qp6mk/s400/ondeliisto5.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;semana antes do acontecimento, e assim não fica esquecida.&amp;nbsp;&lt;b&gt;"Ai que burras, só agora é que sabem que a Rita Pereira namora? Já há um mês que nós sabíamos que eles já moravam juntos!"&lt;/b&gt; &lt;i&gt;Who cares?&lt;/i&gt; Porque é que não deixam mas é a Rita Pereira em paz e vão escrever sobre programas de televisão, sobre&amp;nbsp;&lt;b&gt;programas de televisão&lt;/b&gt;, que é o que uma revista chamada TV Guia devia fazer?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não queria acabar sem mencionar o mais recente estado de tristeza e revolta de famosos como a Alexandra Lencastre, o Tony Carreira e a Luciana Abreu. Sentem-se desprezados, e não é para menos. Desde que a Casa dos Segredos arrancou na TVI, nunca mais foram vistos, pois &lt;b&gt;não há uma capa da TV Guia desde o início do programa&amp;nbsp;&lt;/b&gt;(já lá vão 10 semanas!)&amp;nbsp;&lt;b&gt;que não seja de um concorrente do mesmo&lt;/b&gt;. Cheira-me que vamos ter um processozinho colectivo...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-6557884456041715255?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/6557884456041715255/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=6557884456041715255&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/6557884456041715255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/6557884456041715255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2010/12/quem-quer-ser-capa-da-tv-guia-parte-2.html' title='Quem quer ser capa da TV Guia? (Parte 2... onde é que eu já li isto?)'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TPaIr2YurjI/AAAAAAAABPA/_MbpVNSPJ7Q/s72-c/ondeliisto1.png' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-2855652293943348414</id><published>2010-11-23T23:07:00.007Z</published><updated>2011-01-08T14:10:02.422Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='com-a-linguagem-nao-se-brinca-ze-rafael'/><title type='text'>Disponha ponha ponha ponha!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apresento-vos o verbo &lt;b&gt;&lt;a href="http://priberam.pt/dlpo/dlpo.aspx/abreviaturas.aspx?pal=dispor"&gt;dispor&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(latim &lt;i&gt;dispono&lt;/i&gt;,&lt;i&gt; -ere&lt;/i&gt;, pôr em diferentes lugares)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;i&gt;v. tr.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;1.&amp;nbsp;Pôr por ordem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;2. Pôr em ordem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;3. Ordenar, mandar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;4. Resolver, preparar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;5. Plantar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;i&gt;v. intr.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;6. Testar; ordenar em testamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;7. Ter à sua disposição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;8. Ser o senhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;9. Regular por lei ou ordem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;10. Prescrever o uso (que se há-de fazer de).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;11. Servir-se, utilizar-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;12. Deixar à disposição (de outrem).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gostamos de dispor&amp;nbsp;quando queremos dispor as fichas por ordem alfabética, dispor os livros na estante por autor, dispor os DVD's por ordem cronológica de realização do filme. Também gostamos de uma casa que dispõe de lareira e cozinha equipada, um carro que dispõe de ar condicionado, etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gostamos de estar bem (embora às vezes fiquemos mal) dispostos, gostamos de estar dispostos a arriscar, gostamos de ter disposição para fazer as coisas que temos de fazer. Gostamos de estar à disposição dos outros, e gostamos de ter alguém à nossa disposição quando precisamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo bem até agora? Então pergunto agora se gostamos de &lt;b&gt;dispor&lt;/b&gt;.&amp;nbsp;Dispor de quê? Dispor o quê? Dispor. Mas de quê? Não sei, de nada... &lt;b&gt;Simplesmente, dispor&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tipo, estás ali, numa boa, sentado a fumar um cigarro e a dispor. E chegam ao pé de ti e perguntam, "&lt;b&gt;é pá, estás a dispor?&lt;/b&gt;" E tu, "&lt;b&gt;é pá, estou.&lt;/b&gt;" E eles, "&lt;b&gt;é pá, vê lá, não disponhas muito, e tal&lt;/b&gt;" E tu, "&lt;b&gt;ó pá vai-te lixar, eu disponho aquilo que eu quiser! Andor!&lt;/b&gt;" e coisas do género.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faz sentido? Não? Não sei, deixo isso à vossa disposição. &lt;b&gt;O que é certo é que acontece&lt;/b&gt;. Basta irem a uma loja de roupa e começarem a vasculhar, que aparece logo uma rapariguinha simpática que diz:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;- Se precisar de alguma coisa, é só chamar.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hã? Espera, não é isso que ela diz. O que ela diz é isto:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;- Se precisar de alguma coisa, estou à sua disposição.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aaa não, também não é bem isso. Isto é que ela diz:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;- Se precisar de alguma coisa, &lt;b&gt;disponha&lt;/b&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois, era mesmo isto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Disponho o quê? As roupas por cor? Por tamanho? Disponho as roupas que pretendo em cima da mesa? Disponho os meus pedidos de ajuda ao balcão? Disponho num quadro branco as coisas de que preciso?&amp;nbsp;Disponho o quê?&amp;nbsp;Disponho de quê? De nada... simplesmente, disponho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A menos que... a menos que o que ela quer dizer seja "Se precisar de alguma coisa, &lt;b&gt;disponha de mim&lt;/b&gt;&amp;nbsp;para aquilo que precisar". Mas isto não será abusar um bocado da rapariga? Coitada...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem... para alguma coisa meti a definição de dispor lá em cima. Deixa-me cá dispor as várias alternativas, eh eh. Saltamos os &lt;i&gt;v. tr.&lt;/i&gt; porque esses não são de certeza (plantar?!).&amp;nbsp;Ora vejamos...&amp;nbsp;número 6: "Se precisar de alguma coisa, &lt;b&gt;ordene-a em testamento&lt;/b&gt;". Não... Número 7: "Se precisar de alguma coisa,&amp;nbsp;&lt;b&gt;está&amp;nbsp;à sua disposição&lt;/b&gt;". Mas não, não está à disposição, senão não precisava da rapariga... Número 8: "Se precisar de alguma coisa, &lt;b&gt;você é o senhor&lt;/b&gt;". Bem, fico lisonjeado, mas lá voltamos à história dos abusos... Número 9: "Se precisar de alguma coisa, &lt;b&gt;ponha-a por ordem&lt;/b&gt;". Mas como é que eu ordeno só uma coisa?&amp;nbsp;Número 10: "Se precisar de alguma coisa, &lt;b&gt;usa-a depois&lt;/b&gt;". Hã?!!! Número 11: "Se precisar de alguma coisa, &lt;b&gt;sirva-se&lt;/b&gt;". Olha, que mal educada, então não vem ajudar-me? Enfim... Número 12: "Se precisar de alguma coisa, &lt;b&gt;deixe-a à minha disposição&lt;/b&gt;". Hum, mas é suposto ela estar à minha disposição ou a coisa estar à disposição dela? Eu é que estou a ficar mal disposto...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem, para abreviar, depois de muito pensar no assunto acho que percebi. O que ela diz, na verdade, é "Se precisar de alguma coisa, &lt;b&gt;diz "ponha"&lt;/b&gt;". Ah, e assim percebe-se! Claro! Faz todo o sentido! Portanto já sabem, se precisarem de ajuda numa loja é só começarem a gritar: PONHA! PONHA! POOOONNHAAA!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-2855652293943348414?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/2855652293943348414/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=2855652293943348414&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/2855652293943348414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/2855652293943348414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2010/11/disponha-ponha-ponha-ponha.html' title='Disponha ponha ponha ponha!'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-8022743628493486407</id><published>2010-10-26T01:24:00.002+01:00</published><updated>2010-12-04T00:09:58.394Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='com-a-linguagem-nao-se-brinca-ze-rafael'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas-particularmente-irritantes'/><title type='text'>Quem quer ser capa da TV Guia? (Parte 1)</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;(o primeiro artigo deste blog que já se sabe à partida que vai ter &lt;a href="http://jotalog.blogspot.com/2010/12/quem-quer-ser-capa-da-tv-guia-parte-2.html"&gt;uma segunda parte&lt;/a&gt;. Quem é amigo, quem é? Enjoy.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembram-se de quando a TV Guia era assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TMYDVzKtOaI/AAAAAAAABOY/ZWxlXAx9uwI/s1600/tvguia-old.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TMYDVzKtOaI/AAAAAAAABOY/ZWxlXAx9uwI/s320/tvguia-old.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bons tempos, bons tempos, em que havia uma revista que nos dizia o que ia dar na TV. Pois. Agora, a TV Guia é assim:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TMYGB50zFGI/AAAAAAAABOc/aagBpYYAV-8/s1600/tvguia-alex.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TMYGB50zFGI/AAAAAAAABOc/aagBpYYAV-8/s320/tvguia-alex.jpg" width="232" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei em que ponto é que a TV Guia deixou de ser a revista de referência da programação da TV para passar a ser uma revista cor-de-rosa igual a tantas outras. A certa altura devem ter pensado "&lt;b&gt;é pá, as revistas da concorrência ganham rios de dinheiro a contar as aventuras da Rita Pereira com o Angélico e nós aqui com entrevistas ao Tarcísio Meira!&lt;/b&gt;" e pimba! lá se passaram para o lado do cor-de-rosa (e sim, o "pimba" foi intencional). No entanto, não quiseram fazer uma simples passagem para o cor-de-rosa, quiseram fazer algo em estilo. Uns convites ao &lt;b&gt;Carlos Castro&lt;/b&gt;&amp;nbsp;e ao &lt;b&gt;José Castelo Branco&lt;/b&gt;&amp;nbsp;para comentar, o achincalhar das revistas da concorrência, a contratação de uma dúzia de &lt;b&gt;amigos do casal&lt;/b&gt;&amp;nbsp;que estão sempre prontos a contar os pormenores mais sórdidos das celebridades... enfim, mas quanto ao conteúdo deixo-o para a segunda parte. Desta vez quero falar de um pormenor com que a TV Guia levou o cor-de-rosa ao rubro, algo que foi afinado ao pormenor e que é sempre perfeitamente executado, semana após semana: &lt;b&gt;as capas enganosas&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de mais, voltemos ao título deste artigo: querem ser capa da TV Guia? É muito fácil, para ser capa da TV Guia, só é preciso ter uma destas quatro coisas:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Ser a Alexandra Lencastre&lt;/b&gt;, ou&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Ser o Tony Carreira&lt;/b&gt;, ou&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Ser a Rita Pereira&amp;nbsp;ou a Luciana Abreu&lt;/b&gt;, ou&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Ser famoso e estar envolvido numa espécie de escândalo&amp;nbsp;que a ser escândalo nem seria assim grande coisa mas no final de contas nem sequer é verdade.&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É impressionante o apreço que a TV Guia tem pela Alexandra Lencastre e pelo Tony Carreira, porque volta e meia lá aparecem eles outra vez na capa. Pelo menos uma vez em cada dois meses é garantida. A Rita Pereira é também uma celebridade emergente nesta revista: no mês de Junho, &lt;b&gt;foi capa em três das quatro revistas&lt;/b&gt; que foram lançadas. Parecem ser aquelas pessoas que estão sempre lá e se vão buscar quando não há mais nada de especial no mundo cor-de-rosa... &lt;b&gt;"Esta semana não se passa nada, o que é que se há-de fazer? - É pá, olha, mete-se a Alexandra Lencastre e diz-se que está deprimida."&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o que vem a ser isto das capas "enganosas"? É assim, não é que a TV Guia esteja propriamente a mentir na capa, mas digamos que... olhem, vou-vos dar um exemplo dos mais recentes:&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TMYTt-oTO2I/AAAAAAAABOg/EGsEdriHjt8/s1600/tvguia-julia1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TMYTt-oTO2I/AAAAAAAABOg/EGsEdriHjt8/s320/tvguia-julia1.jpg" width="232" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eh lá! A Júlia Pinheiro casou-se? Em segredo? Com quem? Então mas ela não era já casada? É pá, que escândalo, vou já comprar a revista para saber tudo!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E assim, depois de folhear a revista de uma ponta à outra e encontrar a história quase na última página, descobre-se afinal que &lt;b&gt;quem se casou em segredo foi a enteada da Júlia.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Mentiram na capa? Não! Ali só diz "Casamento em Segredo", não diz quem é que se casou!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei quem tem as ideias para estas capas mas isto são golpes de génio. Incentiva-se o leitor a comprar a revista por um escândalo bombástico para o fazer depois descobrir que não há escândalo nenhum, e não é nada de especial. Mostro-vos outros exemplos a seguir:&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TMYVpoMNjjI/AAAAAAAABO8/_62MwRN4BCI/s1600/tvguia-tony1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TMYVpoMNjjI/AAAAAAAABO8/_62MwRN4BCI/s320/tvguia-tony1.jpg" width="232" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As fans do Tony Carreira devem entrar em pânico com notícias destas. Oh meu Deus, o Tony Carreira doente, e agora como é que eu vou ver os concertos dele? Não se preocupem, as letras miudinhas da capa dizem que ele está arrasado mas a doença não é dele, é do seu amigo Ricardo Landum...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TMYVeLPIkoI/AAAAAAAABO0/ue_9ch167Yw/s1600/tvguia-tony2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TMYVeLPIkoI/AAAAAAAABO0/ue_9ch167Yw/s320/tvguia-tony2.jpg" width="232" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pobre Mickael, um rapaz explorado pelo pai, que o obrigou a servir às mesas em Paris para que o filho soubesse o que custa a vida! Mas afinal... o emprego &lt;b&gt;durou apenas duas semanas&lt;/b&gt;, e foi o próprio Mickael que quis ir trabalhar, o pai limitou-se a aceitar a decisão dele...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TMYVb94uN0I/AAAAAAAABOs/PFSKHYNFP8k/s1600/tvguia-julia2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TMYVb94uN0I/AAAAAAAABOs/PFSKHYNFP8k/s320/tvguia-julia2.jpg" width="232" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Cá está a nossa Júlia Pinheiro outra vez... Sozinha em férias? Coitada... Mas nas páginas interiores só aparecem fotos dela em férias com... o marido! Estranho, não percebi... o marido não é ninguém?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TMYVe_EDmsI/AAAAAAAABO4/Glo3hTcescw/s1600/tvguia-tony3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TMYVe_EDmsI/AAAAAAAABO4/Glo3hTcescw/s320/tvguia-tony3.jpg" width="232" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falando em férias, o nosso Tony também não está muito bem neste aspecto. Pai solteiro? Que aconteceu à mulher? Separado? Oh, o drama, o horror... O que vale é que &lt;b&gt;é só por um mês&lt;/b&gt;, porque a mulher tem de ficar a trabalhar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TMYVbAUqx8I/AAAAAAAABOo/hntqr2MyJqc/s1600/tvguia3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TMYVbAUqx8I/AAAAAAAABOo/hntqr2MyJqc/s320/tvguia3.jpg" width="244" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E por fim, não posso deixar de meter esta, que está espectacular. Tony Carreira Perde o Filho. Perde? Como? A mulher estava grávida e abortou? Um dos seus filhos morreu? Não, &lt;b&gt;vai para Itália fazer de modelo e jogar futebol&lt;/b&gt;... Só me faz lembrar este &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=mTvxb8_68lA"&gt;sketch dos Gato Fedorento&lt;/a&gt; em que o gajo também tem um filho que lhe morreu...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Por fim, deixo só mais alguns de que me lembro mas que já não encontrei para colocar aqui. Uma delas, também com o Tony Carreira, dizia qualquer coisa como &lt;b&gt;"Tony Carreira Sofre Por Doença"&lt;/b&gt;, quando afinal era uma doença que ele já tinha tido, e pela qual já tinha sofrido, &lt;b&gt;há 20 anos&lt;/b&gt;. A segunda já não me lembro de quem era, mas na capa estava escarrapachado &lt;b&gt;"&amp;lt;celebridade&amp;gt; Fala Sobre A Sua Homossexualidade"&lt;/b&gt;&amp;nbsp;para depois nas páginas interiores se ler &lt;b&gt;"Não Sou Homossexual"&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Nota: é possível que haja pessoas incomodadas pelo facto de eu falar apenas na TV Guia e não nas revistas da concorrência,&amp;nbsp;&amp;nbsp;talvez até&amp;nbsp;a própria TV Guia leve a mal o facto de eu não fazer o "contraditório" com os restantes magazines do cor-de-rosa. A esses respondo-lhes apenas &lt;b&gt;que tem a TV Guia muita sorte por a minha mãe, mesmo assim, continuar a comprá-la&lt;/b&gt;, em vez de uma qualquer das outras.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-8022743628493486407?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/8022743628493486407/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=8022743628493486407&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/8022743628493486407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/8022743628493486407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2010/10/quem-quer-ser-capa-da-tv-guia-parte-1.html' title='Quem quer ser capa da TV Guia? (Parte 1)'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TMYDVzKtOaI/AAAAAAAABOY/ZWxlXAx9uwI/s72-c/tvguia-old.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-8664249421427947314</id><published>2010-10-02T11:47:00.004+01:00</published><updated>2011-08-02T01:58:18.878+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='com-a-linguagem-nao-se-brinca-ze-rafael'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='não-se-aponta-que-é-feio'/><title type='text'>Santinho não... santão!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Serei só eu que acho ridículo que se diga "Santinho" às pessoas adultas quando elas espirram? O que é que isto quer dizer? Ou melhor, &lt;b&gt;porque é que o santo é tão pequenino, afinal?&lt;/b&gt; Porque, OK, percebe-se que se diga "Santinho" aos pequeninos, porque olhamos para a cara deles e (a maior parte das vezes) é mesmo isso que eles parecem. Agora a um adulto...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Penso que é claro que ao dizermos "Santinho" &lt;b&gt;estamos efectivamente a chamar santinho à pessoa que espirrou&lt;/b&gt;, por isso é que dizemos Santinho aos homens e Santinha às mulheres. A alternativa seria estarmos a invocar um qualquer santo que fosse igual em género ao do nosso interlocutor, mas não me parece que assim seja, até porque talvez um homem preferisse que se invocasse uma santa e vice-versa (que diriam os homossexuais e os travestis?), que confusão que não seria. Portanto, admitindo que lhes estamos a chamar Santinhos, &lt;b&gt;porque não lhes chamar Santos a partir do momento em que fazem 18 anos?&lt;/b&gt; Ou então Senhor Santo, a partir dos, sei lá, 40?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É um bocado parecido com o facto de dizermos "para o menino" quando cantamos os parabéns a uma pessoa adulta. Mas aí sabemos que o fazemos de forma consciente (aliás, aqueles que tentam "manter as aparências" e dizer "para o senhor" no meu entender ficam mais mal que bem). Há até quem seja apologista de que quem faz anos é "bebé" no dia do seu aniversário. Chamar "menino" a uma pessoa adulta, conscientemente, no dia do seu aniversário, é fazer-lhe um elogio, é fazê-lo voltar aos seus tempos de infância, e portanto, quanto a isso não tenho nada contra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas &lt;b&gt;o "Santinho" é involuntário&lt;/b&gt;, é uma expressão que proferimos quase por reflexo, sem pensar nas consequências dos nossos actos. "Santinho" era algo que os nossos pais nos diziam desde pequeninos, que ficou gravado na nossa mente e que continuamos a usar com toda a gente na falta de uma expressão melhor. Não temos nada do nível de um "&lt;b&gt;Bless You!&lt;/b&gt;" anglo-saxónico (algo parecido com "Deus te abençoe" quando traduzido à letra). Aliás os próprios estrangeiros, ao aprender português (já para não falar dos lusófonos do Brasil) têm dificuldade em perceber a expressão "Santinho/Santinha", substituindo-a frequentemente por "&lt;b&gt;Viva&lt;/b&gt;" ou "&lt;b&gt;Saúde&lt;/b&gt;", alternativas que não convencem (ninguém aqui diz "Saúde" assim do nada, e "Viva" é mais uma forma de cumprimento) mas mesmo assim são mais dignas.&amp;nbsp;Outros, já portugueses, têm as suas próprias alternativas, que no fundo expõem o ridículo da situação, casos, por exemplo, de "&lt;b&gt;Diabinho&lt;/b&gt;" ou "&lt;b&gt;Nunca fostes&lt;/b&gt;" (sic).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E depois há também casos em que, além de ridícula, a expressão é desconfortável ou mesmo injusta, quando nos apercebemos que estamos a chamar santinho a alguém de quem não gostamos ou mesmo que, na nossa opinião, é tudo menos um santo. Imaginem dois lutadores de boxe naquelas conferências de imprensa que antecedem o combate:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Este senhor que tenha cuidado comigo, porque no combate vou dar cabo dele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu não tenho medo, pá, bates como uma menina!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Bato o quê? Queres ver se queres levar já!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Anda cá, menina, que eu não tenho medo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É pá, eu parto-te todo, eu dou cabo de ti!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Anda cá, anda cáaaaa... atchim!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Santinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensem bem nisto. Chamariam santinho ao colega que foi promovido não por trabalhar de forma exemplar, mas por passar o tempo a dar graxa ao patrão e a falar mal dos outros? Chamariam santinha à colega coscuvilheira, que sabe tudo da vossa vida, vá-se lá saber como, e não se inibe de a contar a quem quer que seja que lhe apareça pela frente? Então e aquele senhor com ar de cinquentão, cabelo grisalho e nariz abatatado, que nos pede sempre para fazer sacrifícios mas depois não cumpre o que prometeu? Que lhe diriam a ele quando espirrasse?&amp;nbsp;Tem que haver uma outra expressão. Tem que haver uma alternativa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-8664249421427947314?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/8664249421427947314/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=8664249421427947314&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/8664249421427947314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/8664249421427947314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2010/10/santinho-nao-santao.html' title='Santinho não... santão!'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-6974502344086427550</id><published>2010-09-16T01:49:00.001+01:00</published><updated>2010-09-19T23:10:30.049+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hello-world'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='objectos-tratados-como-objectos'/><title type='text'>O computador não me deixa...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Digam o que disserem, a informatização da função pública foi uma&amp;nbsp;bênção&amp;nbsp;divina para a população em geral. O Sócrates pode ser um vigarista, um incompetente, ou mesmo um vigarista incompetente, mas dessa mente burra e conspurcada saiu a ideia do Simplex, que para muitos é a melhor coisinha que já lhes aconteceu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A começar pelos próprios funcionários públicos (e aqui&amp;nbsp;advirto&amp;nbsp;que vou usar o estereótipo do funcionário público, admitindo no entanto que nem todos os funcionários públicos são assim - embora você, que é funcionário público e depois de ler este artigo o irá achar escandaloso e atentador do seu orgulho e dos seus direitos como funcionário público, esteja provavelmente inserido neste grupo). Para já a ideia de usar computadores leva logo à conclusão de que será necessário fazer menos, o que é sempre uma mais-valia. Depois, têm que gastar tempo em formações nos referidos computadores e respectivo software, tempo esse que assim não gastam a trabalhar e que no fundo é bem passado porque toda a gente sabe que nas formações não se passa nada. Mas o golpe de génio é que a informática veio dar aos funcionários públicos a melhor desculpa possível para serem mesmo mauzinhos e não ceder numa vírgula aos pedidos extraordinários dos seus clientes (ou contribuintes, ou cidadãos). A desculpa do "&lt;b&gt;o computador não me deixa&lt;/b&gt;".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imaginemos um caso prático. No centro de saúde, um senhor quer passar à frente dos outros porque "só vai pedir umas análises e tem que apanhar um avião ao meio dia". OK, não é grande exemplo, mas ficamos com este. Nos tempos em que não havia computadores, a secretária tinha que lhe dizer que isso não era justo para os outros doentes, que alguns deles também podiam querer só pedir análises (embora soubesse de antemão que nenhum deles queria), enfim, o homem não ia ficar satisfeito, ia haver discussão, a coisa só se resolvia por exaustão ou por cedência da secretária. Mas agora é tudo muito mais fácil para a secretária, basta ela fazer a cara mais inocente do mundo, e dizer "&lt;b&gt;Olhe, se fosse por mim você até passava para a frente, mas o computador não me deixa...&lt;/b&gt;". O homem, incrédulo, perguntava "então e não pode fazer nada?" e ela virava o monitor para ele, com a lista de doentes e dizia "Está a ver? Só consigo acrescentar o seu nome aqui em baixo, não dá para o meter no meio. Isto está mesmo feito para não deixar ninguém passar à frente". E o pobre do doente desistia e ia-se embora a praguejar contra os facínoras dos informáticos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aliás vê-se nesta expressão como os funcionários públicos vêem a sério o seu trabalho. É curiosa a inclusão do &lt;b&gt;me&lt;/b&gt;&amp;nbsp;em "o computador não &lt;b&gt;me&lt;/b&gt;&amp;nbsp;deixa", como se o computador tivesse uma aversão especial em relação àquele funcionário, que não o deixasse fazer a operação porque era &lt;b&gt;aquele&lt;/b&gt;&amp;nbsp;funcionário e não outro qualquer. &amp;nbsp;Para o funcionário, é como se ele tivesse uma relação pessoal com aquele computador, que às vezes é teimoso e caprichoso e não o deixa fazer o que quer. Para nós, por outro lado, dá vontade de responder "&lt;b&gt;então passe o computador ao seu colega, pode ser que o deixe a ele!&lt;/b&gt;".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devo dizer também que isto não se aplica só a funcionários públicos. Já vi muitos funcionários de empresas privadas a dizer o mesmo. Mas talvez os funcionários públicos (e ressalvo novamente que estou a falar do estereótipo) tenham maior prazer em utilizar a desculpa da teimosia do computador. O que, apesar de tudo, é um mito. Sim, como programador de software de gestão, posso afirmar que &lt;b&gt;a ideia generalizada do "o computador não me deixa" é falsa&lt;/b&gt;. Isto porque - e salvo as operações que são mesmo proibidas por lei - para cada operação que suscite a desculpa do "computador não me deixa" há quase sempre, no menu de opções avançadas,&amp;nbsp;&lt;b&gt;uma opção que diz, basicamente, "deixar fazer o que o cliente quer"&lt;/b&gt;, ou até uma outra forma mais fácil de contornar a coisa. Se ao menos os funcionários estivessem mais atentos nas formações...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, não quero fechar este artigo sem deixar de referir o estado de evolução da informatização da função pública, que vai no sentido de tornar os próprios funcionários públicos em autómatos. Alguns já começam a conversão, através de outra expressão muita corrente nos dias de hoje, que é a expressão do "&lt;b&gt;tem que tirar a senha&lt;/b&gt;":&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Bom dia, eu queria pagar esta factura...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Primeiro tem que tirar a senha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mas... não está aqui mais ninguém!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Meu senhor, não o posso atender sem antes tirar a senha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(vou para tirar a senha, mas entretanto outra pessoa chega e tira a senha primeiro que eu)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;PIIII PIIII&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Cinquenta e quatro!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Olhe, mas eu estava aqui primeiro que este senhor!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Qual é o número da sua senha?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É o cinquenta e cinco. Mas...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ainda vou no cinquenta e quatro. Tem que aguardar até chamar o seu número.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-6974502344086427550?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/6974502344086427550/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=6974502344086427550&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/6974502344086427550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/6974502344086427550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2010/09/o-computador-nao-me-deixa.html' title='O computador não me deixa...'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-4464882019327228095</id><published>2010-09-07T00:47:00.000+01:00</published><updated>2010-09-07T00:47:25.987+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='objectos-tratados-como-objectos'/><title type='text'>A maior invenção de todos os tempos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma pergunta de algibeira: qual é a maior invenção de todos os tempos? Que é que me dizem? A roda? A electricidade? A Internet? O &lt;a href="http://jotalog.blogspot.com/2010/04/top-10-dos-artigos-mirabolantes-do.html"&gt;porta-banana&lt;/a&gt;?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não, meus amigos, a maior invenção de todos os tempos é isto:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TIVjs-bW8II/AAAAAAAABNs/me9sLfXjmUY/s1600/Brass_Zipper.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="96" src="http://1.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TIVjs-bW8II/AAAAAAAABNs/me9sLfXjmUY/s320/Brass_Zipper.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os anglófonos chamam-lhe &lt;i&gt;zipper&lt;/i&gt;. Nós preferimos ser finos como os franceses e chamar-lhe &lt;i&gt;fecho éclair&lt;/i&gt;. Como invenção, o fecho éclair é genial. É como o ovo de Colombo elevado ao cubo (o conceito, não o ovo em si, embora deixe à vossa imaginação o que significaria esta frase em sentido literal).&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TIVmVazp1uI/AAAAAAAABN0/I047e52QSUA/s1600/zipper+components.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="230" src="http://2.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TIVmVazp1uI/AAAAAAAABN0/I047e52QSUA/s320/zipper+components.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Vendo-o bem de perto, parece algo muito complicado, com aqueles ganchos a entrelaçar-se uns nos outros (quem já não tentou entrelaçá-los manualmente, acabando por desfazer tudo novamente no processo?), mas aquela pecinha que corre entrelaça-os na perfeição com toda a facilidade. É um sistema altamente complexo, e no entanto, ridiculamente simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usar roupa com fecho éclair é andar com uma peça da mais elevada tecnologia. Aquilo é rápido a abrir e a fechar,&amp;nbsp;é fácil de usar e&amp;nbsp;é tão resistente que nos perguntamos como é que aqueles dentinhos entrelaçados uns nos outros aguentam sem se desfazerem (a não ser que se estrague, o que, há que admiti-lo, acontece de vez em quando). Ter&amp;nbsp;um casaco que se&amp;nbsp;abre com fecho éclair é como ter uma daquelas portas que se abrem sozinhas como na nave &lt;i&gt;Enterprise &lt;/i&gt;do Caminho das Estrelas. Uma mala de viagem fechada com fecho éclair é tão ou mais resistente como se tivesse sido soldada a &lt;i&gt;laser&lt;/i&gt;, embora ainda mais rapidamente. É sem dúvida o objecto que mais se aproxima da perfeição, basta ver que o fecho éclair já existe &lt;a href="http://www.thomasnet.com/articles/hardware/zipper-history"&gt;desde 1913&lt;/a&gt; na mesma forma como o vemos hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que não entendo porque é que a certa altura do nosso desenvolvimento decidimos trocar isto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TIVwlLdQb4I/AAAAAAAABN8/BNTwC7CpRWs/s1600/YKK_Zipper_on_Jeans.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://4.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TIVwlLdQb4I/AAAAAAAABN8/BNTwC7CpRWs/s200/YKK_Zipper_on_Jeans.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Por isto:&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TIVxBrw2k0I/AAAAAAAABOE/8mNGhYVdd2c/s1600/2739158375_f882227d5e.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TIVxBrw2k0I/AAAAAAAABOE/8mNGhYVdd2c/s200/2739158375_f882227d5e.jpg" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Como é que é possível que tenham voltado a colocar botões no fecho das calças? Isto, meus amigos, é um retrocesso na nossa tecnologia! Para que é que, tendo algo tão tecnologicamente avançado como o fecho éclair, fomos andar para trás no tempo e voltar a colocar botões? É como se um belo dia um estilista acordasse e dissesse:&amp;nbsp;&lt;i&gt;Sabem o que é que era mesmo fixe? É que as televisões voltassem todas a ser a preto e branco! É pá, era tipo uma moda, a malta jovem ia gostar daquilo, ia ser uma loucura! &lt;/i&gt;E o pior é que isto entrou na moda de tal maneira que as calças com fecho éclair praticamente desapareceram. Ultimamente, sempre que entro numa loja de &lt;i&gt;jeans&lt;/i&gt;&amp;nbsp;peço calças com fecho éclair, para ouvir de todas as vezes que já não há, que já não existem. Ao menos que nos dessem a alternativa, não?&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Qual é a vantagem de ter botões no fecho das calças? Aquilo demora que tempos para abotoar, e é uma chatice quando é para desabotoar e voltar a abotoar só os botões do meio e deixar o de cima. Depois, para facilitar, abrimos só dois ou três botões para termos um mínimo de espaço para pôr a coisa cá para fora, e depois, claro, ficamos com a coisa apertada, uma coisa desconfortável até dizer chega. Com o uso, as casas dos botões vão-se desgastando e o segundo botão de cima acaba por andar sempre desabotoado. Uma lástima. E imagino a vergonha que é recompormo-nos depois de nos dizerem que temos a braguilha aberta: com fecho éclair fazemos simplesmente:&amp;nbsp;&lt;i&gt;Eia, pá, pois, é... ziiiip... já está.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;Com botões: &lt;i&gt;Eia, que cena, ora deixa cá ver, agora entra este, agora vai este, agora vai eeeeste... este não quer entrar... aaaahhh... já está... espera, abriu-se um... espera aí... está.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Um mundo que troca a alta tecnologia por uma coisa tão retrógada como um botão. Depois queixam-se que o país não anda para a frente. A sério que não percebo. Só se for por causa de situações como esta...&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object height="340" width="560"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Ek3XKF2GcjE?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Ek3XKF2GcjE?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-4464882019327228095?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/4464882019327228095/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=4464882019327228095&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/4464882019327228095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/4464882019327228095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2010/09/maior-invencao-de-todos-os-tempos.html' title='A maior invenção de todos os tempos'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/TIVjs-bW8II/AAAAAAAABNs/me9sLfXjmUY/s72-c/Brass_Zipper.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-5883802597738354239</id><published>2010-08-28T00:19:00.001+01:00</published><updated>2010-08-28T00:20:39.797+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='thou-shalt-not-write-about-thy-own-blog'/><title type='text'>Jotalog no Facebook</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem, o Jotalog já estava no Facebook... mais ou menos. Tinha um botão de Share no cantinho que ninguém sabia para que servia. Agora tem um botão de &lt;b&gt;Like/Gostar/Curtir&lt;/b&gt;&amp;nbsp;que é muito mais cool/fixe/bacana! E tem um novo design e uma nova página no Facebook para acumular fãs. Espero que gostem! (ou curtam. ou like.)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-5883802597738354239?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/5883802597738354239/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=5883802597738354239&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/5883802597738354239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/5883802597738354239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2010/08/jotalog-no-facebook.html' title='Jotalog no Facebook'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-9196490665904267745</id><published>2010-08-24T00:55:00.009+01:00</published><updated>2011-08-02T01:58:47.347+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='now-its-personal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas-particularmente-irritantes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='não-se-aponta-que-é-feio'/><title type='text'>Ó Sr. Engenheiro, olhe que eu levo a mal...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continuamos nas coisas particularmente irritantes, e desta vez quero falar daquelas pessoas que se chegam &lt;b&gt;sempre&lt;/b&gt;&amp;nbsp;à frente quando é para pagar a conta do jantar. Como diz o povo, isto só neste país. Nos Estados Unidos, por exemplo, é comum e perfeitamente aceitável dividir a conta a meias, cada um paga a sua parte e todos ficam contentes. Mas em Portugal não, porque alguma mente iluminada lembrou-se de lançar a moda de que fica bem oferecer-se para pagar a conta.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mostra riqueza, ostentação, coisas do género. Mas vejamos, &lt;a href="http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/edicion_impresa/economia/pt/desarrollo/1046490.html"&gt;se há dois milhões de pobres em Portugal&lt;/a&gt;, então há&amp;nbsp;quatro quintos da população portuguesa que se podem dar ao luxo de pagar a conta de vez em quando. É alguma coisa de especial? Não, é banalíssimo! E aliás, mesmo dos dois milhões de pobres acredito que haja para aí um milhão que insiste em pagar a conta mesmo não podendo. Se isto é mostrar riqueza, não estaremos já todos ricos afinal?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;OK talvez esteja a ser um bocado injusto com a maioria da população. Porque normalmente o acto de pagar a conta pressupõe um certo &lt;i&gt;quid pro quo&lt;/i&gt;, desta vez pago eu, da próxima vez pagas tu. E enquanto correr assim, tenho que dar a mão à palmatória, por mim tudo bem, não tenho nada contra. Problema nº 1: &lt;b&gt;ninguém realmente conta&lt;/b&gt; as vezes que cada um paga, e ai de quem contar porque fica logo mal visto. Problema nº 2: há &lt;b&gt;certas pessoas&lt;/b&gt; que nunca contam e &lt;b&gt;pagam sempre!&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Não estou propriamente a falar de pessoas que ganhem muito mais que eu (e mesmo se estivesse!), estou a falar de pessoas como eu e tu e toda a gente que tem o mínimo necessário para poder ler este blog. E com estas pessoas é impossível lidar: elas chegam-se sempre à frente, elas &lt;b&gt;têm sempre o vocabulário na ponta da língua&lt;/b&gt; ("deixa estar", "já está tratado", "eu insisto", "eu faço questão", "ah, nem penses nisso", "guarda lá a carteira"), elas &lt;b&gt;lançam charme para cima do empregado&lt;/b&gt; porque é sempre o dinheiro deles que ele aceita, nunca o nosso. E no fim, &lt;b&gt;sorriem satisfeitos&lt;/b&gt;, olhando para nós que estamos cheios de vergonha e sentimentos de culpa, só faltando mesmo o riso maquiavélico no final: AH AH AH AH! CONSEGUI! MAIS UMA VEZ CONSEGUI! MAIS UMA EM QUE NÃO VOS DEIXO PAGAR A CONTA! AH! AH! AH! AH! AH!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que raio de sociedade é esta que nos faz sentirmo-nos culpados por ficarmos com o dinheiro para nós? Se a outra pessoa se ofereceu para pagar de livre e espontânea vontade, porque nos sentimos mal com isso? Mas a sociedade é assim, e por isso temos que arranjar subterfúgios para conseguirmos pagar a conta à frente dos outros. Técnica nº 1: &lt;b&gt;chamar o empregado e pagar&lt;/b&gt; sem que nenhum dos outros se tenha apercebido. Técnica nº 2: &lt;b&gt;ser o primeiro a puxar da carteira&lt;/b&gt;, ter sempre dinheiro trocado à mão, ou então puxar logo de uma nota ou do cartão enquanto os outros procuram pelos trocos. Técnica nº 3, em último caso: &lt;b&gt;tentar dar um argumento convincente&lt;/b&gt;, do tipo "na minha terra pago eu, quando estivermos na tua terra pagas tu", mas nem sempre funciona. E cuidado, há sempre algum risco em usar estas técnicas com as pessoas que pagam sempre, porque elas podem ficar &lt;b&gt;visivelmente chateadas&lt;/b&gt;&amp;nbsp;connosco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu confesso, eu devo conseguir pagar a conta em 10% das vezes em que me vejo nesta situação. Não é que não me chegue à frente, mas ou não sou suficientemente rápido, ou não sou suficientemente convincente, e sobretudo porque não gosto de discussões &lt;i&gt;ad aeternum&lt;/i&gt;&amp;nbsp;do tipo &lt;b&gt;"Ora essa, pago eu / Ora essa, deixe estar / Não, desta vez pago eu / Homem, deixe estar isso / Não não, eu insisto"&lt;/b&gt;, por isso, se a pessoa insistir em pagar pela segunda vez, eu simplesmente... deixo-a. Sim, corro o risco de que comecem a olhar para mim de lado e a pensar "é pá, este gajo vem sempre comer connosco e nunca paga a conta...", mas estou de consciência tranquila, afinal o que querem que eu faça?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É que esta gente que se oferece sempre para pagar é &lt;b&gt;particularmente irritante!&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Eu imagino o que aconteceria se duas dessas pessoas tivessem de partilhar um jantar...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/SDy7MbVd2F8?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/SDy7MbVd2F8?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Bónus:&lt;/b&gt; isto faz-me lembrar algumas memórias bem antigas, de quando eu tinha 7 ou 8 anos. As discussões que a minha avó tinha com as minhas tias-avós porque estas lhe queriam pagar não sei o quê e a minha avó não queria aceitar. Primeiro, elas punham o dinheiro nas mãos uma da outra, mas nenhuma delas o queria, aos gritos de "Toma lá! / Não quero nada disso! / Ó mulher, toma lá o dinheiro! / Não quero!". Depois, tentavam esconder a nota bem dobrada no bolso uma da outra, mas depois a outra descobria e era ela que ia tentar meter a nota no bolso da primeira. Por fim, as minhas tias olhavam para mim e para a minha irmã mais nova e davam-nos o dinheiro a nós, e eu diria que 1 em cada 4 vezes a minha avó ainda ia buscar o dinheiro e tentar devolver-lhes, mas a maior parte das vezes a coisa resultava, e eu e a minha irmã é que ganhávamos. $$$$$ :D&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-9196490665904267745?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/9196490665904267745/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=9196490665904267745&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/9196490665904267745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/9196490665904267745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2010/08/o-sr-engenheiro-olhe-que-eu-levo-mal.html' title='Ó Sr. Engenheiro, olhe que eu levo a mal...'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-4480852669045383259</id><published>2010-07-22T01:22:00.004+01:00</published><updated>2010-08-28T13:41:17.007+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas-particularmente-irritantes'/><title type='text'>Não percebi...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta também vai para a categoria das coisas particularmente irritantes. Como coisa particularmente irritante, é muito grande para meter no Facebook, e terrivelmente enorme para o Twitter, por isso vai para o blog. Como artigo do blog, é no entanto pequenino, para não vos maçar muito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu (acho que) devo ter um problema qualquer de audição, por isso isto acontece-me com alguma frequência:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- João, faz-me um favor, vai ao meu carro, abre o porta-luvas e traz-me o grpdhgl que lá deve estar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Trago o quê?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vais ao meu carro, levas a chave, abres o porta-luvas e deve lá estar o gfohijçdl, depois trazes-mo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Desculpa, não percebi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ó homem, VAIS AO MEU CARRO, ABRes o porta-luvas e tiras de lá o gasdjasjg!!!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- MAS TIRO O QUÊ????&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- OS ÓCULOS!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- AAAAAHHHH!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque é que sempre que pedimos para repetir uma frase, repetem-na toda desde o início, quando é sempre a última parte da frase que não percebemos? Eu diria que em 95% das vezes que pedimos para repetir uma frase, é porque não percebemos a última ou uma das últimas palavras. Quase sempre, a mais importante, a que dá o contexto ao resto da frase.&amp;nbsp;E no entanto, quando pedimos para repetir, repetem-na sempre toda desde o início, e quando&amp;nbsp;&lt;b&gt;chegam à parte que não percebemos&lt;/b&gt;, da qual estamos ansiosamente à espera, &lt;b&gt;dizem-na exactamente da mesma maneira&lt;/b&gt;, de forma que não a percebemos novamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reparem, se eu não percebesse o início da frase, interrompia-a logo no início. Se eu não percebesse o fim, mas a parte que não tivesse percebido não fosse importante, ignorava-a. A parte que peço para repetir é sempre a última, é sempre a mais importante. Da próxima vez, por favor façam antes isto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- João, faz-me um favor, vai ao meu carro, abre o porta-luvas e traz-me o grpdhgl que lá deve estar.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Trago o quê?&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Os óculos.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É difícil?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-4480852669045383259?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/4480852669045383259/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=4480852669045383259&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/4480852669045383259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/4480852669045383259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2010/07/nao-percebi.html' title='Não percebi...'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-1355647771251391497</id><published>2010-07-09T01:37:00.017+01:00</published><updated>2010-07-09T01:47:08.105+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='thou-shalt-not-write-about-thy-own-blog'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='now-its-personal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='objectos-tratados-como-objectos'/><title type='text'>E tu, sentes-te um rato de laboratório?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este artigo é a primeira "sequela" que escrevo no Jotalog, e é dedicado a todos aqueles a quem andei a anunciar o meu último artigo, &lt;a href="http://jotalog.blogspot.com/2010/06/um-dia-na-vida-de-um-rato-de.html"&gt;Um dia na vida de um rato de laboratório&lt;/a&gt;, e que me perguntaram instintivamente &lt;b&gt;"E tu, sentes-te um rato de laboratório?"&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca esperei que me perguntassem isso, e quem leu depois o artigo penso que percebeu porquê, mas a minha perplexidade ia para além da simples surpresa. A pergunta que comecei a fazer aos meus últimos interlocutores, "Porque é que toda a gente me pergunta isso?" escondia uma outra pergunta mais complexa, uma que fiz a mim mesmo mas não consegui pronunciar em voz alta. "Sentir-se um rato de laboratório? Mas &lt;b&gt;o que é que eles querem dizer com isso?&lt;/b&gt;"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, de certeza que todos vocês acham bem claro o que é sentir-se um rato de laboratório. &lt;b&gt;Eu fiz a minha pesquisa&lt;/b&gt;. Eu diria que é sentir que não controlamos nada, que somos um joguete nas mãos do sistema, que não temos escolha senão percorrer o labirinto para chegar à comida, que muitas vezes pode nem lá estar. O artigo &lt;a href="http://fernandoalves.wordpress.com/2008/07/03/ratos-pessoas-e-trabalho/"&gt;Ratos, pessoas e trabalho&lt;/a&gt;&amp;nbsp;que encontrei enquanto pesquisava na Internet sobre o assunto tem uma boa explicação do que é sentirmo-nos ratos de laboratório quando no local de trabalho, e admito que, desse ponto de vista, também me sinta um rato de laboratório, por vezes. Deixo-vos um excerto, mas se puderem leiam o artigo inteiro que é bastante interessante:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;dd&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: 'Lucida Grande', Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 21px;"&gt;Falava ainda das jornadas excessivas e da dedicação pessoal quase que exclusiva a ele. O paralelo com os ratos de laboratório parecia-lhe inevitável. Os tais ratos só recebem alguma recompensa (comida ou água) depois de cumprirem alguma manobra esperada pelo pesquisador, e não podem interferir nem discutir a forma mais adequada de realizá-la. Sem possibilidades de escolha, nem de indicar o que lhe é mais motivacional no momento para “trabalhar”, o rato “aceita” a recompensa. Além do mais, dizia o executivo, o rato não sai do laboratório; trabalho é o seu lema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/dd&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 21px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;De qualquer forma, têm que perceber a minha posição quando me perguntei o que é que queriam dizer com isso. "Um dia na vida de um rato de laboratório" surgiu-me ao ler um livro sobre o cérebro humano, em que a certa altura contavam as experiências feitas com ratos para lhes provocar reacções emocionais. Daí a pensar "coitado do rato", e depois a tentar ver as coisas do ponto de vista dele foi um saltinho. "Um dia na vida de um rato de laboratório"&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt; é sobre &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;um rato real, branquinho, com patas cor-de-rosa, olhos grandes e meigos, nariz e bigodes irrequietos, chamado Mickey&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;. Por isso não percebi na altura porque me perguntavam se me sentia rato de laboratório. O Mickey n&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;ão era uma reflexão da minha personalidade. Era só um ratinho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Acima de tudo, irritou-me que os meus incautos potenciais leitores julgassem que eu não conseguiria separar as minhas personagens de mim próprio. Como se atrevem? Quer dizer então que se eu escrevesse, por exemplo, &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;"Um dia na vida de um pássaro numa gaiola"&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;(oh, que lindo dia! Lá lá lá laralá! ora, onde vou hoje? Vou ali para o fundo da gaiola... já lá estou! Que fixe! E agora, e agora? Agora... para o comedouro! Ena! Sabem o que me apetece mesmo? É ir ali andar de baloiço! Woooo! Que espectáculo, já não andava de baloiço há quê, 5 minutos! Lá lá laralalá! Estou tão feliz!)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp;iam perguntar-me se me sentia um pássaro na gaiola? Ou se eu escrevesse, tipo, &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;"Um dia na vida de uma formiga"&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;(com licença, com licença, com licença, com lic... hã? É para ali, o açúcar está para ali! Segue o carreiro! Novatos, pá! Que paciência... Com licença, com licença... olá! Tudo bem? Estás fixe? Liga-me, está bem? Com licença, com licença...)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt; será que me perguntavam logo se me sentia uma formiga? Então e se fosse &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;"Um dia na vida de um leão da savana"&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;? &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;(ora bem, com qual das minhas leoas é que vou acasalar hoje, depois de comer a gazela fresquinha que elas estão a caçar de propósito para mim? Hum...)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;. Bem, sobre essa se calhar podem perguntar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: 'Lucida Grande', Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 21px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-1355647771251391497?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/1355647771251391497/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=1355647771251391497&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/1355647771251391497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/1355647771251391497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2010/07/e-tu-sentes-te-um-rato-de-laboratorio.html' title='E tu, sentes-te um rato de laboratório?'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-254007568212739976</id><published>2010-06-23T22:53:00.013+01:00</published><updated>2010-08-28T13:41:49.090+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura-e-da-boa'/><title type='text'>Um dia na vida de um rato de laboratório</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Woohoo! Tocou a campainha! Está na hora da comida! Vamos lá, vamos lá!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;OK a portinhola vai abrir em 5 segundos... 4... 3... anda lá! 2... 1... aqui vou eu! Primeiro vira-se à esquerda, depois vira-se à direita... aqui faz-se a curva de gancho... já sei este caminho de trás para a frente! A comida está sempre lá ao fundo. Ya, já explorei os cantinhos todos da coisa e a comida aparece sempre no mesmo sítio. E estas paredes com espelhos também já não me enganam. Já sei que mostram o meu reflexo. Eia o que eu me passei com elas no início! Pensava que era outro gajo igual a mim! Que parvo! O que eu me ri quando soube! Agora à direita, à direita outra vez, dá a volta à rotunda e está no fundo do corredor. Já a vejo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos lá, toca a despachar que daqui a pouco fecha-se a portinhola e a comida vai para dentro. Estou quase a chegar... estou quase a chegar. Aqui est... ei! Não me puxem pelo rabo! Ei, o que é que estão a fazer? Quem és tu? Eia pá, és buéda grande. Todo de branco e o caraças... deves pensar que tens pinta. OK já me puseram no chão. Onde é que eu estou? Onde é que está a comida? Deixa ver se está aqui neste cant... ei, estejam quietos! Estou no mesmo sítio. Deve estar para o outro lado. Vou... ei! Já me estou a chatear! Se me chateiam ainda vos mordo essa coisa metálica e pontiaguda que estão a apontar para mim! Que é essa coisa? Que é que querem fazer com isso? Olha, está a mexer-se. Onde é que levam isso? Onde é que ela foi? AAAAAAUUUU! Isso dói! Então mens, estão-se a passar? AU! Estejam quietos! Au!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Woooowww...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eia man... que pedrada... está tudo a andar à roda... parece que estou a voar... ena estou a andar de avião, wooooooooooohoooooo! Eh eeeeeehhhh... isto é buéda fixe... então pá estás fixe? ya, na boa... hã? ah, não era ninguém... não era ninguém... woooooooooo... altamente...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora bem, Mickey... controla-te pá! Onde é que eu estou? Ya, estou em casa outra vez. Vamos ver se ainda lá está a comida. Isto da pedrada dá-me cá uma fome! Ora bem, como é que é? Vira-se à direita, depois vira-se à esquerda, hã? ai pera, não é aqui. Eia men... Vira-se à esquerda, e depois à direita, ok, agora está bem. Agor... ooolááá... quem és tu? Eu conheço-te de algum lado... ya agora não tou a ver man... Ah! Comida! Pois! Lá vou eu. Também vens? Baril.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora bem, eu nem vejo bem mas deve ser por aqui. Vira à direita, vira à esquerda e... não, não é isto. Vira à esquerda, vira à direita e vai pelo corredor. Ai o camandro... OK, pensa Mickey. Pensa. Vira à direita. Vira à esquerda. OK. Dá a volta à rotunda. Segue o corredor. FODA-SE MICKEY! CONTROLA-TE MENZ! E tu não estejas a olhar para mim! Achas piada, é? Que é que tu queres, pá? Levas uma lambina que até te viro! Não quê? Não quê?&amp;nbsp;Ai agora levas. Agora lev... au!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tou fodido men. É escusado. Às tantas já tiraram a comida. Nunca mais apanho uma pedra destas, mens. Nunca mais. Já nem sei o caminho para casa. Olha vou por aqui, que se lixe. Fico aí a dormir no chão ou assim. Man, que dor de cabeça. Tou todo... é pá... Tou assim mesmo completamente... pá... é pá é que é mesmo...&amp;nbsp;tipo... é pá não tenho palavras. Tou assim tipo... uma cena daquelas tipo... hã? Aquilo é comida... Aquilo é comida! Yes! Yes! Yes! Consegui, manz! É assim mesmo, Mickey Fernando, eu sabia que conseguias!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Huuuuuuummmm.... queijo para a sobremesa...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-254007568212739976?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/254007568212739976/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=254007568212739976&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/254007568212739976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/254007568212739976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2010/06/um-dia-na-vida-de-um-rato-de.html' title='Um dia na vida de um rato de laboratório'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-6094612199649740813</id><published>2010-04-28T02:58:00.002+01:00</published><updated>2011-08-23T23:39:29.198+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='all-you-need-is-it'/><title type='text'>Decotes...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dbsmbCWUNEE&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/dbsmbCWUNEE&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É verdade, chegámos àquela altura do ano. Aquela altura em que desaparecem as camisolas de lã e as mangas compridas, para voltar a hibernar por seis meses, e regressam as mangas curtas, as saias e calções, e... os decotes. O post de hoje foi inspirado no recentemente criado grupo do Facebook&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.facebook.com/group.php?gid=122282037782555"&gt;Adoro andar e ver um bom decote&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(no qual se poderão ver mais algumas opiniões e considerações sobre o assunto), mas a maior inspiração veio de sair à rua e constatar que, efectivamente, eles voltaram. Voltaram, e são com certeza uma delícia para os nossos olhos, mas como diz o Jerry Seinfeld no vídeo acima, "Olhar para um decote é como olhar para o sol: não podes ficar pasmado a olhar, dás só uma olhadela&amp;nbsp;e viras-te para o outro lado." Os decotes (e as razões para os usar ou para olhar para eles) fazem parte da mais básica natureza intuitiva humana e sempre foram um problema para quem hiperanalisa a realidade e tenta explicá-la por palavras, como eu. Ou se percebem imediatamente à primeira, ou nunca se conseguirão perceber. Eu tendo a pender para o segundo caso, mas ainda assim vou arriscar dar resposta a duas ou três das questões mais comuns sobre este tema:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;s&gt;&lt;/s&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Pergunta 1: Porque é que elas usam decotes, mas ralham com os que apanham a olhar para eles?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como devem imaginar não sou especialista no assunto, por isso não me vou alongar muito na resposta. Mas o meu palpite é que elas naturalmente sabem que têm algo que exerce este&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;poder&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&amp;nbsp;sobre os homens e não resistem a usá-lo a seu bel prazer. Por outro lado, deve dar-lhes um gozo danado apanhar o seu interlocutor em flagrante e mandar o típico "Eh, estou cá em cima!", embaraçando-o irremediavelmente. Mas também, as mulheres são aquelas que dizem não quando querem dizer sim, como é que querem que eu saiba...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;Pergunta 2: Porque é que eles estão &lt;/span&gt;sempre&lt;/i&gt;&amp;nbsp;a olhar para os decotes delas?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Numa palavra: porque são ir-re-sis-tí-veis. E não estou a falar em irresistível no sentido romântico, mas mesmo no sentido físico, literal da palavra. Simplesmente, não é possível resistir. Aqui tenho de recorrer ao mais básico e primitivo instinto humano, é algo que não se entende nem se consegue justificar. Se houver um decote num campo de visão de um homem, ele vai olhar para ele. Se ele estiver a conversar frente a frente com uma mulher com decote, então ele está tramado, porque vai ter um homenzinho irritante na sua cabeça a chateá-lo a cada 30 segundos e a dizer "olha o decote", "já viste o decote?", "lá está outra vez o decote", "já te esqueceste do decote?", tirando-lhe toda a concentração no assunto da conversa. Por mais boas intenções que tivéssemos de tentar evitar olhar para um decote, não o conseguiríamos fazer, porque reparem: não é uma questão de "tenho de olhar para este decote, não consigo resistir", é antes uma questão de "hã? estou a olhar para o decote? como é que isto aconteceu?". Para vos dar um termo de comparação, assim como não conseguem evitar piscar os olhos de tempos a tempos porque o vosso cérebro os manda piscar mesmo sem vocês saberem, também os olhos masculinos são atraídos para os decotes sem que se apercebam, e só passados alguns segundos é que reparam no que estão a fazer. Bem, o que fazem depois disso é que já pode variar, há os que desviam logo o olhar por segurança, os que arriscam mais um pouco só para melhor assimilar a informação, e o que ficam a "olhar fixamente para o sol", com risco de darem cabo da retina...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Pergunta 3: Porque é que um decote que se vê na rua é mais interessante que uma mulher semi-nua na capa de uma revista?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta merece uma resposta mais elaborada e pode dar lugar a alguma divergência de opiniões. Em primeiro lugar, os factos: enquanto os decotes são completamente irresistíveis, conforme já referi acima, as mulheres nuas em capas de revistas não o são. Simplesmente, ao olhar para as mulheres em capas de revistas, temos a sensação que elas são todas iguais, que já está tudo visto, que é sempre a mesma coisa. Ao olhar para os decotes, sabemos igualmente que são todos iguais, mas &lt;i&gt;mesmo assim não conseguimos resistir-lhes&lt;/i&gt;. Em relação às razões para isso, postulei duas hipóteses: a primeira é o clássico fascínio do 3D em relação ao 2D, ou, pondo as coisas de outra forma, o facto de o decote que vemos é em 3 dimensões, é real, está perto de nós, em última instância poderíamos até tocar-lhe, em oposição a uma fotografia que é em 2D, é virtual, não é palpável. Mas a segunda hipótese é certamente mais interessante, e é o facto de &lt;i&gt;sermos atraídos pela possibilidade de sermos apanhados&lt;/i&gt;&amp;nbsp;a olhar para o decote. Tal como os casos extra-conjugais e o sexo em público, a verdadeira excitação não vem do acto em si mas da possibilidade de serem apanhados a fazê-lo (mesmo que na prática, se isso acontecesse, ficariam muito mais embaraçados do que excitados, e a coisa não correria assim tão bem). E obviamente isto é algo que não se consegue a olhar para uma revista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por este motivo, encontramos um paralelismo interessante entre os homens e as mulheres, no que toca a decotes: elas repreendem-nos quando os apanham a olhar, mas no fundo, no fundo, elas gostam que eles olhem. E eles tentam olhar o máximo que puderem sem serem apanhados, quando no fundo, no fundo, eles gostavam que elas reparassem. Como algo tão simples como um decote é capaz de provocar tantas contradições, é algo que está fora dos meus limites de compreensão. Ou se entende da primeira vez, ou nunca se conseguirá entender. Não existe outro remédio que não apelar mais uma vez ao mais básico e primitivo instinto natural humano, e esse não quer saber porque os decotes fazem isto ou aquilo, simplesmente nos diz: "Venham eles!"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(&lt;a href="http://jotalog2.blogspot.com/2011/08/cleavages.html"&gt;english version&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-6094612199649740813?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/6094612199649740813/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=6094612199649740813&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/6094612199649740813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/6094612199649740813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2010/04/decotes.html' title='Decotes...'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-2706204945615781695</id><published>2010-04-23T00:33:00.024+01:00</published><updated>2011-08-23T23:38:10.207+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='objectos-tratados-como-objectos'/><title type='text'>Top 10 dos Artigos Mirabolantes do Catálogo da D-Mail</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, o catálogo da &lt;a href="http://www.dmail.pt/"&gt;D-Mail&lt;/a&gt;, o catálogo da D-Mail... É uma alegria quando chega às nossas casas, bem disfarçado no meio de um jornal ou uma revista! Com uma panóplia de artigos fantásticos de que nós nem sabíamos que precisávamos, mas que dão imenso jeito, o catálogo da D-Mail aparece-nos de surpresa para nos facilitar a vida. Longe vão os tempos do famoso e clássico Massajador Facial (embora &lt;a href="http://www.dmail.pt/prodotto.php?cod=64750"&gt;ainda exista!&lt;/a&gt;), os novos catálogos têm os produtos mais variados, aliados às mais altas tecnologias, para melhorar substancialmente a sua qualidade de vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A escolha entre os vários produtos do catálogo é rica e variada, mas eu decidi fazer uma selecção&amp;nbsp;dos melhores artigos deste fantástico catálogo (edição de Março&amp;nbsp;de 2010). Ou melhor, os mais mirabolantes. A crítica não é inédita, uma pesquisa pela Web mostrou artigos semelhantes &lt;a href="http://sorrisosemalta.blogspot.com/2008/08/como-conquistei-minha-mulher.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://sol.sapo.pt/blogs/helderfraguas/archive/2009/11/03/OBRA-BEM-FEITA.aspx"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Mas felizmente, os produtos escolhidos neste sites são diferentes do meu Top pessoal. Aqui vai o&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Top 10 - Artigos Mirabolantes do Catálogo da D-Mail&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Nº 10 - A espátula de bolos irritante&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S9DE_YWYfHI/AAAAAAAABLc/0DMAOB81Xvo/s1600/10+-+Esp%C3%A1tula+bolos.png" imageanchor="1" style="clear: right; display: inline !important; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;img border="0" height="177" src="http://4.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S9DE_YWYfHI/AAAAAAAABLc/0DMAOB81Xvo/s400/10+-+Esp%C3%A1tula+bolos.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Inserida na categoria "coisas que quando comprei até faziam sentido mas depois de usar não têm jeito nenhum", esta espátula para bolos que toca o "Parabéns a você" quando vai a servir o bolo até pode ser uma boa ideia na teoria, mas imagino quantas vezes ela irá tocar até tirarem a pilha para a lavar e não voltarem a pô-la. Com um toque que adivinho ser semelhante ao dos postais cantantes, não bastarão 30 segundos até que alguém diga "É pá, desliga lá isso!".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Nº 9 - A utilíssima pinça para... torradas&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S9DHTdRXzbI/AAAAAAAABLk/Ovb571aVnfk/s1600/9+-+Pin%C3%A7a+Torradas.png" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S9DHTdRXzbI/AAAAAAAABLk/Ovb571aVnfk/s320/9+-+Pin%C3%A7a+Torradas.png" width="288" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;OK, admito que a pinça possa ser muito útil, para agarrar cubos de gelo, ou gomas, ou bolinhas de chocolate, ou azeitonas do frasco, ou, sei lá, alguma coisa do género. Mas para torradas? Qual é o problema de apanhar as torradas com os dedos? Obviamente devem ter pensado que se apanham queimaduras de 2º e 3º grau a apanhar torradas com a mão... Já agora, será que a pinça também barra manteiga?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Nº 8 - Aspirador para quê?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S9DKtkNr_VI/AAAAAAAABLs/Srb0imbU0vI/s1600/8+-+Chinelos+deslizantes.png" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S9DKtkNr_VI/AAAAAAAABLs/Srb0imbU0vI/s320/8+-+Chinelos+deslizantes.png" width="248" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aspiradores? Vassouras? Isso é coisa do passado. Agora há os Chinelos Deslizantes de Microfibra. Basta calçar os chinelos, e agora: arraste-se pela casa toda. Ah ah, não vale correr, senão há zonas que não ficam limpas. Não se esqueça de ir dar uma volta aos cantos da casa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nº 7 - Melhor que enfiar o dedo no nariz&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S9DMCoruirI/AAAAAAAABL0/buDrJd8KgK0/s1600/7+-+Clip+magn%C3%A9tico.png" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;img border="0" height="130" src="http://3.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S9DMCoruirI/AAAAAAAABL0/buDrJd8KgK0/s400/7+-+Clip+magn%C3%A9tico.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O seu marido ressona e acorda a vizinhança? Não se preocupe. A solução é: enfiar-lhe um clip com duas bolas pelo nariz adentro! Se lhe tapam o nariz ele deixa de respirar, se deixa de respirar... problema resolvido! De qualquer forma, é melhor começar a dormir no quarto ao lado, se fosse eu não queria ficar por perto no momento em que ele espirrasse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nº 6 - O saca-rolhas gigante&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S9DNc58g2BI/AAAAAAAABL8/LVOOAtmyNGo/s1600/6+-+Saca+rolhas.png" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;img border="0" height="225" src="http://2.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S9DNc58g2BI/AAAAAAAABL8/LVOOAtmyNGo/s400/6+-+Saca+rolhas.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Aqui está mais um exemplo de como a tecnologia às vezes até parece que nos vem facilitar a vida, e com a melhor das intenções, mas afinal atrapalha mais do que ajuda. OK, o saca-rolhas é electrónico, carrega-se num botão e lá sai a rolha, mas... era preciso uma coisa tão grande? O saca-rolhas é do tamanho da garrafa! Nem pense sequer em tentar colocá-lo na gaveta dos utensílios, ele terá de ocupar o seu lugar na garrafeira, junto com as outras garrafas. Assim como assim, só vejo duas ocasiões em que este saca-rolhas teria sucesso: para utilizar caso seja preciso bater em alguém, e... para o empregado de mesa o trazer dentro do bolso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nº 5 - Então não sabe onde guardar os alhos?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S9DPvgdnP0I/AAAAAAAABME/ExhWrzQEcyc/s1600/5+-+Guarda+Alho.png" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;img border="0" height="176" src="http://4.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S9DPvgdnP0I/AAAAAAAABME/ExhWrzQEcyc/s320/5+-+Guarda+Alho.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Parece ter escapado a esta gente que os alhos se podem guardar num recipiente qualquer, num tupperware dos mais pequenos e dos mais baratos. Mas teria a mesma piada? Não, não teria. Tem que ser um recipiente bonito, em forma de alho, com uma parte branca e outra transparente. Com capacidade para: 1 alho. Não, não tente meter lá duas cabeças de alho, porque só cabe lá uma. Ou quer aproveitar a nossa promoção de levar 3 recipientes para um alho &amp;nbsp;e pagar apenas 2?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nº 4&amp;nbsp;- Adeus queimaduras, olá comida no chão!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S9DR7-RuD6I/AAAAAAAABMM/FsYsCnQj6UU/s1600/4+-+Pega+metal.png" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;img border="0" height="191" src="http://4.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S9DR7-RuD6I/AAAAAAAABMM/FsYsCnQj6UU/s400/4+-+Pega+metal.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Esta pega de aço cromado para tirar coisas do forno só pode fazer sentido na fotografia. Primeiro, pegar nela adivinha-se ser do mais desconfortável possível, e depois a base em forma de mão parece manifestamente insuficiente para pegar nos tabuleiros mais compridos - que coincidentemente, são aqueles que vão mais vezes ao forno! Não tardaria muito até que começássemos a ver a comida no chão... e a pega no caixote do lixo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nº 3 - O assador de frangos do Peter Gabriel&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S9DTSRyK3pI/AAAAAAAABMU/T7lZSfYBe5c/s1600/3+-+Assa+frangos.png" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S9DTSRyK3pI/AAAAAAAABMU/T7lZSfYBe5c/s400/3+-+Assa+frangos.png" width="243" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Lembram-se do &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=N1tTN-b5KHg"&gt;video-clip do Sledgehammer&lt;/a&gt; com os frangos a dançar? Pois o Peter Gabriel de certeza que tinha um destes assadores de frangos em casa. Basta enfiar o cone do assador no "buraco" do frango, e poderão observar como o frango assa sem perder a dignidade. Com um bocado de sorte, ainda o vêem&amp;nbsp;a dançar no forno!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nº 2 - Ideal para passar vergonhas no aeroporto&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S9DX6hhGM7I/AAAAAAAABMc/Gnyh3GCbRCI/s1600/2+-+Vestido+trolley.png" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;img border="0" height="225" src="http://3.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S9DX6hhGM7I/AAAAAAAABMc/Gnyh3GCbRCI/s400/2+-+Vestido+trolley.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Quer dar um pouco de cor e textura à sua vida? Que tal vestir o seu trolley? A sua bagagem fica duplamente protegida, com o tipo de protecção&amp;nbsp;que só um pano fino e elástico lhe poderá trazer. É é claro que com estes padrões &lt;i&gt;lindos de morrer&lt;/i&gt;, não será de admirar que atraia os olhares indiscretos dos outros transeuntes quando passar de ar decidido no aeroporto com o seu trolley pela mão...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E por fim o...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nº 1 - O porta-banana&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S9DZZe4aO7I/AAAAAAAABMk/o8mvJPgqhow/s1600/1+-+Porta+banana.png" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;img border="0" height="145" src="http://2.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S9DZZe4aO7I/AAAAAAAABMk/o8mvJPgqhow/s400/1+-+Porta+banana.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Veja só isto e não me diga que não é aquilo com que sempre sonhou. É um recipiente... para transportar... uma banana! Sempre quis transportar uma banana no bolso das calças mas teve medo que ela se esborrachasse? Agora pode fazê-lo! Quer levar a sua banana na pasta de negócios mas não quer ver documentos embananados? Use o porta-banana! Leve-o sempre na sua mala de senhora: nunca se sabe quando um porta-banana pode ser preciso! Este porta-banana tem uma zona extensível para que possa proteger bananas dos mais variados tamanhos. Não vá em imitações, este é o único utensílio que garante que a sua banana fica devidamente protegida! Porque nunca se sabe quando lhe vai dar a fome...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-2706204945615781695?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/2706204945615781695/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=2706204945615781695&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/2706204945615781695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/2706204945615781695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2010/04/top-10-dos-artigos-mirabolantes-do.html' title='Top 10 dos Artigos Mirabolantes do Catálogo da D-Mail'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S9DE_YWYfHI/AAAAAAAABLc/0DMAOB81Xvo/s72-c/10+-+Esp%C3%A1tula+bolos.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-1149341442078700212</id><published>2010-04-09T01:51:00.006+01:00</published><updated>2011-08-23T23:44:05.283+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hello-world'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='objectos-tratados-como-objectos'/><title type='text'>Um tributo à Message Box</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como programador de aplicações desktop (ou seja as que se instalam no computador), volta e meia chega sempre aquela altura nefasta em que tenho de colocar uma caixa de mensagens, uma &lt;b&gt;Message Box&lt;/b&gt;, para informar ou perguntar alguma coisa ao utilizador. Falo daquelas &lt;b&gt;caixinhas irritantes&lt;/b&gt; que têm botões de OK e Cancelar, ou de Sim e Não, que aparecem sempre quando menos se espera.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei que são irritantes porque &lt;b&gt;eu próprio, como utilizador, fico por vezes irritado&lt;/b&gt; com elas, quando aparecem repetidamente e muitas vezes sem necessidade. As inúmeras caixas de "posso actualizar&amp;nbsp;o programa?", que nos aparecem à frente sempre que queremos trabalhar nesse mesmo programa e nos &lt;b&gt;fazem perder tempo&lt;/b&gt;, são chatas até dizer "chega, vou mas é desinstalar isto que não posso mais". Aliás, uma grande vantagem do browser &lt;a href="http://chrome.google.com/"&gt;Google Chrome&lt;/a&gt; é a maneira inteligente como ele se actualiza: &lt;b&gt;sozinho, sem nos perguntar nada&lt;/b&gt;, sem ter sequer a pretensão de mostrar que foi actualizado. Sem nos fazer perder tempo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas dizia eu que de vez em quando lá vem a necessidade de programar uma dessas caixinhas de mensagens. Porque &lt;b&gt;às vezes tem mesmo que ser&lt;/b&gt;, tem mesmo de se informar ou dar a escolha ao utilizador antes de prosseguir. Exemplos disso são as clássicas caixas de "Deseja gravar as alterações?" ou "Tem a certeza de que quer apagar este ficheiro?", que representam uma segurança para o caso de o utilizador ter feito algo que não queria. Mas uma nova caixa de mensagens tem de ser tratada com todo o cuidado: &lt;b&gt;a mensagem deve ser o mais simples e clara possível&lt;/b&gt;, os botões não devem ter mais de uma ou duas palavras, a opção pré-seleccionada deve ser escolhida de forma ao utilizador não fazer asneira só por carregar na tecla Enter. Por isso cada vez mais as directivas para programadores são &lt;b&gt;evitar ao máximo as caixas de mensagen&lt;/b&gt;s, e se não puder evitá-las, fazê-las o mais simples possível:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S75oJKWH-3I/AAAAAAAABKU/VdPx2h527ic/s1600/mb0.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S75oJKWH-3I/AAAAAAAABKU/VdPx2h527ic/s320/mb0.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;E isto porquê? Porque depressa ficou provado &lt;b&gt;que grande parte dos utilizadores não lê as mensagens&lt;/b&gt; escritas nestas caixas! Para eles uma caixa de mensagens é apenas algo que lhes aparece à frente e de que se têm que livrar o mais depressa possível. A maior parte deles lê as primeiras palavras e toma logo a decisão de carregar no Sim ou no Não; alguns não lêem&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;nada sequer e simplesmente clicam num dos botões esperando que a mensagem desapareça (e se não desaparecer tentam novamente com cada um dos outros). Daí se percebe como pode ser frustrante para um programador, que só colocou a caixa de mensagem porque não tinha alternativa, e que teve tanto cuidado na escolha da mensagem certa, verificar que&amp;nbsp;afinal&amp;nbsp;ninguém a lê.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S75q5533PjI/AAAAAAAABKc/dtAsWdIfrKY/s1600/mb1.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S75q5533PjI/AAAAAAAABKc/dtAsWdIfrKY/s640/mb1.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Têm-me acontecido algumas situações caricatas com caixas de mensagens nos últimos dias, e por isso gostava de partilhar convosco alguns dos problemas mais comuns. São caixas de mensagens que muitas vezes não funcionam por excessiva pressa do utilizador, quando afinal o problema seria facilmente resolvido se se lesse o que lá está escrito:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;1 - Os que cancelam sempre na mensagem de erro.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S75rJupHY2I/AAAAAAAABKk/099-nFyIelE/s1600/mb2.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S75rJupHY2I/AAAAAAAABKk/099-nFyIelE/s640/mb2.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sei o que estão a pensar. "É uma mensagem de erro, por isso não me interessa, não sou eu que o vou resolver". O problema é que &lt;b&gt;cancelar a operação não vai resolver o problema&lt;/b&gt;, porque continuam a precisar de fazer a operação, e quando o fizerem, esta caixa vai aparecer novamente. Mas &lt;b&gt;se lessem a mensagem&lt;/b&gt; verificavam que afinal o ficheiro que queriam abrir não existe, ou que o CD que devia estar a correr afinal está na vossa mão, ou que basta clicar no OK para resolver o problema.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aconteceu há dias algo semelhante com um colega de trabalho: chamou-me porque tinha alterado o nome do PC e o programa XPTO tinha deixado de funcionar porque ainda tinha o nome antigo. Mas quando aparecia a caixa "Deseja alterar as configurações?", ele clicava sempre no "Não". Afinal bastava carregar no "Sim" para que aparecesse uma opção para colocar o nome correcto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;2 - Os que clicam no OK mais rápido que a própria sombra.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S75umPva0BI/AAAAAAAABK0/0BSnx9gHstE/s1600/mb3.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S75umPva0BI/AAAAAAAABK0/0BSnx9gHstE/s640/mb3.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma mensagem informativa serve para isso mesmo, para &lt;b&gt;informar o utilizador&lt;/b&gt;. Por isso, lá porque tem&amp;nbsp;só&amp;nbsp;um botão não é razão para clicar nesse botão o mais rápido possível. A mensagem pode estar simplesmente a dizer o que deve fazer a seguir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;3 - Aqueles para os quais todas as mensagens estão escritas em chinês&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S75vrfk_1KI/AAAAAAAABK8/MfX82zeYH4k/s1600/mb4.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S75vrfk_1KI/AAAAAAAABK8/MfX82zeYH4k/s640/mb4.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existe a clássica situação do cliente que telefona para a assistência técnica e diz "&lt;b&gt;O programa diz "Insira o CD para continuar." O que é que eu faço?&lt;/b&gt;". Não é piada, já tem acontecido. Neste caso, eles até leram a mensagem, mas como vinha numa dessas caixinhas, acharam que não a iam perceber de qualquer forma. Note-se que não se trata de burrice do utilizador, é simplesmente porque ele não quer saber o que a mensagem diz. Mas olhem que às vezes é mais rápido perceber a mensagem do que ligar para assistência técnica...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;4 - Os que veem dúvidas existenciais nas caixas de mensagens&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S75xtMQeBcI/AAAAAAAABLE/X48MxJZn1c0/s1600/mb5.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S75xtMQeBcI/AAAAAAAABLE/X48MxJZn1c0/s640/mb5.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por vezes as caixas de mensagens representam um verdadeiro dilema. A típica "Deseja gravar as alterações?" é normalmente tratada com muito cuidado, as pessoas param realmente para pensar se estão a clicar no botão correcto. Mas isto &lt;b&gt;não é razão para clicar no "Cancelar"&lt;/b&gt; só para adiar a resolução do problema, ou, pior ainda, para evitar mexer em computadores só para não ter que lidar com ele. Muitas mensagens não são tão simples como a&amp;nbsp;"Deseja gravar as alterações?&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;", mas&lt;/span&gt; o&amp;nbsp;texto da mensagem explicar-vos-á o que está a acontecer&lt;/b&gt; e ajudar-vos-á a escolher a melhor opção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;5 - Os que gostam de ver o progresso ficar a meio.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S750gYypbrI/AAAAAAAABLM/FKhXnt8mxKQ/s1600/mb6.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S750gYypbrI/AAAAAAAABLM/FKhXnt8mxKQ/s640/mb6.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, eu sei, as actualizações são chatas. Mas &lt;b&gt;às vezes um programa tem mesmo de &lt;/b&gt;&lt;s&gt;&lt;b&gt;actualizar&lt;/b&gt;&lt;/s&gt;&lt;b&gt; atualizar&lt;/b&gt;, de outra forma não funciona!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isto aconteceu-me hoje com um cliente. Ao iniciar o computador dele deparou-se repetidas vezes com a imagem de uma barra de progresso a querer actualizar um programa. O cliente clicava sempre no "Cancelar" mas passados dois segundos, a barra de progresso voltava novamente! Ele teve de clicar no "Cancelar" pelo menos umas dez vezes até conseguir fechar o programa completamente. Não percebeu que &lt;b&gt;se deixasse o programa &lt;/b&gt;&lt;b&gt;actualizar&lt;/b&gt;&lt;b&gt; até ao fim&lt;/b&gt;, não só demorava menos tempo a fechá-lo, como da próxima vez que iniciasse o computador, a barra de progresso já não apareceria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembre-se sempre que se cancelar uma operação que precisa de ser feita, ela voltará novamente para o atormentar. Por vezes é preferível perder algum tempo agora para ganhar muito tempo no futuro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;6 - Os que não trocam os seus botões por nada&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S752t_lhRjI/AAAAAAAABLU/dDtsRPTCXDY/s1600/mb7.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S752t_lhRjI/AAAAAAAABLU/dDtsRPTCXDY/s640/mb7.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Há algumas mensagens muita chatas.&lt;/b&gt; Por exemplo aquelas que mostram a "dica do dia" ao iniciar o programa, que já passaram tantas vezes que as dicas já deram a volta três vezes. Ou aquelas que dão uma informação importante mas que já passou tantas vezes que já estão fartos de saber.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Mas mesmo assim, &lt;b&gt;continuam a clicar no "OK"&lt;/b&gt; para fazer a mensagem desaparecer e &lt;b&gt;nem sequer reparam na opção&lt;/b&gt; que diz "Não voltar a mostrar esta mensagem". Esta opção está lá por um motivo. &lt;b&gt;O programador sabe que a mensagem não é para ser vista todas as vezes.&lt;/b&gt; Serve para informar o utilizador a primeira vez que a vê, porque da próxima vez ele já sabe e não precisa de a ler novamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;No entanto, aparentemente, os utilizadores das caixas de mensagens desenvolveram uma obsessão por clicar em botões, de tal maneira que seria impensável usar outras ferramentas (até porque precisam de dois cliques, &lt;b&gt;dois! &lt;/b&gt;para fazer a caixa desaparecer. É um escândalo!).&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Lembrem-se que tudo o que estiver a mais numa caixa de mensagens está lá para vos ajudar. Se explorarem todas as opções poderão poupar tempo no futuro.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-1149341442078700212?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/1149341442078700212/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=1149341442078700212&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/1149341442078700212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/1149341442078700212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2010/04/um-tributo-message-box.html' title='Um tributo à Message Box'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S75oJKWH-3I/AAAAAAAABKU/VdPx2h527ic/s72-c/mb0.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-2382959088778655457</id><published>2010-03-20T13:25:00.002Z</published><updated>2010-08-28T13:45:13.584+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='com-a-linguagem-nao-se-brinca-ze-rafael'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='all-you-need-is-it'/><title type='text'>Vamos sair numa data?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gostava que houvesse uma tradução portuguesa para o termo "date". É verdade que a tradução actual é "encontro", mas não é bem a mesma coisa, pois não? Um encontro tanto pode ser com duas pessoas como com 20. Uma "date" é algo especial, é um encontro entre duas pessoas que se pressupõe amoroso. Uma "date" tem algo de místico, tem a adrenalina do início de uma paixão: a perspectiva de evolução na relação, o conhecer melhor a outra pessoa, os primeiros contactos físicos, e o não saber como a "date" vai acabar: se com um aperto de mão, um beijo de boa noite ou um convite para subir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;À falta de melhor, podíamos usar "data" que é a tradução literal do termo em inglês. À primeira vista deve fazer confusão, ter dois significados para a mesma palavra, mas se os americanos conseguem viver com isso, nós também conseguimos, certo? Imaginem o quão belo seria ouvirmos uma conversa deste género:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ouve, queres sair comigo, um dia destes?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sair, tipo, numa data?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Bem, não é uma data... São simplesmente duas pessoas a conversar ao jantar, talvez uma ida ao cinema a seguir...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É uma data.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- &lt;i&gt;(envergonhado)&lt;/i&gt;&amp;nbsp;OK, sim, é uma data.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sim, claro que posso sair contigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- A sério? Fixe! Então, quinta-feira, vou-te buscar às oito?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-2382959088778655457?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/2382959088778655457/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=2382959088778655457&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/2382959088778655457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/2382959088778655457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2010/03/vamos-sair-numa-data.html' title='Vamos sair numa data?'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-8041120864477141484</id><published>2010-03-03T00:42:00.004Z</published><updated>2010-08-28T13:45:28.323+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='com-a-linguagem-nao-se-brinca-ze-rafael'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas-particularmente-irritantes'/><title type='text'>Com certeza, sinhô.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de começar este post quero fazer uma declaração de interesses. Não tenho nada contra os brasileiros (aliás até me estou a preparar para passar uma temporada com eles), nem contra a sub-secção destes que são empregados de mesa. Tanto quanto sei, são excelentes profissionais, e a cozinha brasileira é deliciosa, por isso para mim quantos mais melhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Posto isto, pergunto-vos: como se distingue um empregado de mesa português de um brasileiro? E não estou a falar do sotaque, esse é tão óbvio e natural que não conta, aliás nem sequer o vou tentar reproduzir aqui (&lt;s&gt;excepção&lt;/s&gt;&amp;nbsp;exceção feita ao título do post). Se, assim de repente, não se recordam de nada, continuem a ler. Imaginemos então que entro no restaurante:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Emp. PT: Boa noite.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Emp. BR: Boa noite, senhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sentamo-nos e lá vem o empregado com a lista:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Emp. PT: Aqui têm a lista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Emp. BR: Aqui têm a lista, senhores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de escolhermos o prato, lá vêm eles outra vez:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Emp. PT: Então, já escolheram?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Emp. BR: Já escolheram, senhores?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu: Ora, é um Bacalhau à Lagareiro, e uma Picanha na Brasa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Emp. PT: Com certeza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Emp. BR: Com certeza, senhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trazem o vinho para provar:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Emp. PT: Ora aqui está o vinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Emp. BR: Aqui está o vinho, senhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, trazem a comida e servem-na e no fim desejam:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Emp. PT: Bom apetite.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Emp. BR: Bom apetite, senhores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E no final, depois de pagarmos e ao sair:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Emp. PT: Tenha uma boa noite.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Emp. BR: Tenha uma boa noite, senhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Viram as diferenças? Não é gritante? &lt;b&gt;Todos os empregados de mesa brasileiros acabam as suas frases com "senhor"&lt;/b&gt;. Aliás, eu diria mesmo que os empregados de mesa brasileiros &lt;b&gt;acabam todas as frases com "senhor"! &lt;/b&gt;Pronto, talvez todas não, mas pelo menos 80% das frases que são ditas terminam com "senhor". Eu cheguei a ver um empregado que dizia simplesmente &lt;b&gt;"Senhor."&lt;/b&gt;&amp;nbsp;ao servir o vinho a cada uma das pessoas. Deve haver muitos de vós que não tinham reparado neste pormenor, mas acreditem que depois de lerem isto, a próxima vez que virem um empregado de mesa brasileiro vão dar-me razão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A minha pergunta é &lt;b&gt;porquê?&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Claro que não deixa de ser um sinal de boa educação, mas um empregado de mesa português não diz "Senhor" depois de cada frase e não é por isso que deixa de ser educado. Não quero acreditar que é por excessiva subserviência ao povo português, afinal o tempo da colonização há muito que já lá vai, e além disso vocês são mais que nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resta-me pensar que, uma vez que o português falado no Brasil troca o &lt;b&gt;"tu"&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&amp;nbsp;por &lt;/span&gt;"&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;você"&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&amp;nbsp;e o &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;você"&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&amp;nbsp;por &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;o senhor"&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;, a linguagem dos empregados de mesa brasileiros deve ser uma forma de nos tratar por você. Mas, mais uma vez, &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;para quê?&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&amp;nbsp;Dizer "tenha uma boa noite" não é cordial o suficiente? É necessário tratar-nos por você quando se diz "aqui está o vinho"? E aliás, não é dos brasileiros a expressão &lt;/span&gt;"senhor não, o senhor está no céu"&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se algum leitor brasileiro passar por aqui e souber a resposta a esta pergunta, deixe um comentário, por favor, senhor. Obrigado, senhor. Boa noite, senhor.&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-8041120864477141484?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/8041120864477141484/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=8041120864477141484&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/8041120864477141484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/8041120864477141484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2010/03/com-certeza-sinho.html' title='Com certeza, sinhô.'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-1679314728837447805</id><published>2010-02-18T01:22:00.005Z</published><updated>2011-08-23T23:45:29.945+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas-particularmente-irritantes'/><title type='text'>Nha nha nha nha (ou como a voz de falsete pode influenciar uma história)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A voz de falsete. Desde sempre que convivemos com ela. Aliás, é uma das primeiras vozes que ouvimos, quando somos bebés. &lt;i&gt;Cucu! Cucu!&amp;nbsp;Eu tenho muito soninho, fiz cocó e a mamã mudou-me a fralda e agora tenho muito soninho. &lt;/i&gt;Quando somos bebés, toda a gente nos fala com voz de falsete, mesmo os que normalmente são os mais adultos, certinhos e responsáveis. Há dias ouvi a minha mãe falar com voz de falsete para a minha sobrinha de dois meses. Fiquei surpreendido e aterrorizado: era a primeira vez em 30 e poucos anos que ouvia aquele tom de voz a sair da minha mãe. Não fazia ideia que ela conseguia falar assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o tempo nós próprios vamos aprendendo o uso da voz de falsete. Primeiro de uma forma muito inocente, quando estamos a brincar. &lt;i&gt;Eu sou o Homem Aranha e vou-te apanhar&lt;/i&gt;. Ou&amp;nbsp;&lt;i&gt;Olá, eu sou a Barbie, queres tomar chá comigo?&lt;/i&gt; Ou o simples mas eficaz &lt;i&gt;Nha, nha nha nha, nha!&lt;/i&gt;. Mas é à medida que crescemos que nos apercebemos, inconscientemente, que a nossa voz de falsete se vai transformando numa arma poderosa. Como um Anakin Skywalker à espera de se tornar Darth Vader. A voz de falsete dá-nos um dos poderes ocultos do Lado Negro da Força: o de influenciar uma história a nosso favor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para o ilustrar preparei uma pequena história. Vou-me socorrer do itálico para transcrever a voz de falsete: seria bom que imaginassem a forma como soaria aos vossos ouvidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Carolina zangou-se com a Sónia. Tinha-lhe pedido umas aulas emprestadas mas a Sónia não as quis emprestar. A Susana ouve, muito interessada, a história da Carolina:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E eu cheguei ao pé dela e disse "Ouve lá, não te importas de me emprestar a aula de Matemática de ontem?". E ela, logo, toda histérica: &lt;i&gt;"Porquê? Andaste na borga e faltaste à aula outra vez?"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Que parva, tem alguma coisa a ver com o que tu andaste a fazer?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E eu disse, "Não, tive de ir ao médico, e parece que a aula era importante, já que tu fazes os melhores apontamentos...".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E faz, fica tudo muito explicadinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Pois faz, até era um elogio que lhe estava a fazer. Mas vem-me aquela gaja e diz &lt;i&gt;"Pois, foste ao médico, foste! Não te empresto nada, que é para aprenderes!"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Olha, para aprenderes o quê, a não ir ao médico?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Só se for isso... Eu disse-lhe logo "Olha, estás a ser injusta, quando tu precisaste da minha ajuda também te ajudei." E vem logo ela: &lt;i&gt;"Ah, não me lembro de ter precisado de ti para alguma coisa..."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não se lembra... é mesmo parva! E que é que tu fizeste?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Então, vim-me embora, adiantava alguma coisa estar a discutir com aquilo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entretanto, noutra parte do Mundo, a Sónia está a contar à Cláudia a mesma história:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu vi logo que ela vinha com ela fisgada. E chega ao pé de mim e diz: &lt;i&gt;"Ouve lá, não te importas de me emprestar a aula de Matemática de ontem?"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Que descaramento, depois da borga onde ela andou ontem!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Pois, eu bem sei, perguntei-lhe logo "Porquê? Andaste na borga e faltaste à aula outra vez, não foi?". E ela ficou fula. Depois disse&amp;nbsp;&lt;i&gt;"Ah, não, tive de ir ao médico"&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Bem, que desculpa mais esfarrapada!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Depois começou a dar-me graxa, a dizer &lt;i&gt;"Ah e tal, parece que a aula era importante, e que tu fazes os melhores apontamentos..."&lt;/i&gt;. E eu disse-lhe "Pois, foste ao médico, foste... Olha, desta vez não te vou emprestar nada. É para tu aprenderes."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Fizeste tu muito bem!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Cala-te, que ela ficou zangadíssima! Começou a disparar, &lt;i&gt;"Estás a ser injusta, estás a ser injusta! Quando precisaste da minha ajuda também te ajudei!"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ah ah, que piada! Alguma vez precisaste dela para alguma coisa?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Foi o que eu lhe disse, muito calmamente: "Olha, não me lembro de ter precisado de ti para alguma coisa...".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Boa, boa, e o que é que ela disse?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ela? Não disse mais nada, foi-se embora a resmungar...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Exercício:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1 - Quem é que acham que tem razão?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2 - Quem é que a Susana acha que tem razão?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3 - Quem é que a Cláudia acha que tem razão?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4 - Que é que aconteceu afinal?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Penso que começarão agora a perceber como a voz de falsete (em conjunto com o já famoso "quem conta um conto acrescenta um ponto") é uma arma poderosíssima. Ela tem o poder de menosprezar, de diminuir, de ridicularizar o testemunho da outra pessoa, fazendo, em contrapartida, valorizar o nosso. Dependendo do tom que imprimimos à nossa voz de falsete, a pessoa de quem se fala pode passar por comediante ou palhaça (o usual), por importante ou snob, ou por, pura e simplesmente, má. E reparem que isso acontece em qualquer um dos lados da história, por isso a verdade dos factos não é para aqui chamada. A voz de falsete efectivamente &lt;b&gt;anula&lt;/b&gt;&amp;nbsp;a verdade dos factos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem é preciso falar de uma pessoa, a voz de falsete funciona com objectos, com eventos, com situações. Vejamos alguém que fala de um grupo de rock:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ei, Carla, já ouviste a última dos Drive Shaft? É muita porreira!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ó Sérgio, Drive Shaft? Que parolice! &lt;i&gt;You all, everybody! You all, everybody! &lt;/i&gt;Achas que isso tem algum jeito?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Bem, se pões as coisas nesses termos, acho que não...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Perguntam-me vocês: como combater a voz de falsete? A resposta é: não se pode. Estando alguém já influenciado no rumo da história através da voz de falsete, não há quaisquer factos ou argumentos que o façam mudar de opinião. O máximo que podem tentar é usar a voz de falsete a vosso favor, tanto a título preventivo como correctivo, mas cientes de que a prevenção é a melhor escolha. Agora que sabem o poder oculto da voz de falsete, poderão usá-lo mas com moderação, não cedam ao Lado Negro da Força.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E nunca, mas nunca, resistam à tentação de falar de vós próprios em voz de falsete, &lt;i&gt;porque falar com esta vozinha irritante é muito estúpido, ficamos ridículos e perdemos toda a credibilidade.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;A não ser, claro, que o façamos à frente de uma estante de livros.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/advG9L9p-Ew&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/advG9L9p-Ew&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-1679314728837447805?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/1679314728837447805/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=1679314728837447805&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/1679314728837447805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/1679314728837447805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2010/02/nha-nha-nha-nha-ou-como-voz-de-falsete.html' title='Nha nha nha nha (ou como a voz de falsete pode influenciar uma história)'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-573829456871908638</id><published>2010-01-13T23:57:00.099Z</published><updated>2010-08-28T13:46:47.688+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='com-a-linguagem-nao-se-brinca-ze-rafael'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas-particularmente-irritantes'/><title type='text'>7</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;7. Sete. Seven.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NRUdaWZ4FN0&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/NRUdaWZ4FN0&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem sei como é que me deixo dizer mal do 7. Afinal, é o meu algarismo preferido (sim, eu sou um daqueles gajos estranhos que têm algarismos preferidos). E afinal, enquanto número e algarismo, é um tipo porreiro, porta-se sempre bem, não tenho nada a dizer. Sete dias da semana, sete cores do arco-íris, sete notas de música, sete pecados mortais, essas cenas. Portanto, como número e como algarismo, não há nada a lamentar. O meu problema é quando o 7 é usado &lt;b&gt;como letra&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S05Yg57_csI/AAAAAAAABGw/I5ie09AYsjU/s1600-h/se7e.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S05Yg57_csI/AAAAAAAABGw/I5ie09AYsjU/s200/se7e.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;O pessoal lusófono acha piada a isto. Sempre que se fala do número Sete, substituir a letra&amp;nbsp;T&amp;nbsp;pelo número, então fica Se7e, o que é giro, porque o algarismo passa a in7ervir no seu próprio nome. A7enção, não posso falar só nos lusófonos porque os espanhóis 7ambém 7êm o seu Sie7e, os franceses 7êm o seu Sep7 e os i7alianos 7êm-no a duplicar, com o Se77e. Além disso, a linguagem &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Leet"&gt;l33t&lt;/a&gt;, usada por alguns maníacos da informá7ica e que consiste em 7rocar algumas ou mesmo 7odas as le7ras por outros símbolos equivalen7es, usa o se7e como subs7i7u7o para o T. Até aqui 7udo bem, afinal o 1 7ambém pode subs7i7uir o I ou o L, o 0 pode subs7i7uir o O, e por aí fora.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Mas o pessoal anglófono deve 7er achado que era pouco. Se os outros podiam subs7i7uir o 7 no próprio nome, eles 7ambém queriam. Então inven7aram isto:&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S05bnJnGVfI/AAAAAAAABG4/OlxnbXsOEaY/s1600-h/se7en.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S05bnJnGVfI/AAAAAAAABG4/OlxnbXsOEaY/s320/se7en.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;O pessoal anglófono acha piada a isto. Sempre que se fala do número Seven, subs7i7uir a letra V pelo número, e então fica Se7en. Agora eu é que já não lhe 7ejo grande piada. Com um T a gente ainda faz um esforço para perceber, mas onde é que um V é parecido com um 7? A única coisa que 7ejo em comum é uma das pernas! Quem é que te7e esta ideia? Até a Microsof7 andou a brincar com isto, lá com o no7o sis7ema opera7i7o que eles 7êm agora, 7ejam só:&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S05eDjsXcLI/AAAAAAAABHA/TZFO_5agmU0/s1600-h/win7.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S05eDjsXcLI/AAAAAAAABHA/TZFO_5agmU0/s320/win7.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Desculpem, mas isto é abusar um bocado. Fazer uma perna a mais ao 7 para que se parecesse com um V &amp;nbsp;- ou en7ão uma perna a mais ao V para se parecer com um 7? É que acaba por não se parecer com nem um nem ou7ro, aquilo parece mais um 7riângulo in7er7ido onde apagaram um dos can7os. Não 7os parece um bocado rebuscado? Ha7ia necessidade de fazerem is7o?&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;É que não faz sen7ido nenhum fazer is7o, es7á bem que os ingleses e americanos são in7ejosos, se os ou7ros podem pôr um 7 no próprio nome eles 7ambém querem fazê-lo. Mas 7al7ez arranjando ou7ro número e ou7ro nome? Subs7i7uir o S por 6 em 6ix, por exemplo? 7ambém não é o ideal, mas é melhor que subs7i7uir um V por um 7. É que, se for assim, dá para subs7i7uir o 7 por qualquer le7ra, um F, por exemplo. 7inha algum jeito subs7i7uir F's por 7's?&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S05hjBTyHnI/AAAAAAAABHI/ZWjuydbxSdI/s1600-h/per7ume.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S05hjBTyHnI/AAAAAAAABHI/ZWjuydbxSdI/s200/per7ume.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Ó meus amigos, eu es7a7a a gozar. Is7o não era para ser le7ado a sério. Eu es7a7a aqui a ser per7ei7amen7e sarcás7ico e 7em-me es7e grupo de música (bem bom, por sinal) e chamam-se assim? Per7ume? Per7ume? Desculpem mas sempre que eu leio Per7ume digo PerTume. (porque PerVume já era uma aberração). É que um F 7em a perna exac7amen7e do lado oposto ao do 7. E esse 7racinho no meio 7oi mui7o bem pensado na 7o7ogra7ia mas no 7ex7o escri7o já não 7unciona, porque já quase nenhuma 7on7e 7em o 7racinho no 7. E agora, como é que is7o 7ica? Uma rebaldaria, é como 7ica.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Bem, se não os podes 7encer, jun7a-7e a eles, e 7amos 7er quan7as le7ras podemos ainda con7er7er ao 7. A primeira pode ser o Z, a7inal é apenas um 7 com mais uma perna. Além disso só aparece de 7e7 em quando, não de7e 7a7er mui7a con7usão. Um L, no 7undo é um 7 7irado ao con7rário, a7iás até fa7 mais sen7ido que o F, pe7o menos não 7em 7á o 7racinho a cha7ear. Um J, 7á agora, não é 7ão 7ácil de perceber mas é como uma imagem de um 7 ao espe7ho, de cima para baixo, rodada 7igeiramen7e. E por fim, um P, se mo 7ermi7em, digamos que é como um 7 com uma 7erna a mais, desde o to7o a7é à base do a7garismo.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;E 7ron7o, agora 7odemos escre7er assim, 7odos con7en7es, 7orque 7odemos subs7i7uir 7odas es7as le7ras pe7o 7. Quan7as le7ras 7oram? Quan7as conseguimos? 7, ob7iamen7e, 7. A7inal é 7er7ei7o, o 7 é um número 7erdadeiramen7e es7ec7acular, não só consegue a7arecer no seu 7ró7rio nome, em 7árias 7ínguas, como consegue subs7i7uir um número de le7ras igual a si 7ró7rio! Experimen7em! É 7an7ás7ico! E mui7o di7er7ido! 7á, agora 7á chega, 7ol7em 7á ao que es7a7am a 7a7er, 7ol7em ao 7osso 7i7ro ou à 7ossa 77.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;(es7ou a go7ar. 7or 7a7or, não 7açam is7o)&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-573829456871908638?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/573829456871908638/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=573829456871908638&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/573829456871908638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/573829456871908638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2010/01/7.html' title='7'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_EFMc4xuGjbs/S05Yg57_csI/AAAAAAAABGw/I5ie09AYsjU/s72-c/se7e.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-7382082314190789971</id><published>2010-01-07T00:39:00.004Z</published><updated>2010-08-28T13:47:08.404+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='this-is-me-being-serious'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='objectos-tratados-como-objectos'/><title type='text'>O Acordo Ortográfico: esse cafajeste</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já se começa a falar bastante do Acordo Ortográfico e da sua implementação, agora que o assunto do casamento homossexual já está a ficar fora de moda e é preciso outro assunto com igual importância (ou falta dela) para se falar por aí. O mais engraçado são as vozes que se vão levantando e as correntes que se vão formando contra a implementação do acordo. Já há um &lt;a href="http://www.facebook.com/group.php?gid=255626987541&amp;amp;ref=nf"&gt;grupo no Facebook contra o acordo ortográfico&lt;/a&gt;. No &lt;a href="http://www.twitter.com/"&gt;Twitter&lt;/a&gt;&amp;nbsp;começo a ver alguns avatares com a inscrição &lt;a href="http://search.twitter.com/search?q=%23contraAO"&gt;#contraAO&lt;/a&gt; incluída. O jornal Público tomou publicamente (passe o pleonasmo) uma posição, de se &lt;a href="http://blog.criticanarede.com/2009/12/jornal-publico-nao-adopta-acordo.html"&gt;recusar a mudar para o novo acordo&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e fê-lo justamente com &lt;a href="http://jornal.publico.clix.pt/?d=30-12-2009"&gt;uma capa&lt;/a&gt; que ilustra os &lt;i&gt;horrores&lt;/i&gt;&amp;nbsp;das mudanças na língua (as já famosas &lt;i&gt;exceção&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;ótimo&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e &lt;i&gt;ação&lt;/i&gt;). Mas afinal o que é que se passa? É assim um assunto de tão elevada importância nacional? Far-se-ão manifestações contra o novo acordo semelhantes às dos professores? A revolução vai nascer da oposição a um acordo ortográfico?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixem-me dizer, antes de mais, que eu também não estaria minimamente interessado em fazer qualquer tipo de mudanças na língua que falo ou, neste caso, que escrevo. Até porque, como programador de &lt;i&gt;software&lt;/i&gt;&amp;nbsp;em português, mais cedo ou mais tarde terei que converter os textos do meu programa para o novo acordo, e isso sempre dá trabalho, caraças! Se assim não fosse, talvez fincasse o pé como muitos pretendem fazer e continuasse a escrever "à antiga" até me prenderem por isso. Mas como tenho que o fazer já me conformei, e sempre é melhor ir no pelotão da frente do que nos que vão atrás.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas mesmo assim achava que toda a gente estava a fazer uma tempestade num copo de água. Será que com o acordo a escrita fica assim tão confusa? Será que acreditam realmente que vamos ser obrigados a dizer &lt;i&gt;cafajeste&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;troglodita &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;me dá uma carona&lt;/i&gt;? Ou será que não podem mesmo viver sem os &lt;i&gt;p&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e os &lt;i&gt;c&lt;/i&gt;&amp;nbsp;que vão arrancar desumanamente às nossas queridas palavrinhas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como estava mesmo na dúvida e queria saber ao certo qual era o "grande problema" de que tanto falavam, fui ler o Acordo Ortográfico. Sem tirar nem pôr. Fui &lt;a href="http://www.portaldalinguaportuguesa.org/index.php?action=acordo&amp;amp;version=1990"&gt;aqui&lt;/a&gt; e li-o de uma ponta à outra. Bem, não me detive muito na carrada de palavras que eles dão como exemplo (ou será que são mesmo só essas?), e nem me dei ao trabalho de perceber o que eram palavras Oxítonas, Paroxítonas e Proparoxítonas, mas deu para perceber alguma coisa. Leiam-no também, não é assim tão grande como isso, numa horita já dá para se perceber o essencial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o que é, afinal de contas, o essencial? É que, além da dúzia de palavras às quais se vão roubar os &lt;i&gt;c&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e os &lt;i&gt;p&lt;/i&gt;, da perda de acentos em uma ou duas palavras significativas (casos de &lt;i&gt;veem&lt;/i&gt;, do verbo "ver", e&amp;nbsp;&lt;i&gt;para&lt;/i&gt;, do verbo "parar", que fica sem o acento - provavelmente a que me faz mais confusão), da perda do hífen em mais duas ou três (&lt;i&gt;hás de; hei de&lt;/i&gt;)&amp;nbsp;e do facto de passarmos a escrever os dias da semana e os meses em minúsculas, todas as outras regras deste acordo já são seguidas no português europeu corrente (sem querer ser muito exaustivo) e muitas delas aceitam tanto o termo português como o brasileiro, pelo que, acreditem, muito pouca coisa haverá a mudar (pelo menos para nós, portugueses). Vale a pena fazer um alarido tão grande por causa disto?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Perguntam-me para quê, para que é que serve, se é realmente preciso. Não sei. Não faço a mínima ideia, confesso a minha total ignorância. Mas há muito &lt;a href="http://www.ciberduvidas.com/search.php?keyword=acordo+ortogr%E1fico&amp;amp;image.x=0&amp;amp;image.y=0"&gt;boa gente que o sabe&lt;/a&gt;,&amp;nbsp;e certamente mais qualificada que eu neste tipo de assuntos, por isso ponho-me completamente nas mãos deles. Na verdade, também não vejo a relevância, até me orgulho de termos a única língua do Mundo com duas variantes tão diferentes que os livros têm que ser traduzidos de português para brasileiro e vice-versa. Mas há um facto que me surpreendeu e que vai surpreender muitos dos que forem ler o texto como sugeri: o Acordo Ortográfico que vamos implementar não é de 2009, nem de 2005 nem de 2000. É de 1990. Ora se estamos em 2010, ora seis vezes três dezoito, andamos, deixa cá ver, há 20 anos a tentar ratificar este acordo! &lt;i&gt;20 anos!&lt;/i&gt; E trata-se de um esforço conjunto de 8 países, não são simplesmente Portugal e Brasil que decidiram "casar" linguisticamente e fazer a vida negra aos seus habitantes. Eu sei que isto não é grande argumento, mas também na justiça, salvo em casos graves como o homicídio, também não é preciso haver factos irrefutáveis, basta o depoimento de uma ou duas testemunhas. Se após 20 anos ainda há pessoas qualificadas de 8 países diferentes que acham que o acordo ortográfico é bom para nós, então eu não posso ter nada a opor. Não por causa de uma dúzia de &lt;i&gt;c&lt;/i&gt;'s e &lt;i&gt;p&lt;/i&gt;'s e meia dúzia de acentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acima de tudo, não pensem que com o Acordo Ortográfico os portugueses vão passar a escrever como os brasileiros (ou vice-versa). Os brasileiros vão continuar a dizer &lt;i&gt;me dá uma carona&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e os portugueses não vão deixar de dizer &lt;i&gt;dá-me boleia&lt;/i&gt;. Os programas de &lt;i&gt;software&lt;/i&gt;&amp;nbsp;vão continuar a ter versões para PT-PT e para PT-BR. Os livros vão continuar a ser traduzidos de um para o outro. Os filmes vão continuar a ser legendados em Portugal e dobrados no Brasil. Não é o fim do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E para que pudessem apreciar o nível de confusão que o Acordo Ortográfico nos traz, passei todo este texto pelo &lt;a href="http://www.flip.pt/FLiPOnline/ConversorparaoAcordoOrtogr%C3%A1fico/tabid/566/Default.aspx"&gt;Conversor Para o Acordo Ortográfico&lt;/a&gt;&amp;nbsp;do site da Priberam, e assinalei todas as palavras que mudaram, sendo por isso que algumas das palavras neste texto estão riscadas e aparece à frente o novo termo a vermelho. Por isso, já se vê... hã? Como? Não viram nenhuma palavra riscada nem a vermelho? Curioso...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-7382082314190789971?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/7382082314190789971/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=7382082314190789971&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/7382082314190789971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/7382082314190789971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2010/01/o-acordo-ortografico-esse-cafajeste.html' title='O Acordo Ortográfico: esse cafajeste'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-1837699878148823859</id><published>2009-12-09T23:59:00.004Z</published><updated>2010-08-28T13:47:22.308+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='thou-shalt-not-write-about-thy-own-blog'/><title type='text'>Tags</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(ou Labels, ou lá o que é)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir de hoje este blog tem Tags. As tags são um bocadinho não-convencionais, mas são minhas, por isso...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-1837699878148823859?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/1837699878148823859/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=1837699878148823859&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/1837699878148823859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/1837699878148823859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2009/12/tags.html' title='Tags'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-7749409137918295660</id><published>2009-12-07T12:05:00.004Z</published><updated>2010-08-28T13:47:35.028+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='this-is-me-being-serious'/><title type='text'>A tridimensionalidade dos nossos problemas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Compreender os nossos problemas é como passar de um universo a 2D para um universo a 3D.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu explico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste momento nós percebemos o mundo a três dimensões espaciais (mais a dimensão temporal). Mas &lt;b&gt;imaginem o que seria se só víssemos duas dessas dimensões&lt;/b&gt;. Então tudo o que veríamos era um plano, como a superfície de uma folha de papel de dimensões infinitas. Apesar de vermos apenas duas dimensões &lt;b&gt;a terceira dimensão continuava a existir&lt;/b&gt;, pelo que poderíamos observar fenómenos sem perceber inteiramente o que se estava a passar. Por exemplo, &lt;b&gt;veríamos de repente um círculo formar-se e aumentar de tamanho&lt;/b&gt;, para depois voltar a diminuir e por fim desapare&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;cer. Todos pensaríamos que era simplesmente um círculo que aumentava e diminuia, quando&lt;/span&gt; na realidade era uma esfera&lt;/b&gt; que passava através do nosso plano visível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As pessoas vêem os problemas dos outros a duas dimensões. &lt;b&gt;Os nossos problemas são tridimensionais, mas os outros vêem apenas uma pequena parte dos mesmos.&lt;/b&gt; É quando os problemas nos acontecem a nós que conseguimos ver a sua terceira dimensão. É nessa altura que conseguimos ver uma imensa escala de cinzentos onde os outros só vêem o preto e o branco. A&lt;b&gt; terceira dimensão advém da própria complexidade dos problemas&lt;/b&gt;, das múltiplas consequências que as nossas decisões acarretam, do facto de cada problema ter mais que uma solução e nenhuma delas ser inteiramente satisfatória. Para quem vê a 2D só há duas soluções para o nosso problema, o caminho da direita ou o caminho da esquerda, mas nós sabemos que também podemos ir para cima ou para baixo, ou mesmo na diagonal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quase ninguém compreende os nossos problemas. &lt;b&gt;Experimentem explicar a uma pessoa que vê a 2D que o Universo tem três dimensões e não apenas duas.&lt;/b&gt; Não conseguirão perceber, nunca o viram, não têm capacidade para isso. Tentem explicar-lhes o que é uma esfera e eles dirão "ah, o círculo que aumenta e diminui de tamanho, porque é que não lhe chamaste logo isso?". Não pensem que é totalmente inútil explicar a tridimensionalidade a uma pessoa que vê a 2D, algumas delas tentarão perceber, teorizarão que a terceira dimensão existe, tentarão imaginá-la nas suas mentes. Mas &lt;b&gt;nunca conseguirão ver a terceira dimensão como nós a vemos.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Existem duas excepções&lt;/b&gt; a esta regra, dois grupos de pessoas que conseguem perceber, total ou parcialmente a complexidade dos nossos problemas. O primeiro grupo é o das pessoas que têm ou tiveram problemas semelhantes. Eles, que vêem a terceira dimensão dos seus próprios problemas, conseguem facilmente imaginar como são os nossos. No entanto, a sua resolução parecer-lhes-á tão confusa como nos parece a nós. O segundo grupo é o das pessoas que se dedicam a estudar os nossos problemas e tem uma ideia bastante boa da forma tridimensional que eles possuem. Este grupo nunca viu a terceira dimensão dos nossos problemas, mas conseguiu simulá-la em computador, transformá-la em algo que conseguem ver e usar o computador para procurar a melhor solução.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-7749409137918295660?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/7749409137918295660/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=7749409137918295660&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/7749409137918295660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/7749409137918295660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2009/12/tridimensionalidade-dos-nossos.html' title='A tridimensionalidade dos nossos problemas'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-5275024008994381992</id><published>2009-11-16T22:25:00.007Z</published><updated>2010-08-28T13:47:47.843+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='com-a-linguagem-nao-se-brinca-ze-rafael'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='objectos-tratados-como-objectos'/><title type='text'>A hinglória e triste istória do h</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois do trabalho de hinvestigação que revelou as hinjustiças cometidas contra a manteiga, hesse nobre lacticínio, venho haqui falar de halgo que é higualmente hinjustiçado. O agá. Deixem que vos leve pelo mundo desta hincompreendida consoante e mostre as hinúmeras hatrocidades cometidas contra hela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O agá é uma constante muito hespecial. Hé uma consoante muda, e portanto, tem a deficiência da fala. Como letra deficiente que hé, o agá hé halvo de desprezo e mesmo repugnância por parte da população portuguesa que o fala. A maioria das pessoas, hestando na presença de uma letra deficiente, tenta fingir que não a viu, fala como se hela não hexistisse. Note-se que nem todos os povos a tratam assim. Os países hanglófonos sempre tratam o agá com halgum respeito, repare-se a diferença entre eight e height, entre air e hair, entre ill e hill, e a sua himportância no meio de palavras como beehive. No hentanto, os que falam línguas de horigem latina condenaram o agá ao mais profundo desprezo, dirão "ospital" com harrogância, como se o agá não fosse preciso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar do desprezo na língua falada, os hentendidos no hassunto hacham que o agá é himportante na língua hescrita, hajuda a colorir as palavras e a torná-las distintas, dignifica palavras como emisfério, ierarquia, umanidade.&amp;nbsp;É portanto na língua hescrita que o agá realmente brilha. Ou será que não?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não referi hainda que o agá tem hamigos e hinimigos dentro do halfabeto. Hé com as consoantes que o agá se dá melhor, e por isso hé hele próprio uma consoante (porque hafinal de contas hé muda, podia ser tanto huma como houtra). Os seus melhores hamigos são o cê, o éle e o éne, que desde cedo o convidaram para se juntar a eles para tentar formar sons novos, ch, lh, nh. Com heles o agá sente-se feliz, sente que tem himportância, que a sua presença &amp;nbsp;tem um hefeito no mundo hescrito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por houtro lado, as vogais tratam o agá como os&amp;nbsp;&lt;i&gt;bullies&lt;/i&gt;&amp;nbsp;tratam os rapazinhos mais fracos, desprezando-os e umilhando-os só por terem huma deficiência. Hé vê-los a hempurrar o agá para palavras honde não deve estar, a hafungentá-lo de palavras honde hele é necessário. E se has vogais fossem um gang, o a seria o líder. O a tem um hódio pessoal há pobre letra hindefesa, já à muito tempo. As vogais confundem os hescritores desatentos, fazem-nos pensar que o agá está bem honde não deveria hestar, que não faz falta honde ele seria mais preciso. Em consequência, a pobre letra sente-se desamparada, hexcluída, umilhada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Heste texto é huma omenagem ao agá. Hestá hescrito desta maneira para que o agá sobressaia, para que ganhe himportância, para que verifiquem que um agá no sítio certo faz toda a diferença, que um agá no sítio errado torna as palavras hesquisitas, sem lógica, sem sentido. Não desprezem o agá, não menosprezem o agá. Apesar de ser hapenas uma consoante muda, hela faz toda a diferença.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nota: consta que quando o halfabeto latino chegou a Portugal, todas as letras se hapresentaram, dizendo ho seu nome na nova língua. No entanto, quando chegou a vez do agá, a pobre letra muda nada disse. Depois de um momento constrangedor, foi o seu vizinho g que se chegou há frente, e tentou com halgum hesforço dizer hum houtro nome, hum que as pessoas distinguissem do seu próprio nome. Foi hassim que o h se passou a chamar agá.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-5275024008994381992?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/5275024008994381992/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=5275024008994381992&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/5275024008994381992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/5275024008994381992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2009/11/hingloria-e-triste-istoria-do-h.html' title='A hinglória e triste istória do h'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-5324195423060767753</id><published>2009-10-09T01:32:00.007+01:00</published><updated>2011-09-16T00:38:22.088+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='all-you-need-is-it'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura-e-da-boa'/><title type='text'>A Carta de Amor Universal</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A Carta de Amor Universal foi repescada do meu antigo site, a &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.jotapage.no.sapo.pt/"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;JotaPage&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;, e escrita já há uns bons dez anos. A intenção era fazer uma carta que qualquer pessoa pudesse entregar à pessoa amada para declarar o seu amor por ela, uma carta simpática para "quebrar o gelo". Aliás, tenho conhecimento de pelo menos uma pessoa que usou esta carta para se declarar, e foi bem sucedida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A carta é de tal forma útil (ou será mesmo?) que até me lembrei de criar uma licença Creative Commons para a mesma! Se quiserem vejam o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://jotapage.no.sapo.pt/valentine.html"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;documento original&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;, copiem-no, editem-no, façam o que quiserem. Em troca só vos peço uma coisa: se a carta der resultado, deixem aqui um comentário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.5/pt/" rel="license"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc/2.5/pt/88x31.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A Carta de Amor Universal&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; por &lt;/span&gt;&lt;a href="http://jotalog.blogspot.com/" property="cc:attributionName" rel="cc:attributionURL" xmlns:cc="http://creativecommons.org/ns#"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;djeidot&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; está licenciada segundo a &lt;/span&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.5/pt/" rel="license"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial 2.5 Portugal License&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;. Não usar para fins comerciais!!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;N._______:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Olá. Precisava de falar contigo... quer dizer, queria falar... quer dizer, quero falar contigo... ou melhor, pronto, eu não vou falar contigo, portanto é queria falar contigo. OK. Queria falar contigo sobre uma coisa, uma coisa assim, pronto, uma coisa que aconteceu comigo... ou está a acontecer... pronto, eu já te digo o que é. Como eu estava a dizer, queria falar contigo, mas como eu... dado que... O que se passa é que eu sou... pronto, sou um bocado... quer dizer, pronto, não tenho jeito para falar destas coisas. De lamechices, e am... aaa... Quero dizer então que como não consigo... quer dizer, não tenho jeito (não quer dizer que não consiga!) para falar destas coisas, decidi escrever-te esta carta. Porque afinal as cartas falam por si (quer dizer, por mim), e pronto, pelo menos na carta posso escrever o que me apetecer e assim dá para dizer aquilo que eu quero... quer dizer, aquilo que eu peço... e aquilo que eu tenho e não tenho e sou e não sou e... quer dizer... pronto, e então escrevo esta carta para que... pronto, por causa disso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Sabes, o que eu queria era... ou melhor, o objectivo desta carta é que tu... pronto, o objectivo da carta não é nada disso. O objectivo da carta... OK, não interessa. Bem, como eu sei que não tens... quer dizer, acho que sei. Não tenho a certeza. Pelo menos a mim disseram-me que não... ou será que tens? Se calhar quando a carta chegar às tuas mãos já arranjaste um... quer dizer, se tiveres, tudo bem, desejo-te muitas felicidades, e pronto, não te preocupes comigo. OK. Se não tiveres... aaa... Estava a pensar, se por acaso não tiveres um nam... aaa... Se por acaso não tiveres um.... uma pessoa com quem tu nam... pronto, uma pessoa que goste de ti e tu gostes dela. Pronto. Estava a pensar se não podias ter... ser... Quer dizer, se eu não podia ser teu... essa pessoa. Quer dizer, se tu quiseres, claro. Não és obrigada a... pronto, não és obrigada a nada. És livre e desimpedida (quer dizer, pronto, lá está, não tenho a certeza, mas acho que és) e és livre para fazer aquilo que te apetecer. Eu também sou livre e posso fazer o que eu quero e por isso é que... OK, não interessa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Porquê, perguntas tu. Exacto, porquê... Ora bem, a resposta é muito simples. Eu... muito simples. Porque eu... aaa... eu estou ap... Desde a primeira vez em que te conheci... OK, não foi na primeira vez, foi um bocadinho depois. Mais precisamente a... não me lembro. A minha memória tem andado muito desconcentrada... são testes e trabalhos e mais testes a seguir e as férias são curtas... aaa... pois! Ou seja: o que eu quero dizer com isto é que eu... OK. N._____, eu... Eu tenho um amigo, que... Tu não o conheces. Não. Pronto. Esse meu amigo , sabes, gosta assim... gosta um bocadinho de uma... não, não gosta um bocadinho, gosta muito de uma... mesmo muito. Gosta muito de uma... pronto, de uma rapariga, que... que por acaso é parecida contigo! Mas tu também não a conheces. Pronto, e ele, o meu amigo, gosta muito dessa rapariga, mas não consegue dizer-lhe o que sente, e depois ela não sabe, e como não sabe, não lhe liga nenhuma, e depois ele... Pronto, e então mando-te esta carta para saber se a tal rapariga, que tu não conheces, aceita nam... quer dizer, se ela gosta dele também, do meu amigo, que tu também não conheces. Não sei se me estás a perceber...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Pronto. É isto. Se tu... quer dizer, se ela aceitar nam... pronto, se ela aceitar a min... a proposta dele, ele ficará felicíssimo e os dois viverão felizes para sempre... ou pelo menos durante as duas primeiras semanas... Se ela não aceitar, tudo bem, ele compreende perfeitamente, e pronto, espera que os dois possam ser amigos - embora ele não lhe vá falar durante duas semanas por não ter gostado nada da resposta dela. Pronto, mas isso passa, eu hei... ele há-de se conformar. A sério, não há problema nenhum e ele só espera que continue a poder estar contigo. Com ela, quero dizer. Quer dizer, por acaso é mesmo contigo... Quer dizer... pronto. OK. Como já deves ter percebido, o amigo de que te estou a falar sou... pronto, sou... OK, esquece o amigo. N._____, eu... Já sei! Vamos supor por hipótese - e pronto, isto é só uma hipótese, hã? - vamos supor... Suponhamos que eu, por hipótese, pronto, que eu gostava de ti. Pronto. Isto é só a brincar, hã? Pronto, eu gostava de ti e pedia-te para nam...orar comigo. Ah, ah, ah! Engraçado, não é? Eu, pedir-te namoro! Eh, eh, eh! Pronto, mas isto é só por hipótese. Por hipótese, suponhamos que eu te fazia uma proposta de namoro. Será que tu aceitarias essa proposta, hipoteticamente falando?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assinado:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;________&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: 'Short Hand';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Short Hand';"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-5324195423060767753?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/5324195423060767753/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=5324195423060767753&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/5324195423060767753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/5324195423060767753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2009/10/carta-de-amor-universal.html' title='A Carta de Amor Universal'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-1019112874542546749</id><published>2009-09-30T01:47:00.007+01:00</published><updated>2011-09-23T00:12:45.326+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='now-its-personal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='não-se-aponta-que-é-feio'/><title type='text'>O homem que dispensa apresentações</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Nunca tive jeito para apresentações.&lt;/b&gt; Aquelas onde se chega ao pé da outra pessoa e se diz "Olá, sou o João, muito prazer em conhecê-lo". Sim, essas mesmo. À primeira vista não parece muito complicado, mas o facto é que há &lt;b&gt;todo um ritual na apresentação&lt;/b&gt; que é mais complexo do que parece e onde é muito fácil falhar em pequenas coisas. As pequenas coisinhas que transformam rapidamente algo perfeito em algo, digamos, desajeitado e, em última instância, estúpido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A começar pelo nome. Sempre me fez confusão as pessoas se apresentarem dizendo o próprio nome. Não não, &lt;b&gt;só&lt;/b&gt; o próprio nome. Não algo tão sofisticado como "Olá, sou o João", algo mais duro e ríspido, como "&lt;b&gt;João.&lt;/b&gt;" Uma apresentação que podia ser moderadamente longa e educada é substituída por "&lt;b&gt;João.&lt;/b&gt;" "&lt;b&gt;Maria.&lt;/b&gt;" Assim, às três pancadas. Isto quando os novos conhecidos não dizem os próprios nomes ao mesmo tempo, o que acontece metade das vezes, regozijando-se por ter dito o próprio nome mas ficando, afinal sem saber o nome do outro. Ainda mais esquisito acho quando o meu interlocutor decide dizer o nome completo. "&lt;b&gt;Pedro Morais de Vasconcelos&lt;/b&gt;&lt;b&gt;." OK, é mesmo assim que ele quer que eu o chame?&lt;/b&gt; Será que me vê mais tarde a olhar para ele e dizer "&lt;b&gt;Ó Pedro Morais de Vasconcelos, passa aí uma cerveja&lt;/b&gt;"? Por tudo isto e mais alguma coisa, muitas vezes não me apresento com o próprio nome, por isso a minha apresentação típica é algo deste género:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O outro - "Pedro Morais de Vasconcelos."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu - "Olá..."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por outro lado, se não nos dizem o nome ficamos sem saber como a pessoa se chama, o que é uma chatice. Temos de esperar que mais alguém chame por ele, ou ele se apresente a outra pessoa, e se tudo o resto falhar temos de passar pela humilhação do "&lt;b&gt;Como é que te chamas, mesmo?&lt;/b&gt;". Eu caí nesta esparrela já algumas vezes, talvez porque quando não dizemos o próprio nome o outro não tem necessidade de o fazer também. Lembro-me que na minha adolescência convivi com uma pessoa durante meses sem saber o seu nome. O problema é que &lt;b&gt;o "Como é que te chamas, mesmo?" tem prazo de validade&lt;/b&gt;, se deixarmos passar muito tempo deixamos de o poder usar, a humilhação seria insuportável, como se fôssemos atingidos por raios ou algo do género. Felizmente, passados alguns meses, alguém chamou a pessoa pelo nome, e eu ouvi e registei. Não tive de passar pela humilhação, ainda maior que a anterior, de a pessoa descobrir que eu não sabia o nome dela, como aconteceu &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=H1g5iPdwTL4"&gt;neste episódio do Seinfeld&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A melhor apresentação, a meu ver, é a que é mediada por terceiros&lt;/b&gt;. É a terceira pessoa que diz os nomes (e nada de nomes completos!), e os outros dizem "Muito prazer". Toda a informação está dada, toda a gente ganha. O "&lt;b&gt;Muito prazer&lt;/b&gt;", ou, na sua forma abreviada, "Prazer.&lt;b&gt;..&lt;/b&gt;", é também muito interessante na medida em que é uma&amp;nbsp;expressão que pode ir do hipócrita (será que temos mesmo prazer em conhecê-lo?) ao vagamente erótico (basta levar a expressão à letra). Dá também abertura à mais elegante expressão a usar em apresentações, "O prazer é todo meu". &lt;b&gt;"O prazer é todo meu" torna uma apresentação perfeita&lt;/b&gt;: retira-lhe qualquer traço de hipocrisia e puxa-a para o lado do vagamente erótico, o que em muitos casos é uma mais-valia. É normalmente acompanhado do prefixo "Ora essa," mas no meu entender o prefixo é dispensável. Acredite e experimente usar "O prazer é todo meu" numa apresentação: verá os olhos do seu interlocutor brilharem de satisfação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Frequentemente há pequenas coisas que falham nas minhas apresentações. Por vezes sinto-me culpado ao aperceber-me que, depois da apresentação, a outra pessoa não ficou a saber o meu nome. Outras vezes, digo o nome mas de fugida (muitas vezes entre o primeiro beijinho e o segundo), o que dá o mesmo efeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E no fim de tudo, &lt;b&gt;o facto de saber que vou ter uma apresentação esquisita habilita-me a fazer ainda mais disparates&lt;/b&gt;.&amp;nbsp;Os mais recentes foram com novos colegas de trabalho: estando habituado a ver estas pessoas todos os dias e dizer simplesmente bom dia sem cumprimentar ninguém, o que é suposto fazer afinal ao conhecer um novo colega? Ou, para complicar um bocadinho mais,&lt;b&gt; &lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;u&gt;uma&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; nova colega? Uma delas, ao ser apresentada por outrem, levantou-se para me dar dois beijinhos, depois mudou para o aperto de mão, e por fim desistiu ao ver que eu começava a falar, dando a apresentação por concluída ainda antes de ter começado. Na segunda cometi o erro de saber o nome dela antes de a conhecer, quando a vi pela primeira vez saltei a apresentação, chamei-a e falei com ela normalmente, com a maior naturalidade, como se a conhecesse há meses... Pode parecer arrogante ou de má-vontade, mas acreditem, não é mais que falta de jeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, uma nota sobre o título deste post. É óbvio que o título é um bocado exagerado. Não me posso considerar um homem que dispense apresentações, apenas um que não tenha jeito para as fazer. Ainda assim, lá me vou apresentando como posso. &lt;b&gt;Olá, eu sou o... aaaa...&lt;/b&gt; Posso causar uma terrível primeira impressão, mas prometo que isto vai melhorando com o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(&lt;a href="http://jotalog2.blogspot.com/2011/09/man-that-needs-no-introductions.html"&gt;english version&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-1019112874542546749?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/1019112874542546749/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=1019112874542546749&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/1019112874542546749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/1019112874542546749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2009/09/o-homem-que-dispensa-apresentacoes.html' title='O homem que dispensa apresentações'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-8303146780349294663</id><published>2009-09-01T22:46:00.017+01:00</published><updated>2010-08-28T13:49:05.755+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura-e-da-boa'/><title type='text'>Praia para quatro (um conto erótico)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parece que somos nós os quatro, pensaram os dois casais naquela praia isolada do sudoeste alentejano. Descontentes, mas resignados com o que o destino tinha preparado e eles não podiam mudar, estenderam-se nas toalhas já esticadas, cada um no seu canto da pequena praia. Ambos os casais tinham vindo em busca de uma praia isolada, onde pudessem fazer o que quisessem e dar largas à imaginação, sem olhares curiosos e mesmo recriminatórios de outros. Agora, com a presença do outro casal ali perto, teriam forçosamente que impor limites à dita imaginação, muito mais apertados que os que os rochedos da praia já convenientemente lhe imputava. Cada um dos casais ignorava o que o outro pensava e dizia, assim o impunha a distância de uns trinta metros que os separava na praia, mas em boa verdade podemos dizer que ambos os casais pensavam no mesmo, aliás, para facilitar a narrativa, nem nos preocuparemos em registar em simultâneo os pensamentos dos dois casais, bastará registar os pensamentos de um deles e automaticamente se saberá que era assim que o outro pensava, peço desculpa pelo estilo de escrita mas ainda estou imbuído do espírito do saramago, faça-se jus ao seu nome, em minúsculas como ele próprio quereria, o facto é que acabei agora a viagem do elefante e, embora o elefante tenha chegado ao seu destino, eu sinto-me ainda com vontade de continuar mais um bocado. Onde íamos nós, nos pensamentos dos casais, no assunto do dia, no tema em questão, não é difícil imaginá-lo tendo em conta a situação em que se encontravam, o tema era sexo, sexo puro, duro, desenfreado, e livre como não podia deixar de ser. Basta dizer que orgasmos já tinham havido três, dois deles fruto de uma breve incursão à pequena mas densa floresta atrás dos rochedos, o terceiro mesmo ali na praia, de barriga para baixo, pelo simples roçar vagaroso e subreptício do corpo contra a areia através da toalha, algo que só pode ser dado às mulheres, que podem ter orgasmos com essa facilidade, algo verdadeiramente assustador. Mas não seria por isso que a vontade tinha passado, pelo contrário aliás, a presença do outro casal tornava tudo ainda mais excitante. Ainda por cima tinham-se conhecido há pouco, um deles tinha perguntado se aquele caminho dava para uma outra praia e o outro dito que não, este último estaria agora arrependido do que disse, ou se calhar talvez não, mas poderia ter dito que sim, e o outro teria ido por esse caminho, e ficariam talvez em praias distintas. Independentemente de prováveis ou improváveis arrependimentos, naqueles poucos segundos tinham tido a oportunidade de se olhar nos olhos, de conversarem, de se admirarem e concluirem que até se agradavam uns aos outros. Agora que o destino tinha colocado estes quatro sozinhos, por assim dizer, no mesmo barco, não seria falacioso dizer que os dois casais já se desejavam mutuamente, facto comprovado pelos relances de olhares que deitavam uns aos outros, olhares que não conseguiam evitar, mas que eram breves por força do respeito, e terminavam cedo, abruptamente, quando encontravam os olhares cruzados do outro. Imaginavam como poderiam abordar o assunto, qual deles devia ir ter com o outro, ou se os dois, o que deviam dizer, como poderia o outro reagir, podíamos simplesmente ir lá e perguntar se querem juntar-se a nós, para conversarmos um pouco, E com que objectivo, diriam os outros, não será demais recordar que cada um dos casais ignora que o outro casal pensa exactamente o mesmo, essa faculdade cabe-nos apenas a nós, espectadores, omniscientes por força do acaso, porque se assim não fosse, julgo que o problema estaria resolvido, bastaria os dois casais caminharem até meio da distância que os separa e decidissem entre si o como e o quando, já que o quê e o porquê estariam já implícitos. Agora que estávamos a pensar nisso, nem de propósito, um dos casais levantou-se, caminha para o mar. Parecem levar vantagem, ela em topless, ele obviamente também, em pé juntos correndo e saltando na rebentação das ondas, podendo ser observados em todo o seu esplendor. Não se apercebem que essa vantagem é efémera, porquanto o outro casal se prepara para empatar o jogo, quando a rapariga retira a parte de baixo do biquíni, ficando assim, não só topless, mas também bottomless, por acaso tem piada o neologismo, apesar de lógico pode levar a segundas interpretações, felizmente não teremos de pensar muito nisso, pois dada a raridade do evento não me parece que o termo vá pegar. Enquanto uns caminham pela praia e outros ficam deitados na areia, pensa-se em sexo em conjunto na areia da praia, com os pares trocados mas vendo-se uns aos outros, aprendendo e apurando as técnicas e posições, tirando prazer não só da interacção com o elemento do outro casal, mas também da visão da sua cara-metade a fervilhar de prazer, como se de um filme, escusamos de dizer de que tipo, se tratasse. Ou então algo mais comedido, para não haver constrangimento, os pares separados um do outro, mas dos dois lados da mesma rocha, privando-se assim do estímulo visual mas permitindo-se ouvir os gemidos de prazer dos outros, competindo para atingir o orgasmo em primeiro lugar, ou, quem sabe, para o fazer durar o mais possível, afinal parece que me enganei, peço desculpa mais uma vez, não é verdade que tenham sido impostos limites à imaginação, como se vê esta é de facto ilimitada e até mesmo rebelde por definição, o que pode ter sido limitada, quando muito, é a possibilidade de pôr os pensamentos em prática ou, para usar uma expressão mais corriqueira, para tornar os sonhos em realidade. Assim vão os pensamentos destas quatro pessoas, mas os pensamentos não correspondem aos actos, agora mesmo o casal que estava na água volta para as suas toalhas e o que estava nas toalhas dirige-se para o mar, ainda sem top mas já com bottom. Os olhares, esses continuam, furtivos mas inevitáveis, a admiração e o desejo crescem, mas nenhum deles se atreve a dar o primeiro passo, a situação seria muito estranha, a possibilidade de rejeição é grande e o medo ainda maior. O segundo casal voltou também para terra, resignados por não acharem mais nada que possam fazer os quatro tentam distrair-se, uns lêem, outros conversam, outros tentam dormir. Os olhares são um vício, tentam combatê-los mas não conseguem, volta e meia já estão a olhar para eles outra vez, e desta vez não fogem, ficam a admirar-se uns aos outros, até que o outro olha, só então desviam a cara, e então é a vez do outro olhar para eles estarrecido, como se do jogo da apanhada se tratasse, apanhei-te, agora és tu a apanhar-me a mim. Algo se mexe entre as rochas, e isso não é bom sinal. Os olhares dos quatro mudam, nota-se um travo de desespero, de desilusão, porque de repente se aperceberam que já não são quatro, por entre as rochas aparece o quinto elemento da praia, depois o sexto, depois o sétimo, depois o oitavo. Não estamos sós, pensam os quatro em uníssono, Vêm para ficar. Dois adultos, duas crianças, duas canas de pesca. Que raio vêm para aqui fazer, há que dizê-lo com frontalidade, porque raio escolhe uma família vir de propósito para uma praia deserta, onde era suposto dar largas à imaginação, se afinal vêm fazer o mesmo que fariam em qualquer praia. Devia haver uma lei que só deixasse vir para praias desertas quem viesse fazer coisas que só se podem fazer em praias desertas. Assim como obrigar toda a gente a tirar a roupa nas praias naturistas. Como é injusto, este mundo. Agora paciência, não há nada a fazer, até porque entretanto chegou mais gente, a praia que era deserta está agora cheia. Um dos casais, dos originais obviamente, levantou-se e prepara-se para ir dar uma volta, desanuviar, sair do meio daquela gente toda. Surpreende-se ao ver que o outro casal já fez o mesmo, está dois passos à frente dele, surpreende-os a eles mas não a nós, que sabemos que os dois casais pensam o mesmo. Vão os quatro dar uma volta. Até podiam ir todos juntos, a ideia passa-lhes pela cabeça, mas já é tarde, agora além de não se conseguirem enfrentar correm o risco de serem apanhados por alguém, agora que a maldita praia está cheia. Por isso, ainda que juntos no pensamento, vão dois para cada lado. O tempo passa, não sabemos quanto tempo porque numa praia deserta não há relógios, mas vemo-lo passar porque o sol mexe-se, galileu disse que não, que quem se mexe é a terra, mas einstein voltou a dizer que sim, andar o sol à nossa volta ou nós à volta dele é tudo a mesma coisa. Os casais já voltaram e dirigem-se para as toalhas, não sabemos o que fizeram entretanto, parece que não somos tão omniscientes assim, o acaso deu-nos a faculdade de ouvir os pensamentos destes quatro, ou pelo menos de dois deles para não ouvir em duplicado, mas não foi benevolente a ponto de nos deixar sair da praia. A praia está agora cheia de gente, mas os casais só têm olhos um para o outro, para eles mais ninguém interessa. Tristes e resignados, admiram-se ainda mais porque sabem que o fim está próximo e não querem perder mais um segundo da imagem do outro. Num dos olhares encontram-se, mas já não querem desviar a cara, ficam assim durante alguns segundos como se comunicassem com os olhos, com tal intensidade que parece que gritam, Era a vocês que nós queríamos, e tanto gritaram que o outro parece que ouviu, de repente aperceberam-se, Eles também queriam, eles queriam o mesmo que nós, a notícia súbita deixou-os aturdidos, por segundos faltou-lhes o ar, sentiram-se tontos. Viraram-se para os parceiros para lhes contar mas não conseguiram articular palavra, e então os parceiros viraram-se para eles e disseram, Estou aborrecido, vamos embora, e assim se levantaram, talvez não ao mesmo tempo mas na verdade não conseguimos distinguir quem foi primeiro. No caminho para a saída encontraram-se, sorriram mas não disseram nada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-8303146780349294663?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/8303146780349294663/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=8303146780349294663&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/8303146780349294663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/8303146780349294663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2009/09/praia-para-quatro-um-conto-erotico.html' title='Praia para quatro (um conto erótico)'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-7587272860822780936</id><published>2009-07-07T23:19:00.008+01:00</published><updated>2010-08-28T00:05:18.792+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas-particularmente-irritantes'/><title type='text'>Chegar e não chegar (eis a questão?!)</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sinceramente nem sei por onde começar... ou não começar...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toda a gente já ouviu isto. "Tenho de me ir embora, ainda tenho de ir para Lisboa hoje, &lt;b&gt;chegar e não chegar&lt;/b&gt; são três horas e depois fica para tarde".&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aparentemente isto até se percebe, quer dizer que se demora mais ou menos três horas para ir daqui a Lisboa. Podiam dizer simplesmente "demoro três horas a lá chegar" ou "até lá chegar são três horas". Porque é que não dizem isso, então? Para que é que vem com a história do "chegar e não chegar"?&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejo um senhor da terceira fila da assistência a torcer o nariz. &lt;i&gt;Sim, mas se fosse só para chegar lá eram só duas horas e meia, não é a mesma coisa que chegar e não chegar. &lt;/i&gt;O senhor da segunda fila também concorda.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui é que a coisa começa a complicar. &lt;b&gt;Aparentemente, "não chegar" também demora um certo tempo&lt;/b&gt;. O que é que é "não chegar"? Partindo do princípio que sempre que caminhamos para o nosso destino estamos a chegar lá, de onde vem a parte do "não chegar"? Será que a certa altura andamos para trás? E outra coisa: a parte do "não chegar" vem antes ou depois do "chegar"? Será que primeiro se chega e depois não se chega ou é ao contrário? Imaginemos que já chegámos: podemos dizer "Não posso, já estou em Lisboa mas &lt;b&gt;não chegar aqui&lt;/b&gt; ainda leva meia hora, temos de marcar para outro dia"?&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se calhar é ao contrário. Primeiro não chegamos, depois é que chegamos. OK, então primeiro demoramos meia hora a "não chegar", e depois lá vamos nós para Lisboa. Espera, então mas "não chegámos" ainda antes de partir? &lt;b&gt;Então e "partir e não partir", será que também leva tempo?&lt;/b&gt; E onde é que deixamos de "não partir" e começamos a "não chegar"?&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O homem da terceira fila começa a acusar agora algum nervosismo. &lt;i&gt;Ó homem, para que é que está a complicar, isto é tão fácil! Imagine que vai daqui para Lisboa. De certeza que não vai directo, vai parar uma ou outra vez pelo caminho...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;E não parar&lt;/i&gt;, acrescenta o da segunda fila.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Depois de chegar a Lisboa, ainda tem de chegar...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;E não chegar&lt;/i&gt;, interrompe o da segunda fila.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;... e não cheg... Tem que chegar ao seu destino, depois chega ao seu destino e tem de estacionar o carro...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;E não estacionar...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;E depois pegar nas malas e entrar em casa.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;E não pegar, e não entrar.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Como vê não é só chegar e está feito. Todas estas coisas podem demorar o seu tempo.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;E não demorar!&lt;/i&gt;, remata, satisfeito, o da segunda fila.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem, com esta explicação fiquei sem palavras. Alguém tem dúvidas? Porque se tiverem, estes dois senhores terão o maior prazer em vos esclarecer. E não esclarecer.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-7587272860822780936?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/7587272860822780936/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=7587272860822780936&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/7587272860822780936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/7587272860822780936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2009/07/chegar-e-nao-chegar-eis-questao.html' title='Chegar e não chegar (eis a questão?!)'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-3770831897723555936</id><published>2009-06-27T09:52:00.012+01:00</published><updated>2010-08-28T13:53:32.072+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hello-world'/><title type='text'>Como é que sabes se aquela pessoa é um programador?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os programadores (e os "doidos" da informática em geral) são uns bichos estranhos. O seu estado natural é enfiado frente ao computador, a dedilhar furiosamente no teclado, a escrever coisas que nem um poliglota saberia compreender. Mas mesmo quando não estão a programar, a sua atitude e maneira de estar são tão típicas da sua classe que por vezes podem ser reconhecidos a milhas de distância. É ou não verdade?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que se segue é uma lista de pequenas expressões que denunciam a profissão do programador. As expressões foram retiradas do site &lt;a href="http://www.stackoverflow.com/"&gt;Stack Overflow&lt;/a&gt;, que é um site de entreajuda para programadores (obviamente). As expressões que se seguem são algumas das mais votadas. Recomenda-se a leitura da &lt;a href="http://stackoverflow.com/questions/895296/how-can-you-tell-if-a-person-is-a-programmer"&gt;pergunta original&lt;/a&gt; para verem todas as respostas e adicionar mais algumas que encontrarem.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Posto isto, digo-vos que poderão dizer se determinada pessoa é um programador se esta:&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;Usa parêntesis dentro de parêntesis na sua escrita normal (pelo menos é o que eu faço (às vezes)).&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;Começa a contar do zero em vez do um e considera 256 um número redondo.&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;Quando lhe fazem uma pergunta simples como &lt;i&gt;Queres uma chávena de chá? &lt;/i&gt;faz uma pequena pausa antes de responder, como se estivesse a guardar os pensamentos anteriores no disco antes de processar a pergunta.&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;(Em alternativa) Quando lhe fazem uma pergunta simples como &lt;i&gt;Preferes A ou B? &lt;/i&gt;responde &lt;i&gt;Sim.&lt;/i&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;Está mais interessada em comprar e escolher um teclado do que em carros, sapatos, etc.&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;Interpreta as perguntas o mais precisamente possível, como por exemplo:&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt;        &lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;Esposa: &lt;i&gt;Queres ir pôr o lixo lá fora?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;div style="display: inline !important; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="display: inline !important;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; white-space: pre;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt;        &lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;Programador:&lt;/span&gt; Não. &lt;span style="font-style: normal;"&gt;(posso ir, mas querer não quero)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt;        &lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;Transeunte: &lt;i&gt;Tem horas que me diga?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt;        &lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Programador: &lt;/span&gt;Tenho.&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt;        &lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;Esposa: &lt;i&gt;Compra um pão de forma, e se houverem ovos, compra 6.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt;        &lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Programador: &lt;/span&gt;OK.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt;        &lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Esposa (depois da compra): &lt;/span&gt;Porque é que compraste 6 pães de forma?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt;        &lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Programador:&lt;/span&gt; Porque havia ovos.&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;Ri-se de piadas parvas como "&lt;i&gt;Existem 10 tipos de pessoas: as que percebem binário e as que não percebem".&lt;/i&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;Se lhe perguntarem que linguagens conhece, enumera uma data delas mas não diz "Português" ou "Inglês".&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;Depois de uma longa conversa tenta lembrar-se onde a conversa começou e que passos deu até chegar ao ponto actual.&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;Tem tendência a terminar as frases com ponto e vírgula;&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;Se lhe pedirem para resolver um problema, refere todas as formas possíveis e imagináveis de o resolver.&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;Programador masculino: quando vê uma mulher atraente com um telemóvel de última geração na mão, olha primeiro para o telemóvel.&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;Diz que a sua cor preferida é #0000FF&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;Se lhe perguntarem que tipo de computador usa, não responde só com uma palavra.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-3770831897723555936?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/3770831897723555936/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=3770831897723555936&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/3770831897723555936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/3770831897723555936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2009/06/como-e-que-sabes-se-aquela-pessoa-e-um.html' title='Como é que sabes se aquela pessoa é um programador?'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-4216057754662587925</id><published>2009-06-01T22:53:00.012+01:00</published><updated>2011-08-04T01:34:37.848+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas-particularmente-irritantes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='objectos-tratados-como-objectos'/><title type='text'>Será que é preciso chegar ao Verão para as facas cortarem manteiga?</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No grupo das expressões que são particularmente irritantes encontra-se a expressão "facas a cortar manteiga". Parece algo muito inteligente mas no fundo trata-se de uma expressão completamente desprovida de personalidade, algo que serve para tudo mas no fundo não explica grande coisa. Ouvir a expressão "facas a cortar manteiga" como resposta a uma pergunta não me deixa com a sensação de que a pergunta foi respondida, deixa-me, pelo contrário, a pensar em mais uma dezena de perguntas que terei de fazer.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em primeiro lugar, o próprio objecto da expressão é ambíguo. A expressão tanto pode servir para algo que corte facilmente ("esta faca corta a carne como se fosse manteiga", "esta carne corta-se como se fosse manteiga"), como para algo que não corte bem ("esta faca só corta manteiga"). Portanto logo aí a expressão suscita a dúvida: se as facas cortam bem manteiga, isso quer dizer que cortam bem ou que cortam mal?&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o problema principal não é esse. O problema é assumir que todas as facas cortam manteiga. Ou pelo menos que a cortam tão facilmente como se diz. Acham que é verdade? Vejo-vos envergonhados, recusando-se a admitir, mas no fundo todos sabem o que quero dizer: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nem Sempre as Facas Cortam Manteiga! &lt;/span&gt;E todos chegam a essa brilhante conclusão quando vem o Inverno e está um frio de rachar, ou quando alguém se esquece e deixa a manteiga no frigorífico. Aquilo é um bloco duro e maciço, cujos bocados que cortamos são sempre maiores do que o que queremos. Se um extraterrestre descesse à terra e visse este bloco de manteiga, dificilmente concluiria que era a coisa mais fácil de se cortar à faca.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toda a gente sabe disto. Mas ninguém assume este erro crasso, e continua-se a dizer por aí que é fácil cortar manteiga. Os mais conscientes acabaram por inventar uma série de eufemismos para que o erro não se torne tão visível: "Parece uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;faca quente&lt;/span&gt; a cortar manteiga". "Parece uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;faca afiada&lt;/span&gt;&amp;nbsp;a cortar manteiga".&amp;nbsp;"Parece uma faca a cortar&amp;nbsp;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;manteiga mole&lt;/span&gt;".&amp;nbsp;"Esta faca corta manteiga &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;no Verão&lt;/span&gt;". "Esta faca corta manteiga &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;nos trópicos&lt;/span&gt;".&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com tantos acrescentos e modificações, não deveríamos começar a achar que o problema está mesmo na manteiga? Não se consegue arranjar mesmo nada mais fácil para cortar? Experimentem cortar pudim, ou gelatina, ou banana sem casca, ou farinha, ou molho bechamel! Qualquer uma destas coisas pode ser bem mais fácil de cortar do que manteiga. Acreditem que se alguém me dissesse que algo "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;parecia uma faca a cortar molho bechamel&lt;/span&gt;", eu ficaria perfeitamente esclarecido.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenham um pouco de bom senso, e ajudem-me a erradicar este mito urbano da história da humanidade. E a dar à manteiga, que não é tão fraca como dizem, o seu merecido respeito.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;(&lt;a href="http://jotalog2.blogspot.com/2011/08/do-we-have-to-get-to-summer-so-that.html"&gt;english version&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-4216057754662587925?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/4216057754662587925/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=4216057754662587925&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/4216057754662587925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/4216057754662587925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2009/06/sera-que-e-preciso-chegar-ao-verao-para.html' title='Será que é preciso chegar ao Verão para as facas cortarem manteiga?'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-1359434194203853198</id><published>2008-02-21T23:06:00.003Z</published><updated>2008-02-23T19:21:19.408Z</updated><title type='text'>By the way...</title><content type='html'>My nickname is "J.". That is pronounced "J-dot". "Jota" is J in Portuguese, and djeidot would be the pronounce for "J-dot" written in Portuguese (if written in English it would be something like jaydot). I think that an English reader would pronounce djeidot the same way a Portuguese one, although I'm not certain of that. Maybe some day you can tell me.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-1359434194203853198?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/1359434194203853198/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=1359434194203853198&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/1359434194203853198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/1359434194203853198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2008/02/by-way.html' title='By the way...'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18959369.post-113198830403793632</id><published>2005-11-14T17:06:00.002Z</published><updated>2009-04-25T16:45:31.465+01:00</updated><title type='text'>The Portuguese guy's blog</title><content type='html'>Pensamentos, Filosofias, Política, Humor, Optimismo e Jogos Nintendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dezembro 2005&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18959369-113198830403793632?l=jotalog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jotalog.blogspot.com/feeds/113198830403793632/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18959369&amp;postID=113198830403793632&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/113198830403793632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18959369/posts/default/113198830403793632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotalog.blogspot.com/2005/11/pensamentos-filosofias-poltica-humor.html' title='The Portuguese guy&apos;s blog'/><author><name>João Paulo Simão</name><uri>https://profiles.google.com/103903864466420259222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-RM2CwZF43M4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/CWj9Mq-RB-4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
